
A ONG Cidades sem Fome trouxe mais verde para a cidade de São Paulo. Hoje, já é possível encontrar 21 hortas comunitárias na metrópole, apoiadas pela organização, além das hortas presentes em 36 escolas públicas, empregando, ao todo, 115 trabalhadores. A ideia consiste em aproveitar espaços antes abandonados, de forma organizada e legal, geranado renda para os trabalhadores locais.

Hanz Dieter Tamp, fundador da ONG, resolveu por em prática o que viu na Europa, onde, segundo ele, o espaço público é bem ocupado pela sociedade civil organizada — e não necessariamente pelo governo. Ele esclarece que o projeto Hortas Comunitárias possui critérios de seleção bem definidos, como a vulnerabilidade social dos trabalhadores, que em sua maioria estão fora do mercado formal de trabalho, vivendo em condições precárias de moradia.
Foi o caso de seu José Aparecido Vieira, que resolveu aproveitar um terreno baldio para fazer uma horta. Mas foi só com o apoio da Cidades sem Fome, a qual encontrou na internet, que pôde se profissionalizar e obter a estrutura necessária para o cultivo.
— Ela [a ONG] me auxiliou em como manusear essa terra, cuidar. Ela me traz o esterco, a palha, e me ajuda também a virar os canteiros quando necessário. Me ajudaram a ganhar dinheiro —, conta o produtor.
Com mais de 10 anos de existência, o projeto gera renda desde um salário mínimo até mais de 2 mil reais mensais para seus trabalhadores, a partir da comercialização das hortaliças.
Segundo Hanz, a ideia é expandir e ter muito mais hortas comunitárias tanto em São Paulo, como no resto do país. Além de beneficiar a quem precisa de emprego, o projeto é uma bela forma de oferecer alimentos frescos e orgânicos aos moradores das grandes cidades brasileiras.
Fonte: Rede Globo – Como Será?
