veja por que o protesto contra o creme de avelã mais famoso do mundo é desnecessário
Na semana passada, a ministra da Ecologia francesa, Ségolène Royal, gerou uma polêmica global ao incitar os telespectadores do Canal+ a boicotar o creme de avelã mais famoso do mundo, a Nutella.
“Nós deveríamos parar de comer porque (o creme) é feito com óleo de palmeira. As palmeiras que produzem óleo substituíram árvores, e assim causaram um dano considerável ao meio ambiente”, disse ela. “O creme de avelã deveria ser produzido com outros ingredientes”.
A ministra não está completamente errada em seu apelo, já que em lugares como a Guatemala e a Indonésia florestas realmente foram dizimadas para dar lugar às plantações dessas palmeiras. Além disso, há denúncias contra as condições de trabalho da indústria, que empregaria crianças, submeteria os funcionários a condições precárias de trabalho e não respeitaria os direitos humanos.
Mesmo levando todos esses pontos em consideração, o site de VEJA preparou uma lista com os cinco motivos pelos quais não é necessário boicotar a Nutella. Veja abaixo.
5 provas de que o boicote à Nutella não está com nada

O Greenpeace apoia
O próprio Greenpeace se posicionou publicamente contra o boicote, dizendo que consideram a Ferrero como uma das empresas mais progressivas quanto à questão das fontes de óleo de palmeira e que “um boicote desse produto agrícola não resolveria os problemas de sua produção”.

A Nutella é sustentável
No ano passado, a Ferrero (empresa da qual a Nutella faz parte) conseguiu alcançar com um ano de antecedência o objetivo de ter todos os seus produtos atestados como 100% sustentáveis pelo Roundtable on Sustainable Palm Oil (algo como “Mesa redonda sobre óleo de palmeira sustentável”), organização que inclui representantes da indústria, grupos ambientais e bancos.

É o menor dos males
A Ferrero, dona da Nutella, representa apenas 0,3% do consumo global de óleo de palmeira. Para se ter ideia, metade dos produtos nas prateleiras de supermercados contém o ingrediente, que é listado como “óleo vegetal”.

Consultorias também concordam
A Verité, organização internacional que defende direitos trabalhistas e que já produziu relatórios sobre a indústria do óleo de palmeira, também indicou que o boicote seria desnecessário. “Consumidores deveriam ser conscientes de quão destrutiva a indústria de óleo de palmeira pode ser, mas a Ferrero parece ser uma das poucas companhias que adotaram padrões mais elevados”, disse Dan Viederman, CEO da empresa.

E é uma delícia
Afinal, quem consegue resistir?
