Cultivar uma hortinha em casa traz benefícios alimentares e pode ser uma ótima terapia
Imagine que delícia poder comer legumes e verduras fresquinhos colhidos na hora? Esse privilégio que, a princípio, parece somente ao alcance de quem vive no campo, pode muito bem ser desfrutado por moradores das cidades. Montar uma horta caseira não é difícil e é bastante recompensador. Além de poder colher os ingredientes do tempero ou da salada na hora em que quiser, cultivá-la ainda é um processo terapêutico, relaxante e que pode se transformar num passatempo sustentável e bem interessante.
Para começar, escolha um local arejado e com boa luminosidade e mãos à obra!
1) Escolha do vaso – Use um vaso de cerâmica, com altura em torno de 30 cm para plantas que requerem mais profundidade, como capim cidreira, manjericão, alecrim, sálvia e pimenta; para plantas mais rasteiras, como salsinha, coentro e orégano prefira um jardineira/floreira plástica horizontal que tenha 15 cm de altura, isso já é suficiente.
2) Terra – Compre em um local especializado, pois o saco já virá com terra adubada, de boa qualidade. Outra dica é comprar um saco de 25 kg para facilitar em caso de remanejo de plantas ou chegada de novas, para que não falte terra. No mesmo local onde comprou a terra, peça orientações sobre, por exemplo, a necessidade de intercalar camadas de argila e manta de bidim com camadas de terra; isso ajuda a preservar melhor a umidade e os nutrientes.
3) Sementes – Há ótimas espécies para se plantar em locais pequenos, como cebolinha, manjericão, hortelã, coentro, orégano, salsinha, alho-poró, pimenta, sálvia e alecrim. Elas podem ser adquiridas até em supermercado de bairro, dentro de saquinhos. Não plante muitas mudas diferentes no mesmo canteiro. Junte as que têm necessidades semelhantes, como os temperos (salsinha e cebolinha; alecrim e manjericão) ou legumes (cenoura e beterraba) da mesma família.
4) Luz – Muita luz! Cada planta tem sua especificidade quanto à quantidade de sol direto, mas nenhuma delas gosta de lugares sombrios e escuros. É muito importante que sua horta caseira fique num local arejado e com boa luminosidade natural.
5) Água – Regue diariamente e esteja sempre atento à boa drenagem dos recipientes. As plantinhas não podem ficar secas, nem encharcadas. A quantidade de água deve ser adequada ao tamanho do vaso.
6) Pragas – Os piores inimigos das suas novas amigas são os pulgões e outras pragas, inclusive formiguinhas, por isso, fique atento. Dependendo da praga, é melhor arrancar o galho onde ela estiver para evitar que contamine todo o pé e os outros vasos. Há vários sites especializados que dão dicas de como se livrar dessas companhias indesejadas.
7) Ervas daninhas – Mantenha “olhos de águia” sobre elas. É normal que apareçam. Muitas vezes já vêm junto com a terra adubada. Basta arrancá-las assim que surgirem para quem não sufoquem as plantinhas nem roubem seus nutrientes.
Depois dessas dicas, trocar ideias entre os amigos e até com especialistas em cultivo pode fazer esse processo ainda mais enriquecedor. Não deixe de fotografar quando sua primeira plantinha começar a brotar. Acredite: o resultado é bem gratificante.
Se você curtiu a ideia, abaixo, separamos vários links que podem ajudar na tarefa de montar sua primeira horta:
