Pílula do dia seguinte só deve ser usada em emergências, diz a ginecologista

O clima esquentou tanto no “Big Brother Brasil 15”, na semana passada, que o casal Talita e Rafael acabou indo para baixo do edredom sem proteção. Com medo de uma possível gravidez, a moça pediu uma pílula do dia seguinte à produção do programa. Segundo especialistas, o medicamento só deve ser tomado em casos de emergência, nunca como método contraceptivo. Além disso, ele não protege de doenças sexualmente transmissíveis. Portanto, não substitui o preservativo.

A pílula do dia seguinte é indicada quando a camisinha ou outras formas de prevenção falham. Para impedir a gestação, a droga precisa ser tomada até 72 horas após o ato sexual. Quanto mais a mulher demora a fazer uso do remédio, maiores são as chances de ele ser ineficiente.

— A taxa de eficácia não é de 100% — diz a ginecologista e obstetra Carolina Mocarzel.

De acordo com a especialista, a utilização pontual do medicamento não leva perigo à saúde. Há risco apenas de efeitos colaterais leves, como enjoos e dor de cabeça.

— O grande problema é que a paciente perde o controle do ciclo menstrual. Por causa do sangramento que a pílula provoca, a mulher fica sem saber quando vai menstruar de novo. Eventualmente, essa irregularidade pode até aumentar as chances de gravidez no mês seguinte — explica.

Por outro lado, o uso repetitivo da pílula do dia seguinte pode trazer complicações associadas à exposição excessiva a altas doses hormonais. Entre elas, estão alterações sérias no ciclo menstrual, piora da condição da pele, cefaleia grave e trombose — principalmente se a mulher tiver tendência genética ao problema.

— Uma coisa é usar o medicamento duas vezes por ano. Outra, três ou quatro vezes ao mês — ressalta Carolina.

Um estudo do Ministério da Saúde mostrou que 94% dos brasileiros reconhecem a eficácia da camisinha, mas 45% admitem não usá-la com frequência. O órgão também divulgou que os casos de Aids entre jovens de 15 a 24 anos aumentou 40% desde 2006.

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