Relatório analisa os impactos econômicos, ambientais e humanos da seca

  • O Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) publicou um relatório que analisa as consequências da seca para a saúde humana e os seus impactos nas sociedades, ecossistemas e economias.
  • O estudo conclui que o aumento das secas incorre em custos que são suportados desproporcionalmente pelas pessoas mais vulneráveis.
  • Seus efeitos se espalham por sistemas e perduram no tempo, afetando milhões de pessoas e contribuindo para a insegurança alimentar, pobreza e desigualdade.
  • “À medida que avançamos em direção a um mundo 2˚C mais quente, uma ação urgente é necessária para entender melhor e gerenciar de forma mais eficaz o risco de seca para reduzir o custo devastador de vidas humanas, meios de subsistência e ecossistemas”, alertam os autores.

Um relatório do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) explora a natureza sistêmica das secas e o seu impacto no cumprimento do Marco de Sendai para Redução de Riscos e Desastres e para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. O documento também aborda as consequências do aquecimento global para o fenômeno, os riscos para o bem-estar e a saúde humana e elenca possíveis respostas à ameaça da desertificação.

Um dos objetivos do UNISDR com o estudo é conscientizar a respeito dos impactos muitas vezes subestimados das secas nas sociedades, ecossistemas e economias. Elas incorrem em custos que são suportados desproporcionalmente pelas pessoas mais vulneráveis e seus efeitos se espalham por sistemas e perduram no tempo, afetando milhões de pessoas e contribuindo para a insegurança alimentar, pobreza e desigualdade. Outro foco do relatório é traçar a relação entre as secas e a mudança climática, que está aumentando as temperaturas e interrompendo os padrões de precipitação, mas não somente. O aumento de temperatura também aumenta a frequência, severidade e duração das secas em muitas regiões do globo. “À medida que avançamos em direção a um mundo 2˚C mais quente, uma ação urgente é necessária para entender melhor e gerenciar de forma mais eficaz o risco de seca para reduzir o custo devastador de vidas humanas, meios de subsistência e ecossistemas” alertam os autores.

Resposta global – Como alternativa para a ameaça da seca, o UNISDR sugere a criação de um mecanismo global capaz de facilitar a governança vertical e horizontal, assim como firmar parcerias para lidar com os riscos. Os autores concluem que o sistema deve ser baseado em valores compartilhados e responsabilidades das partes interessadas para mobilizar e coordenar os recursos financeiros necessários e direcioná-los para construir resiliência sistêmica.

Para ler o relatório na íntegra, acesse aqui.

Sobre o UNISDR – O papel do UNISDR é unir perspectivas e expertises para melhorar o gerenciamento de risco prospectivo nos setores sociais, ecológicos, culturais e econômicos sob a ameaça da seca e de outros desastres. O escritório trabalha a partir de acordos, convenções e modelos de trabalho para apoiar a realização da Agenda 2030, a Convenção Sobre Diversidade Biológica, o Acordo de Paris e o Marco de Sendai. O objetivo é conduzir a transição para um modelo de governança de risco sistêmica fundado em conhecimento adquirido, aprendizagem e inovação.

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