Grécia combate incêndio florestal, uma ‘castástrofe ecológica’ segundo especialistas

Os bombeiros lutavam neste sábado (22), pelo terceiro dia consecutivo, contra o primeiro grande incêndio do ano na Grécia, classificado pelos especialistas como “enorme catástrofe ecológica” na área de habitat natural protegida de Geraneia, ao oeste de Atenas.

O incêndio, que foi declarado no fim de quarta-feira na cidade de Schinos, no golfo de Corinto, “é um dos maiores entre os ocorridos nos últimos anos no mês de maio, tão cedo na temporada”, lamentou neste sábado o chefe dos bombeiros, Stefanos Kolokouris, na rede de televisão ANT1.

O fogo parece ter começado por alguém que queimou vegetação em um olival, segundo a agência de proteção civil.

A melhora das condições meteorológicas permitiu controlar a parte principal do fogo na noite de sexta-feira, apesar de “ainda restarem vários focos ativos dispersos”, segundo os bombeiros.

Cerca de 270 bombeiros apoiados por 16 aviões continuam trabalhando neste sábado, apoiados pelo exército, atentos a possíveis ressurgimentos do incêndio nas montanhas do oeste do istmo de Corinto.

Quando o fogo estiver totalmente controlado, será avaliado o alcance dos danos, afirmou a Proteção Civil.

Mas desde agora os especialistas e associações já falam de “catástrofe ecológica de uma extensão imensa”, como escreveu neste sábado o jornal “Avghi”. A floresta densa e conservada até agora foi queimada em 54%, informou.

E 6,1 % do maciço pertencia a áreas protegidas pela Rede Natura 2000, que reúne lugares naturais ou seminaturais da União Europeia com uma fauna e uma flora excepcionais.

Cerca de 55 km2 de floresta de pinheiros e outros terrenos já foram destruídos, segundo Euthymios Lekkas, professor de gestão de catástrofes ambientais da Universidade de Atenas.

É “uma imensa catástrofe ecológica que vai precisar de obras para evitar deslizamentos de terras e terríveis inundações”, afirmou Lekkas.Não há informações sobre vítimas, mas cerca de 10 casas foram danificadas e destruídas.

Voluntários das associações de defesa dos animais tentaram resgatar os animais feridos, queimados ou desidratados com primeiros socorros, água e alimentos.

Segundo o coletivo “Caesar’s Paradise”, foram encontrados carbonizados pássaros, tartarugas, ouriços, javalis, cachorros e gatos de rua.

Os incêndios florestais afetam a Grécia todo ano durante a estação seca, com fortes ventos e temperaturas que costumam superar os 30 graus.

Em 2018, 102 pessoas morreram na cidade costeira de Mati, perto de Atenas, no pior desastre por incêndio que a Grécia já registrou.

 

 

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