Calor beneficia produção de tilápias em um dos principais polos de produção do peixe
As incubadoras usadas na produção de tilápias recebem milhares de ovos. Cada uma pode conter mais de 100 mil por vez. Pelo menos 70% vão virar larvas de tilápia, um dos peixes mais consumidos no país.
O piscicultor Emerson Esteves explica que os ovos são desinfetados no laboratório para evitar o ataque de parasitas, bactérias e fungos. O processo de eclosão se dá nas incubadoras. O nascimento das larvas ocorre cerca de sete dias depois.
O laboratório fica em Rubinéia, região de Santa Fé do Sul, no noroeste paulista, que é um dos principais polos produtores dessa espécie de peixe no Brasil.
Calor beneficia produção de tilápias
Aproximadamente cinco milhões de larvas são produzidos por semana no laboratório. O controle da temperatura é fundamental em todo o processo.
O piscicultor Assis Henrique Castelan conta que temperaturas baixas fazem com que o peixe reduza a alimentação e o crescimento diminua. Já temperaturas acima de 28 graus acabam prejudicando, porque reduzem o oxigênio e aumentam a mortalidade.
Assim como as temperaturas, o mercado anda aquecido. Houve um recuo no início da pandemia, como lembram os produtores, mas o setor reagiu e vive um dos melhores momentos. Emerson diz que o mercado começou a melhorar com o aumento do dólar e da dificuldade de importação de peixes de outros países.
