Especialistas preveem que Cantareira leve mais de 2 anos para se recuperar
A chuva que provocou tantos estragos e tanto sofrimento, pelo menos, também fez aumentar o nível dos seis principais reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo.
Mas ainda falta muito para recuperar os níveis ideais de abastecimento. Serão pelo menos dois anos para que o Cantareira se recupere.
Isso se chover bastante e a população economizar água. Os índices dos reservatórios estão se recuperando, mas ainda estão bem longe do ideal.
As nuvens carregadas escureceram a cidade no meio da tarde. Poucos minutos depois, veio a tempestade e ruas alagadas.
Na rodovia Anhanguera, que liga São Paulo ao oeste do estado, sobrou pouco espaço para os carros passarem.
A pista sentido São Paulo da Régis Bittencourt alagou em Taboão da Serra. Alguns motoqueiros desafiaram a água. Depois, foram carros e ônibus.
Na marginal Tietê, mais pontos de alagamento no sentido Castello Branco.
É uma chuva que pode atrapalhar a mobilidade na cidade, mas mesmo assim é bem vinda. Isso porque a chuva que cai na cidade tem caído também na região das represas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo.
E o nível do Sistema Cantareira voltou a subir. Depois de 8 meses de quedas ininterruptas, foi o segundo dia seguido de melhora. Mas a situação está longe de ser boa.
Em dezembro de 2012, o nível do Cantareira era de quase 48%. No mesmo mês do ano passado, era de pouco mais de 28%.
Hoje o Cantareira, que já chegou ao nível zero de captação, recebeu duas cargas do chamado volume morto e está com apenas 7,2%.
Mesmo que chova o normal nos próximos meses, ainda haverá problemas quando voltar o período de estiagem.
Especialistas preveem que o Cantareira vai levar dois ou três anos para se recuperar. Por isso, por mais que se veja muita chuva em São Paulo, não dá para descuidar da economia.
“A gente vive uma situação emergencial onde uma chuva dessas não pode ser vista com alegria. Tem que ser vista com muita atenção no sentido de que não deve, sob forma nenhuma, promover o aumento do consumo de água”, afirma o professor de infraestrutura urbana Gilson Lamera.
