Ameaçado de extinção, tatu-canastra é foco de projeto de conservação

Estudos são realizados para conhecer melhor a espécie e, assim, traçar melhoras formas de protegê-la

Pesquisadores criaram um projeto para tentar salvar o “Tatu-canastra Uberaba”, que está ameaçado de extinção. A iniciativa, inspirada no Instituto de Conservação de Animais Silvestres (Icas), do Mato Grosso do Sul, surgiu em 2007.

O início do trabalho se deu após os cientistas realizarem um trabalho na Reserva Particular de Patrimônio Natural Vale Encantado (RPPN-VE), na região da Área de Preservação Ambiental (APA) do Rio Uberaba, onde foram identificados registros que indicavam a presença de animais da espécie.

“Na época, tivemos a preocupação de conhecer essa região e começamos a desenvolver alguns trabalhos e educação ambiental no local”, contou ao G1 o biólogo William Raimundo Costa.

“Quanto a gente localiza um buraco, medimos profundidade, altura, largura e ângulo da escavação. A partir destas medidas, a gente vai determinar se realmente é uma toca de tatu-canastra, já que ela também é usada por mais 80 espécies”, disse Igor Ugliani, técnico em agropecuária.

Para registrar o animal, que sai dos buracos à noite para se alimentar, foram usadas armadilhas fotográficas.

“Armamos a câmera próximo ao local onde achamos que o animal pode passar e vamos acompanhando os registros e, se for necessário, trocamos a câmera de lugar”, afirmou o biólogo Raul Sbroia Neto.

“O tatu-canastra é uma espécie que se adapta muito pouco ao contato com os seres humanos. À medida que as fronteiras urbanas e agrícolas vão avançando, essas áreas de habitat natural do tatu começam a ficar mais restritas, porque eles não lidam bem com essa aproximação. Há muita coisa produzida sobre esse animal, mas ainda há muita coisa para ser aprendida. Por isso, a importância de estudar e preservar esta espécie”, concluiu William.

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