Lupa produzida com material reciclado auxilia atividades de educação ambiental em Noronha

O equipamento, usado pela equipe do Projeto Golfinho Rotador para observar a vida marinha, é feito com cano de PVC e fundo de garrafa de vidro.

A lupa ajuda a ver o fundo do mar — Foto: Verônica Falcão/Divulgação

A lupa ajuda a ver o fundo do mar — Foto: Verônica Falcão/Divulgação

Uma lupa produzida de material reciclado, que permite a visualização do ambiente subaquático sem exigir a prática de mergulho, começou a ser usada em Fernando de Noronha. O equipamento está sendo utilizada nas atividades de educação ambiental do Projeto Golfinho Rotador.

O instrumento de observação, confeccionado com cano de PVC e fundo de garrafa de vidro, foi testado pela primeira vez nas Férias Ecológicas 2020, em janeiro. Os monitores disponibilizaram oito lupas durante a atividade, que reuniu 95 participantes, de 4 a 15 anos.

A ideia de incorporar a lupa às práticas de educação ambiental surgiu durante o planejamento das Férias Ecológicas. “Nos inspiramos em atividades desenvolvidas pelo Projeto Trilha Subaquática, na Ilha Anchieta, em Ubatuba, chamadas de Aquário Natural”, disse a bióloga Carolina Silva, da equipe de Educação Ambiental do Projeto Golfinho Rotador.

A garotada aprovou o equipamento. “Com a lupa, eu vi uma tartaruga e muitos peixinhos. Eu gostei muito”, afirmou Caíque José Honório, de 4 anos, que usou o novo equipamento nas Férias Ecológicas.

O equipamento foi testado e aprovado nas férias ecológicas — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

O equipamento foi testado e aprovado nas férias ecológicas — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

O material usado na confecção das lupas estava disponível na sede do Projeto Golfinho Rotador. “Além disso, só precisamos de cola, acetona, barbante e isqueiro”, relatou Carolina.

A lupa mede 48 centímetros de comprimento e oito centímetros de diâmetro. Com essas dimensões, estima-se que ela proporcione um aumento de duas a três vezes de um objeto distante de 20 a 30 centímetros do observador.

Carolina Silva explicou, ainda, que a lupa é adequada pra crianças ou adultos com dificuldade de adaptação à máscara e respirador.

“Algumas pessoas têm fobia de colocar máscara ou alguma dificuldade para mergulhar”, lembrou a educadora ambiental. “Além disso, o uso da lupa facilita a comunicação e troca de ideias no decorrer da atividade.”

Nas ações de educação ambiental, o uso da lupa tem facilitado a observação, estudo e identificação da biodiversidade. “Levamos para os estudantes um equipamento diferente dos que costumam ser utilizados na sala de aula”, afirmou a bióloga.

Outro benefício do uso da lupa é, além da acessibilidade para pessoas com fobia ou dificuldade de mergulhar, mostrar a importância da reutilização de materiais.

As atividades de educação ambiental, pesquisa e monitoramento de golfinhos-rotadores, além de ações nas áreas de envolvimento comunitário e sustentabilidade, realizados desde 1990, têm patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental.

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