O ECB, edifício sustentável da Bayer, recebe nível máximo da certificação de novas construções
Quem vive em grandes cidades está acostumado a ver centenas de prédios e um ambiente “cinza”. Mas o EcoCommercial Building (ECB) – prédio que fica na sede da Bayer, em São Paulo – foge a essa regra. Seu projeto inovador, que usa mais de 20 tecnologias para construções sustentáveis baseadas em matérias-primas da Bayer MaterialScience, divisão de Materiais Inovadores da empresa, acaba de receber a certificação LEED-NC Platinum, do U.S. Green Building Council, ONG que visa fomentar a indústria de construção sustentável e reconhece as melhores estratégias e práticas sustentáveis em todo o mundo.
O ECB é o primeiro prédio do Brasil que ganha esse certificado e deve ser também o primeiro do país a gerar 100% de sua demanda de energia. “Estamos muito orgulhosos com este reconhecimento. Considerando as megatendências previstas para as próximas décadas – como a escassez de energia – edifícios como este podem se tornar soluções de médio a longo prazo, já que são capazes de gerar toda sua energia e reduzir em até 80% o consumo“, diz Fernando Resende, gerente do Programa EcoCommercial Building no Brasil.

Com projeto de arquitetura assinado pelo renomado escritório de arquitetura Loeb Capote, o ECB Brasil seguiu o que há de mais moderno em termos de construções sustentáveis, sem deixar de lado a estética e o conforto de seus ocupantes. Nenhuma árvore foi removida do terreno, sendo que 17 delas foram incorporadas ao prédio e contribuem, entre outras coisas, para proteção solar. Além disso, toda a geração de energia solar, consumo de água e energia por tipo de uso, volume de águas de chuvas captado e emissões de CO2 evitadas são medidos e controlados em tempo real.
Confira outros itens que permitiram ao ECB ganhar esse importante certificado:
- Redução no consumo de água potável em 94,8%, graças ao aproveitamento de água da chuva, uso de equipamentos de baixo consumo e espécies vegetais com baixa demanda de irrigação;
- 97% de todos os resíduos gerados pela obra foram desviados de aterros sanitários e destinados à reciclagem ou ao reaproveitamento;
- 100% dos espaços têm acesso à luz e ventilação naturais, e apenas 5% dos espaços têm ar condicionado;
- Amplo uso de elementos que trazem alta eficiência energética: isolamento térmicos em tetos, paredes com poliuretano, placas translúcidas de policarbonato nas fachadas que bloqueiam calor e permitem entrada de luz natural, brises, persianas e películas para proteção solar, diversas aberturas para circulação de ar, entre outros.
