Pesquisadores recriam “cerveja dos faraós” de 5 mil anos atrás

Você já imaginou beber uma cerveja de 5 mil anos de idade? Pesquisadores utilizaram uma levedura retirada de cerâmicas usadas para produzir cerveja na Antiguidade, convertendo-a em uma bebida alcoólica com a ajuda de microbiologistas, arqueólogos e especialistas em vinícolas. O resultado final (publicado na mBio) foi a produção da cerveja que embebedou os faraós há milênios.

Os pesquisadores acreditam que esta é a primeira vez que a levedura antiga original foi preservada e desenvolvida para fabricar cerveja nova. “A maior surpresa aqui é que as colônias de leveduras sobreviveram dentro da cerâmica por milhares de anos — apenas esperando para serem escavadas e cultivadas”, disse um dos microbiologistas Ronen Hazan, da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel.

Como 5 mil anos é muito tempo para uma levedura sobreviver, a equipe esclarece que esses são os descendentes diretos da levedura encontrada no vaso. Com base no sequenciamento de genes, a levedura parece similar àquelas usadas nas cervejas africanas tradicionais e à levedura de cerveja moderna.

Este fermento em particular veio de cerâmica escavada em quatro locais diferentes em Israel, com o mais antigo estimado do ano de 3 mil a.C.

“Me lembro quando tiramos a cerveja pela primeira vez e nos sentamos em volta da mesa e bebemos”, contou o arqueólogo Aren Maeir, da Universidade Bar-Ilan, à AFP. “E eu disse que ou seremos bons ou estaremos todos mortos em cinco minutos. Mas vivemos para contar a história.” Os pesquisadores ainda sugerem que podem vender a bebida para quem deseja experimentar uma cerveja dos faraós.

No entanto, não é possível afirmar que essa bebida possui exatamente o mesmo sabor dos tempos antigos, já que apenas algumas das antigas cepas de levedura foram extraídas, e os ingredientes e técnicas modernos foram usados ​​para processá-las.

 

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