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Alta nos atendimentos por influenza pressiona rede de saúde municipal

Alta nos atendimentos por influenza pressiona rede de saúde municipal

A influenza está longe de ser apenas uma gripezinha. Com a chegada antecipada do vírus em 2026, o Brasil já registra aumento nas hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), pressionando o sistema de saúde em diversos estados. Na capital paraibana, o cenário segue a mesma tendência: clínicas e serviços de saúde já observam crescimento na demanda por atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, especialmente entre crianças.

Em João Pessoa, o avanço também é apontado no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, o qual mostra que, após um período de baixa de 2019 a 2021, os casos de SRAG por influenza voltaram a crescer a partir de 2022, atingindo pico em 2025, com 132 registros. Em 2026, até o momento, já foram notificadas 27 ocorrências, número superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Os óbitos acompanham esse aumento parcialmente. Em 2022, foram registradas 29 mortes. Já em 2025, apesar do maior número de casos, houve 19 óbitos. Em 2026, até o início de março, foram confirmados cinco óbitos.

A campanha segue até o dia 30 de maio e tem como meta atingir 90% de cobertura vacinal entre os grupos prioritários. Neste primeiro momento, a vacinação é destinada exclusivamente a esse público, que inclui crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais, povos quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas em situação de rua, professores, profissionais das forças de segurança e das Forças Armadas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e portuários, além de pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais.

Também estão contemplados funcionários dos Correios, população privada de liberdade, trabalhadores do sistema prisional e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas.

Na rede municipal de saúde, o Hospital Municipal Infantil do Valentina (HMV), referência na assistência pediátrica, registrou um aumento superior a 108% nos atendimentos de urgência de janeiro a março deste ano, passando de 4.393 para 9.179 casos. A maior parte desse crescimento está associada a quadros respiratórios. Somente no mês de março, dos atendimentos realizados, 6.008 foram classificados como de natureza respiratória.

Diante desse cenário epidemiológico, marcado pelo avanço dos casos de SRAG, foi declarada situação de emergência em saúde pública no município, com vigência de 90 dias, visando ampliar a capacidade de resposta da rede de saúde frente ao aumento da demanda assistencial.

A vacinação segue como a principal forma de prevenção, especialmente para os grupos prioritários. A proteção é segura, eficaz e atualizada anualmente para acompanhar as variações do vírus.

Sobre a doença 

influenza é uma infecção viral aguda que atinge o sistema respiratório e possui alta transmissibilidade, podendo evoluir para quadros graves, como a síndrome respiratória aguda grave, principalmente entre pessoas mais vulneráveis. A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde protege contra três cepas do vírus: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B, sendo considerada uma das formas mais eficazes de prevenção.

Documentação

Para receber a vacina, é necessário apresentar um documento oficial com foto ou Certidão de Nascimento, além do Cartão SUS e da caderneta ou cartão de vacinação. Gestantes devem também apresentar o cartão da gestante.