Abolição global de peles de animais pode ajudar a evitar novas pandemias

Abolição global de peles de animais pode ajudar a evitar novas pandemias

A produção e comercialização mundial de peles animais pode estar com os dias contatos. Diversos países estão anunciando que abolirão a existência de fazendas de extração de pele e outros se recusarão a importar e distribuir vestimentas feitas a partir de peles de animais. Uma das principais justificativas é o risco do surgimento de novas pandemias causadas pelo confinamento de animais em péssimas condições de higiene e maus-tratos.

O Reino Unido está liderando uma campanha para estimular o fim desse comércio cruel em nível global. Os parlamentares britânicos afirmam que não adianta não produzir e comprar, pois isso é terceirizar a tortura de animais e fomentar focos de doenças. O Reino Unido não produz peles há mais de 20 anos, mas nunca deixou de comercializar e importar de outros países. Uma carta assinada por 102 parlamentares pede a proibição total do comércio de peles de origem animal.

Foto: Ilustração | Pixabay

Os parlamentares afirmam que se o Reino Unido anunciar a abolição completa da comercialização e importação de peles enviará uma forte mensagem aos outros países e mostrará que as sociedades modernas precisam evoluir e atender as demandas das novas gerações, que são engajadas com a defesa do meio ambiente e o respeito aos animais. “Nunca houve melhor momento para proibir essa prática cruel, desnecessária e desatualizada”, diz a carta.

Em junho, um grupo de 60 veterinários e virologistas escreveu um grande estudo alertando o risco da produção de peles tanto em massa, como em fazendas, em também de forma artesanal. A prática, além de não seguir absolutamente nenhum critério de bem-estar animal, é um risco à saúde pública. Uma pesquisa feita recentemente aponta de cerca de 75% da população britânica não é a favor do comércio de pele animal