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Por que animais silvestres brasileiros estão aparecendo em um mercado de Bangcoc

Por que animais silvestres brasileiros estão aparecendo em um mercado de Bangcoc

Muitas dessas espécies estão ameaçadas, são capturadas na natureza e enfrentam péssimas condições durante a viagem da Amazônia à Ásia, o que amplia as preocupações com o bem-estar animal; muitas morrem no trajeto

Nos corredores estreitos do mercado de Chatuchak, em Bangcoc, capital tailandesa, a fauna silvestre do mundo está à venda.

Capturadas em florestas, retiradas de rios ou arrancadas de áreas úmidas em todo o planeta, centenas de espécies exóticas são embarcadas em voos transcontinentais para serem expostas no que especialistas consideram um dos maiores mercados de  animais silvestres do planeta.

Entre vendedores de chá com leite tailandês e barracas de arroz glutinoso com manga, basta que os visitantes se afastem alguns passos do circuito turístico para chegar à seção de “animais de estimação” do mercado, uma denominação, no mínimo, generosa. Ali, animais domésticos e silvestres muitas vezes se amontoam em gaiolas, com pouca água e nenhum alívio para temperaturas superiores a 32 °C.

Da África chegam papagaios-cinzentos, servais, pítons-reais e gálagos-gigantes, que são vendidos por 48 mil bahts (cerca de 1.450 dólares), anunciados em placas como “recém-chegados”. Já minúsculos suricatos vestidos com fantasias, às vezes colocados em caixas de areia para que os visitantes possam tocá-los, estão entre os animais mais numerosos de Chatuchak.

Também há espécies da Ásia e da Oceania, como civetas-mascaradas, lóris-arco-íris e cães-da-pradaria, além de filhotes de guaxinim, iguanas, cabras, gatos e leitões, entre outros.

A meerkat dressed up to be sold
No mercado de Chatuchak, suricatos como o da foto, originários do sul da África, são vestidos com fantasias para serem vendidos como animais de estimação. Foto: Gloria Dickie.

Para Scott Roberton, diretor do programa de combate ao tráfico da ONG Wildlife Conservation Society, a novidade mais chocante é a grande quantidade de espécies sul-americanas que passou a ocupar as prateleiras do mercado.

Morador de Bangcoc, Roberton visita Chatuchak a cada poucas semanas para ver o que está à venda. Ele diz que essa frequência lhe permite identificar novas tendências no tráfico global de animais silvestres.

Nos últimos tempos, ele percebeu um aumento alarmante de espécies sul-americanas no mercado tailandês, sobretudo saguis e outros primatas. “Mudou muito nos últimos dois anos. O volume é maior. A diversidade de espécies é maior”, afirma.

Ao percorrer o labirinto de corredores, Roberton passa por matamatás de água doce da bacia amazônica e tartarugas-do-chaco da Patagônia. Araras-azuis e araras-vermelhas grasnam em pequenas gaiolas de arame, enquanto macacos-prego, micos e saguis se encolhem nos recintos, ao lado de quatis e capivaras.

A variedade é especialmente grande na seção de peixes, onde pirararas, acaris-zebra (endêmicos de um pequeno trecho do Rio Xingu, no Brasil) e arraias se amontoam em sacos  plásticos, bacias e aquários enfileirados na calçada diante do público.

“Toda vez que nós viemos, havia uma espécie nova aqui”, lamenta Roberton, em uma mistura de desalento e frustração. Segundo ele, tanto os quatis quanto as maras chegaram recentemente.

South America’s 22 marmoset species are a hot item in wildlife markets
Sagui à venda no mercado de Chatuchak, em Bangcoc. Foto: Gloria Dickie.
A shopper walks through Chatuchak Market carrying her pet raccoon.
Uma cliente percorre o mercado de Chatuchak carregando seu guaxinim de estimação. Foto: Gloria Dickie.

Embora muitos animais comercializados em Chatuchak façam parte do tráfico, nem todos são vendidos ilegalmente. Além disso, permitir a venda de determinada espécie não significa que ela não esteja ameaçada de extinção.

Durante um levantamento de 2015 sobre as aves de Chatuchak, por exemplo, a Traffic, organização dedicada a investigar e monitorar o comércio de animais silvestres, contabilizou 17 espécies classificadas como ameaçadas ou quase ameaçadas na Lista Vermelha da IUCN, mais da metade delas nativa da Tailândia. A avaliação era de que as aves haviam sido capturadas na natureza e, portanto, estavam protegidas pela legislação nacional, que proíbe sua captura e comercialização.

Além das legislações nacionais, um tratado global chamado Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites), regulamenta o comércio transfronteiriço de animais silvestres. A Cites divide as espécies em três anexos: as ameaçadas de extinção, cujo comércio internacional para fins comerciais costuma ser proibido; aquelas que podem se tornar ameaçadas caso o comércio não seja controlado; e as protegidas por determinado país, que pediu a colaboração dos demais para controlar sua comercialização.

Segundo especialistas ouvidos pela Mongabay, muitas espécies latino-americanas encontradas em Chatuchak podem ter a exportação proibida nos países de origem, mas chegam ao Sudeste Asiático com documentos que parecem atestar sua legalidade. Em algum ponto da rota comercial, esses animais são “esquentados” e inseridos de forma fraudulenta na cadeia legal de fornecimento, com licenças falsas. De acordo com esses especialistas, isso representa um grande desafio para as autoridades fiscalizadoras.

Green geckos for sale
Lagartixas à venda no mercado de Chatuchak. Foto: Gloria Dickie.

Chatuchak, que provavelmente só perde em tamanho para os mercados de fauna silvestre de Jacarta, na Indonésia, há muito é alvo de críticas internacionais pelo tratamento dispensado aos  animais e pelos riscos em termos de biossegurança, sobretudo após a pandemia de Covid-19. Muitos animais domésticos, como filhotes de cães e gatos, permanecem confinados junto a espécies exóticas e, com frequência, perto de barracas de comida. O contato próximo, a alta densidade e as condições insalubres favorecem a transmissão, aos seres humanos, de zoonoses como a gripe aviária e as doenças causadas por variedades de coronavírus.

As críticas chegaram ao auge em 2024, quando um incêndio em instalações elétricas atingiu a seção de animais de estimação e queimou, vivos, mais de mil animais. Criou-se a expectativa de que a tragédia finalmente levasse ao fechamento do mercado de fauna, mas os vendedores logo retornaram, com o apoio de autoridades municipais. Após o incêndio, a imprensa local noticiou que o governador de Bangcoc havia incentivado a população a comprar animais de estimação no local para ajudar os comerciantes. Na avaliação de especialistas, o mercado de animais silvestres inclusive cresceu.

“O mercado de Chatuchak é uma vergonha para a cidade de Bangcoc”, afirmou na época Edwin Wiek, fundador da organização sem fins lucrativos Wildlife Friends Foundation Thailand. “Já faz tempo demais que permitem a continuidade da venda de animais de maneira antiética e, muitas vezes, ilegal.”

Até a publicação desta reportagem, o Departamento de Parques Nacionais, Vida Silvestre e Conservação Vegetal da Tailândia não havia respondido ao pedido de informações feito pela Mongabay sobre suas ações de monitoramento e fiscalização.

Here, domestic cats are caged beside wild mammals of many kinds as well as iguanas
Aqui, gatos domésticos ficam engaiolados ao lado de vários tipos de mamíferos silvestres e de iguanas, situação que suscita sérias preocupações de saúde pública. Foto: Gloria Dickie.
Animals from across the globe are caged in close quarters
O risco de doenças é alto em mercados como este, onde animais de diversas partes do mundo ficam confinados em espaços apertados e podem ser portadores de doenças virais ou bacterianas transmissíveis a outros animais, ou a seres humanos, que não têm imunidade contra elas. Foto: Gloria Dickie.

Um centro de comércio florestal

A história que se desenrola nos corredores escaldantes de Chatuchak começa a mais de 16 mil quilômetros dali, na cidade de Iquitos, no coração da Amazônia peruana. Favorecida pela enorme diversidade que existe na floresta bem próxima da cidade, Iquitos há muito funciona como um importante centro do tráfico de animais silvestres.

A riqueza da maior floresta tropical do mundo pode ser facilmente contrabandeada de barco até a cidade, que se espalha na confluência dos rios Amazonas, Nanay e Itaya. De lá, os animais seguem para a capital, Lima, em um dos vários voos comerciais diários que ligam aquela remota cidade ribeirinha a compradores de todo o mundo.

A Amazônia abriga cerca de um quarto das espécies terrestres de plantas e animais do planeta, além de uma quantidade maior de peixes do que qualquer outro sistema fluvial. Apesar de mais de 12 mil espécies amazônicas serem protegidas pela Cites, a medida não conteve a saída das mais cobiçadas. Hoje, as rotas que partem da região já estão consolidadas tanto para o tráfico de animais silvestres quanto para o transporte de outras cargas criminosas.

Desde que atingiu proporções críticas no fim dos anos 2000, o gigantesco comércio de marfim de elefantes e chifres de rinocerontes atraiu muita atenção mundial. Segundo especialistas, porém, o tráfico de fauna silvestre procedente da América Latina vem passando despercebido.

Isso tem ajudado o comércio ilegal a prosperar na região. Diferentemente dos produtos de fauna de alto valor provenientes da África, esse tráfico é mais diversificado e se concentra em animais vivos destinados ao comércio global de espécies de estimação. Um relatório de 2025, por exemplo, constatou que animais vivos correspondiam a 90% das apreensões feitas na Europa em carregamentos oriundos da América Latina.

Snakes are offered for sale in cramped plastic containers
Cobras à venda em pequenos recipientes  plásticos expostos sobre uma mesa no mercado de Chatuchak. Foto: Gloria Dickie.

“Iquitos é uma cidade onde muitas mercadorias ilegais circulam livremente pela Amazônia”, afirma Renata Cao, responsável pelos projetos da Traffic na América Latina. “Muitos produtos de diferentes países chegam a Iquitos e, portanto, é mais fácil esquentá-los no Peru.”

A legislação peruana reconhece duas origens legítimas para os  animais silvestres que podem ser vendidos em nível internacional: é possível retirá-los legalmente de “áreas de manejo de fauna”, que são áreas protegidas que às vezes permitem cotas de exploração sustentável, ou elas podem vir de criadouros de animais em cativeiro.

Embora a exportação exija documentos que comprovem a origem legal, esse comércio abre espaço para a corrupção e o tráfico ilegal, seja por meio de licenças falsas e classificações incorretas das espécies, seja pela mistura de animais capturados ilegalmente com espécies exportadas de forma regular.

Espécies protegidas da Colômbia, por exemplo, podem “atravessar a fronteira e ser esquentadas no Peru e exportadas com documentos falsos, segundo os quais, elas foram criadas em cativeiro, quando, na verdade, foram capturadas na natureza em outros países”, explica Cao.

Mais da metade da Amazônia está no Brasil, enquanto o restante se estende por Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Venezuela, Guiana Francesa, Suriname e Peru.

“A Amazônia é uma região muito vasta e repleta de rios”, afirma Roberto Vieto, assessor de bem-estar animal da organização sem fins lucrativos Proteção Animal Mundial.

Vieto descreve o processo: após a captura de um animal na natureza, “saindo de uma comunidade, você pega um barco e pode contrabandear o que quiser e entrar na cidade.” Segundo ele, é difícil instalar postos de controle adequados e fiscalizar o comércio ao longo dos rios. “É por isso que Brasil, Colômbia e Peru precisam articular esforços.”

A fennec fox in a cage
Feneco, espécie de raposa africana, à venda no mercado de Chatuchak. Foto: Gloria Dickie.

Em Iquitos, o equivalente de Chatuchak é o Mercado de Belén, onde os compradores encontram uma variedade e de animais vivos e partes de animais, desde peles e presas de onça-pintada até sucuris. Segundo especialistas, o local oferece uma amostra do que também pode estar sendo exportado para a Ásia, como peixes de rio muito procurados no setor de aquários e tracajás.

“Belén não deve ser visto como um mercado isolado; é um ponto visível de uma rede muito maior de comércio de animais silvestres”, afirma Neil D’Cruze, pesquisador de fauna que coordenou um levantamento de um ano sobre os produtos de origem silvestre comercializados no local entre setembro de 2022 e setembro de 2023. Ele e os colegas documentaram pelo menos 71 espécies de animais silvestres à venda em Belén e no vizinho Mercado Modelo, entre mamíferos, répteis e aves. Mais de um quarto delas eram classificadas como ameaçadas ou quase ameaçadas em âmbito nacional ou global.

“Eu não ficaria surpreso se algumas das espécies amazônicas que vemos sendo vendidas como animais de estimação em Belén também estivessem aparecendo nos mercados de animais exóticos do Sudeste Asiático”, diz D’Cruze.

Embora a pesquisa não tenha comprovado a existência de uma rota direta de tráfico entre Belén e aquela região da Ásia, acrescenta D’Cruze, o aparecimento das mesmas espécies nas duas pontas levanta uma questão importante “sobre a possibilidade de esses mercados geograficamente distantes estarem conectados por redes internacionais mais amplas de tráfico.”

A leopard gecko
A lagartixa-leopardo, como a da foto, é um animal de estimação muito procurado, nativo de Índia, Nepal, Paquistão, Afeganistão e Irã. Foto: Gloria Dickie.
Many red-eared sliders
As tartarugas-de-orelha-vermelha, originárias do sul dos Estados Unidos e do norte do México, são os quelônios mais comercializados. Foto: Gloria Dickie.

É difícil determinar exatamente por que a presença de animais silvestres latino-americanos cresceu tanto no Sudeste Asiático nos últimos anos, afirmam especialistas, mas as publicações em redes sociais que mostram pessoas brincando e fazendo carinho em espécies cada vez mais exóticas sem dúvida tiveram um papel importante.

“Em Iquitos, historicamente, as comunidades locais têm usado animais silvestres como alimento e para fins espirituais e, cada vez mais, como animais de estimação”, diz D’Cruze. Com as redes sociais, porém, “o que realmente mudou agora é a capacidade de levar esses produtos a um mercado urbano mais amplo.”

“A barraca do mercado é, na verdade, apenas a parte visível de uma cadeia de fornecimento muito mais longa”, afirma. “E, cada vez mais, essa cadeia de fornecimento física se articula com um mercado digital global capaz de conectar vendedores e compradores separados por milhares de quilômetros.”

A Wildlife Conservation Society já havia constatado que o comércio de  animais silvestres entre a América do Sul e a Ásia praticamente dobrou entre o início dos anos 2010 e 2020, embora grande parte disso envolvesse a China.

Segundo o think tank Inter-American Dialogue e a Global China Initiative, centro de pesquisa político-econômica da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, essa rota comercial teria sido favorecida pelos mais de 140 bilhões de dólares em empréstimos concedidos por bancos estatais chineses a países latino-americanos entre 2005 e 2018. Grande parte dos recursos financiou projetos de infraestrutura, mineração e energia na Amazônia, levando à chegada em massa de trabalhadores estrangeiros à floresta.

Um padrão semelhante ocorreu no início dos anos 2000, quando mineradoras, madeireiras e empresas de infraestrutura chinesas chegaram à África, resultando em níveis catastróficos de caça ilegal de elefantes, rinocerontes e pangolins.

Os especialistas ouvidos pela Mongabay, contudo, consideram provável que a atual leva de animais silvestres enviada aos mercados tailandeses não tenha a China como intermediária. “Em Chatuchak e na Tailândia, o comércio está tão consolidado que eu não acho que precisariam envolver a China”, diz D’Cruze.

Eclectus parrots in cages
Esta ave, o papagaio-eclético, é originária da Nova Guiné, da Austrália e de outras partes da Oceania. Foto: Gloria Dickie.

Preguiças sob calor sufocante

A popularidade das espécies sul-americanas no Sudeste Asiático não representa apenas um problema de conservação; também levanta sérias questões sobre o bem-estar animal.

“Iquitos é o centro de recebimento de animais silvestres, até mesmo de regiões que parecem distantes no mapa”, Vieto afirma. “A partir da fronteira com o Brasil, a viagem pode levar alguns dias. Os animais percorrem longas distâncias para chegar a Iquitos.”

Mas isso é pouco em comparação com o restante da jornada: o voo de Iquitos a Lima dura duas horas e, depois, são mais de 25 horas de avião para chegar ao Sudeste Asiático.

“Não há voos diretos, então será uma viagem extremamente longa, com várias escalas”, comenta Vieto. “Isso só causa um estresse intenso aos animais, e o nível de mortalidade é altíssimo.”

Não se sabe ao certo quantos animais traficados morrem durante o transporte. Um relatório sobre o tráfico de fauna, elaborado para a União Europeia, constatou que 70% dos animais silvestres morrem em até seis semanas após a captura, enquanto 75% dos répteis e anfíbios mantidos como animais de estimação não passam do primeiro ano, devido a cuidados inadequados.

African pygmy hedgehogs fill an aquarium tank in the market
Ouriços-pigmeus-africanos lotam um aquário no Mercado de Chatuchak, um ambiente estressante para animais solitários e de hábitos noturnos. Foto: Gloria Dickie.

D’Cruze e Vieto mencionaram um vídeo a que ambos assistiram, no qual uma preguiça era contrabandeada para Iquitos. As imagens mostram o animal agarrado a uma árvore na floresta peruana, enquanto dois homens cortam o tronco a golpes. Quando a árvore cai, eles apanham a preguiça, enfiam-na de cabeça em um saco e depois a colocam em um barco. O animal permanece assim até chegar ao Mercado de Belén, onde é vendido pelo equivalente a 13 dólares.

“Dá para imaginar a preguiça dentro de um saco, a temperatura, e sem poder se agarrar a nada, que é a posição normal do animal?”, questiona Vieto. As preguiças se estressam com facilidade e são animais altamente especializados, com corpos adaptados à vida na copa das árvores, e não ao transporte ou ao manuseio.

De volta ao mercado de Bangcoc, Roberton passa diante de um estabelecimento cuja placa anuncia gibões-de-bochechas-brancas e tucanos à venda, além de preguiças. Meses antes, tanto a preguiça-real (Choloepus didactylus) quanto a preguiça-de-hoffmann (Choloepus hoffmanni) haviam sido incluídas no Anexo II da Cites e passaram a exigir licenças da convenção para exportação.

“Aqui é só a vitrine”, afirma Roberton. “Os animais raros costumam ser mantidos em outros locais.” Na internet, a página da empresa no Facebook anuncia um filhote de macaco-prego, um canguru-arborícola e uma hiena-malhada.

Squirrels of all kinds for sale in Chatuchak Market.
Esquilos à venda no mercado de Chatuchak. Foto: Gloria Dickie.