Anchor Deezer Spotify

Indústria na Amazônia entra no centro do debate sobre clima e economia de baixo carbono

Indústria na Amazônia entra no centro do debate sobre clima e economia de baixo carbono

Diálogos Amazônicos reúne especialistas para discutir como conciliar atividade industrial, geração de emprego e renda e preservação da floresta

Debate promovido pela FGV EESP aborda os caminhos para uma indústria mais sustentável e inovadora em uma das regiões mais estratégicas do planeta

Como manter uma indústria competitiva em uma das regiões ambientalmente mais estratégicas do mundo e, ao mesmo tempo, transformar a preservação da floresta em parte de uma agenda de desenvolvimento econômico? A relação entre clima, economia e indústria na Amazônia estará no centro da próxima edição dos Diálogos Amazônicos, promovida pela (FGV) Fundação Getulio Vargas, por meio da (FGV EESP) Escola de Economia de São Paulo. 

O encontro será realizado no dia 31 de agosto, das 19h às 20h, em formato online, e reunirá especialistas para discutir o papel da atividade industrial diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela transição para uma economia de baixo carbono.

A discussão ganha relevância diante do desafio de conciliar desenvolvimento socioeconômico e conservação ambiental na Amazônia. Mais do que tratar indústria e preservação como agendas opostas, o debate pretende discutir caminhos capazes de combinar inovação, geração de empregos, renda e desenvolvimento regional com a valorização da floresta, da biodiversidade e dos ativos ambientais amazônicos.

Em uma região marcada por enormes distâncias, desafios logísticos e crescente exposição aos efeitos das mudanças climáticas, a capacidade de desenvolver uma indústria mais sustentável também passa a integrar a discussão sobre o futuro econômico da Amazônia.

O debate ocorre ainda em um momento no qual eventos climáticos extremos vêm mostrando sua capacidade de afetar diretamente a atividade econômica. Na edição anterior dos Diálogos Amazônicos, dedicada às secas nos rios da região, especialistas discutiram como a redução da navegabilidade pode atingir o transporte de cargas, o abastecimento e a competitividade industrial, com reflexos que ultrapassam as fronteiras da região Norte.

A nova edição amplia essa discussão ao colocar em perspectiva não apenas os impactos das mudanças climáticas sobre a economia, mas também qual deve ser o papel da indústria na construção de soluções para uma Amazônia economicamente dinâmica e ambientalmente preservada.

Entre os temas que estarão no centro do encontro estão a transição para uma economia de baixo carbono, a incorporação da sustentabilidade às estratégias empresariais, a inovação industrial e as possibilidades de geração de valor econômico a partir da conservação da biodiversidade e dos ativos ambientais da região.

Convidados especiais:

  • Augusto Rocha – Professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Coordenador da Comissão de Logística do CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas).
  • Amanda Motta Schutze – Professora da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP) e coordenadora do FGV Clima.

Moderação:

  • Márcio Holland – Professor de Políticas Públicas na FGV EESP e Colunista Broadcast/Agência Estado. Foi Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

SERVIÇO:

Data: 31 de agosto (segunda-feira)

Horário: 19h00 às 20h00

Transmissão: Canal no YouTube da FGV EESP

Para mais informações, acessehttps://evento.fgv.br/dialogosamazonicos2302/

Sobre o Diálogos Amazônicos

A série “Diálogos Amazônicos” tem o patrocínio do CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Bic da Amazônia; Coimpa; Honda; Copag; Mondial; UCB da Amazônia; Visteon; Sinaees; Águas de Manaus; Super Terminais; Midea Carrier; Abraciclo; Simmmem; Impressora Amazonense; Fieam; Caloi; Tutiplast Indústria; Recorfama Indústria; GBR Componentes; Embalagem Placibras; Atem; Vinci; Bemol e Fundação Rede Amazônica.

Sobre o CIEAM

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) é uma entidade empresarial com personalidade jurídica, ligada ao setor industrial, que tem por objetivo atuar de maneira técnica e política em defesa de seus associados e dos princípios da economia baseada na Zona Franca de Manaus (ZFM). Implementada pelo governo federal em 1967, com o objetivo de viabilizar uma base econômica no Amazonas e promover melhor integração produtiva e social entre todas as regiões do Brasil, a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento regional bem-sucedido que devolve aos cofres públicos mais da metade da riqueza que produz. Atualmente, são 600 empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). O estado do Amazonas tem 578.208 mil empregos, dos quais 134 mil são diretos do PIM e garantem a preservação de 97% da cobertura florestal do Amazonas. Encerrou 2025 com um faturamento de R$ 228 bilhões.