Amazônia tem a menor taxa de desmatamento já registrada pelo Inpe
Foram 3,3 mil km² desmatados de floresta, uma queda de 41% em relação a 2025, segundo o Prodes. Dados foram divulgados nesta última sexta-feira (16) pelo MMA
Em 2026, a Amazônia registrou a menor taxa de desmatamento da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe): 3.335 km². O índice representa uma queda de 41% em relação a 2025, quando foram desmatados 5.731 km² de floresta.
Os dados são do Prodes, sistema do Inpe que monitora o desmatamento anual no país desde 1988, e foram divulgados na última sexta-feira (16) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Até então, a menor taxa registrada na Amazônia havia sido a de 2012, de 4.571 km², durante o governo de Dilma Rousseff.
“Os números divulgados hoje são uma conquista histórica. Eles colocam o Brasil como protagonista na agenda de proteção das florestas e mostram ao mundo que, com vontade política, é possível frear as motosserras e as emissões de gases de efeito estufa”, diz Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.
Desmatamento na Amazônia cai para 3,3 mil km² em 2026
Área desmatada é a menor da série histórica do Inpe, iniciada em 1988, e representa uma queda de 41% em relação ao ano anterior.

Desde a retomada do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), em 2023, a área desmatada na Amazônia caiu 71% em relação a 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro: passou de 11.594 km² para os 3.335 km² deste ano.
Essa nova fase no terceiro mandato de Lula estabeleceu a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030 e mobilizou 13 ministérios, sob a liderança do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), chefiado por Marina Silva. A Casa Civil coordenou a articulação entre as pastas por meio da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento.
O PPCDAm foi criado em 2004, no primeiro mandato de Lula, e articulava originalmente 17 ministérios em ações como a criação de Unidades de Conservação e Terras Indígenas, o fortalecimento da fiscalização e investimentos em monitoramento. Entre 2004 e 2012, quando a Amazônia registrou, até então, o que era a menor taxa da série histórica do Prodes, de 4.571 km², o desmatamento caiu 83%.
Com o impeachment de Dilma Rousseff, a perda de floresta voltou a crescer e, em 2019, o plano foi interrompido durante o governo Bolsonaro. Entre 2018 e 2022, a taxa subiu 53%, chegando a 11.594 km².
