Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres destaca importância da proteção de mulheres diante de eventos climáticos extremos
Com previsão de intensificação do El Niño, Estratégia Mulheres e Clima fortalece ações de prevenção, adaptação e proteção de direitos no país
Celebrado nesta terça-feira (13), o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres chama a atenção para a importância de prevenir e reduzir os impactos de eventos extremos, como enchentes, secas, deslizamentos e ondas de calor. Neste ano, a campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) tem como tema “A resiliência começa em casa”, destacando a necessidade de proteger moradias, famílias e comunidades diante dos riscos de desastres.
A mobilização ocorre em um momento de atenção às condições climáticas no Brasil. Segundo o boletim do Painel El Niño 2026–2027, divulgado em 1º de outubro pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) em parceria com outros órgãos federais de monitoramento, há 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro deste ano. As projeções indicam riscos de agravamento da seca nas regiões Norte e Nordeste e de chuvas acima da média no Sul do país.
Os impactos dos desastres não são iguais para toda a população. Mulheres e meninas podem enfrentar riscos ampliados em razão das desigualdades sociais e de gênero, especialmente quando são responsáveis pelo cuidado de crianças, pessoas idosas ou com deficiência. A perda de moradias, de fontes de renda e do acesso a serviços essenciais também pode aprofundar vulnerabilidades e aumentar a exposição à violência de gênero.
Estratégia Mulheres e Clima e proteção em emergências
Para enfrentar esses desafios, o Governo do Brasil incorporou ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) a Estratégia Transversal Mulheres e Clima, iniciativa do Ministério das Mulheres que integra a perspectiva de gênero às políticas de mitigação e adaptação à mudança do clima até 2035.
A Estratégia prevê ações voltadas à autonomia econômica das mulheres, à segurança alimentar e hídrica, à prevenção da violência de gênero em emergências climáticas e à ampliação da participação feminina nas decisões sobre políticas ambientais. A iniciativa também reconhece o protagonismo das mulheres, especialmente negras, indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais, na preservação ambiental e na prevenção de desastres.
Outra medida é o Protocolo Mulheres e Emergências Climáticas, lançado em março de 2026 para orientar governos e serviços públicos na proteção de mulheres e meninas antes, durante e após situações de desastre. O documento aborda a segurança nos espaços de acolhimento, a continuidade dos serviços essenciais, a prevenção da violência de gênero e a participação das mulheres na reconstrução dos territórios.
Para apoiar sua implementação, o Ministério das Mulheres promove ações de formação e articulação com estados e municípios, fortalecendo a preparação dos serviços públicos para situações de emergência.
Como receber alertas e se proteger
A população pode acompanhar os avisos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e os alertas da Defesa Civil, além de buscar informações sobre áreas de risco e locais seguros em cada município.
Os alertas de desastres podem ser recebidos gratuitamente pelos seguintes canais:
- SMS: envie o CEP da localidade para o número 40199.
- WhatsApp: salve o número (61) 2034-4611, envie “olá” e siga as orientações para cadastrar as localidades de interesse.
- Alertas no celular: aparelhos compatíveis podem receber avisos emergenciais diretamente na tela, sem cadastro prévio.
Em situações de risco, a orientação é seguir as recomendações da Defesa Civil, evitar áreas alagadas e buscar abrigo em locais seguros. A preparação deve considerar as necessidades de crianças, gestantes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e pessoas que dependem de cuidados contínuos.
Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
