O mundo nunca mais deve testemunhar outra explosão nuclear
Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para o Dia Internacional Contra os Testes Nucleares, assinalado em 29 de agosto.
Este dia nos lembra das consequências devastadoras dos testes nucleares — lições que a humanidade aprendeu por meio de amargas experiências.
É um momento para refletir sobre as vítimas e os sobreviventes dos testes nucleares, cujas vidas, terras e descendentes foram marcados pelas explosões nucleares.
O sofrimento deles não é história. É um alerta.
Neste momento de tensão geopolítica, divisão e desconfiança, é mais importante do que nunca que levemos esse alerta a sério.
Este ano marca trinta anos desde que o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares foi aberto para assinatura e 35 anos desde o fechamento do centro de testes nucleares de Semipalatinsk. Tais marcos nos lembram que a humanidade pode e deve escolher a moderação em vez da ruína.
Testes nucleares não provam força. Eles destroem a confiança, provocam testes recíprocos, alimentam uma corrida armamentista nuclear e traem todas as comunidades que ainda vivem com o legado dos testes nucleares do passado.

O mundo nunca mais deve testemunhar outra explosão nuclear.
Exorto todos os Estados que possuem armas nucleares a manterem as moratórias existentes e a agirem para que o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares entre em vigor sem demora.
Lembremos por que esse dia existe.
Renovemos nosso compromisso com o fim dos testes nucleares.

