Anchor Deezer Spotify

Capital mais arborizada do Brasil cria lei para proteger árvore símbolo da cidade

Capital mais arborizada do Brasil cria lei para proteger árvore símbolo da cidade

Nova legislação estabelece regras para o plantio e a preservação dos ipês e busca manter o equilíbrio entre arborização e diversidade de espécies nativas em Campo Grande.

Campo Grande, reconhecida oficialmente como a capital mais arborizada do Brasil, passou a contar com uma lei voltada à proteção dos ipês, árvore símbolo da cidade. A prefeitura sancionou uma lei que cria o Programa Municipal de Arborização Urbana, destinado ao plantio, manutenção e replantio da espécie.

A nova norma reconhece a importância dos ipês na paisagem urbana e estabelece um limite para sua presença na arborização da cidade. De acordo com a lei, eles não poderão representar mais de 15% do total de árvores do município.

A medida busca preservar a diversidade vegetal. Caso o inventário arbóreo indique que esse percentual foi atingido, os novos plantios deverão priorizar outras espécies nativas do Cerrado até que o equilíbrio seja restabelecido.

A prefeitura também poderá firmar parcerias com empresas privadas para ampliar as ações do programa e aumentar a distribuição de mudas nas áreas urbanas.

Participação de voluntários

O programa prevê a participação de voluntários nas ações de plantio e conservação das mudas, desde que as atividades sejam coordenadas e orientadas pelo órgão municipal responsável.

Como incentivo, a administração municipal pretende distribuir mudas de ipês e promover campanhas educativas em escolas e bairros.

Lei prevê melhoria na qualidade de vida

 

Árvores de ipê encantam moradores de Campo Grande. — Foto: Sérgio Saturnino/Itamar Silva

Árvores de ipê encantam moradores de Campo Grande. — Foto: Sérgio Saturnino/Itamar Silva

Além da preservação da espécie, a lei prevê ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. Entre os objetivos do programa estão:

  • Melhorar o microclima da cidade, reduzindo ilhas de calor e amenizando as altas temperaturas;
  • Recuperar áreas urbanas que sofreram degradação ou perda de vegetação;
  • Fortalecer a identidade paisagística de Campo Grande por meio da valorização das espécies nativas.

A lei já está em vigor. Os próximos passos, como o cronograma e a definição dos locais que receberão novos plantios comunitários, ainda serão regulamentados pelo Executivo.