Aterro sanitário no Chile lidera lista global de emissores de metano
Segundo levantamento do PNUMA, lixo do aterro Lomas Los Colorados, ao norte de Santiago, gera mais de 102 mil toneladas de metano por ano.
O metano é um gás com efeito-estufa cerca de 80 vezes maior que o dióxido de carbono. Os combustíveis fósseis e a pecuária estão entre seus principais emissores. Mas um levantamento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) feito com base em imagens de satélite mostra que um aterro sanitário nos arredores de Santiago, capital do Chile, é a maior fonte de emissões de metano de origem humana no mundo.
O aterro Lomas Los Colorados fica a 60 quilômetros ao norte de Santiago. O espaço recebe resíduos de casas de toda a região metropolitana da capital chilena, onde vivem mais de 7 milhões de pessoas. E lidera uma lista de 50 locais com os mais elevados índices de emissões de metano, incluindo instalações industriais de petróleo e gás, informam Reuters e Folha.
Segundo o PNUMA, o lixo do aterro gera mais de 102 mil toneladas de metano por ano. Esse volume equivale às emissões anuais de quase 2 milhões de carros e supera em aproximadamente 20 mil toneladas o segundo colocado do ranking, uma instalação de petróleo e gás no Turcomenistão.
Empresa responsável pela gestão do aterro, a KDM informou que mantém desde 2007 um programa de captura de metano para a produção de biogás, usado para abastecer uma usina local. Mas, em vez de reconhecer a continuidade do problema e propor soluções, a companhia preferiu dizer que o levantamento “não permite tirar conclusões representativas”.
De acordo com outra análise do PNUMA, feita em 2024, a gestão ineficiente de resíduos custa mais de US$ 600 bilhões (R$ 3 trilhões) anualmente. Para variar, a maior parte do problema – e dos custos, financeiros, sociais, climáticos e ambientais – recaem sobre os países em desenvolvimento.
A Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA, sigla em Inglês) identificou que, dos 50 aterros sanitários mais poluentes do mundo, 13 estão na América Latina e no Caribe. Essas estruturas estão em Peru, Brasil, Bolívia, Guatemala, Nicarágua, República Dominicana, Honduras e Haiti, detalha o Noticias Ambientales.
