Ao transformar um poluente em produtos úteis, a tecnologia abre espaço para a criação de novos mercados e oportunidades de negócios em energia e sustentabilidade. Além disso, sistemas mais simples, que dispensam componentes caros, podem facilitar a adoção em países em desenvolvimento.
Outro benefício é a possibilidade de geração descentralizada de energia. Em vez de depender apenas de grandes usinas, comunidades, empresas e até residências poderiam, no futuro, produzir sua própria energia e combustíveis, utilizando o sol e o CO₂ disponível no ambiente.
O sistema também se destaca por funcionar em condições comuns, sem necessidade de altas temperaturas ou pressões, o que reduz custos e torna sua aplicação mais viável. Embora ainda esteja em fase de desenvolvimento, a tecnologia representa um passo importante ao unir geração elétrica e reaproveitamento de poluentes, apontando para um futuro em que resíduos podem se tornar recursos.
Assinam este estudo os pesquisadores: Bárbara Sá e Márcio Pereira, do Instituto de Ciências, Engenharia e Tecnologia da Universidade Federal do Vale de Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Luiz Felipe Plaça, Maximiliano Zapata e Cauê Martins, do Instituto de Física (IF) e Glaucia Alcantara, do Instituto de Química (IQ) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS); André Luís de Jesus Pereira, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos; Mohammed Bajiri, Niqab Khan e Renato Vitalino Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP; e Heberton Wender, do Instituto de Física (IF) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Esta pesquisa contou com os apoios da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNpQ) e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento de Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).
*Texto: Rui Sintra, da Assessoria de Comunicação do IFSC. Adaptado para o Jornal da USP por Júlio Bernardes
**Estagiária sob orientação de Simone Gomes
