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Tia Sônia antecipa futuro da economia circular na indústria alimentícia

Tia Sônia antecipa futuro da economia circular na indústria alimentícia

Existe um universo invisível aos olhos do consumidor final de bens de consumo: as embalagens terciárias.

Entre elas, estão os chamados “filmes stretch”, usados para proteger cargas em paletes durante transporte e armazenamento, que garantem a chegada de um produto intacto às prateleiras, especialmente na indústria alimentícia onde o rigor técnico é inegociável. No entanto, a Tia Sônia, reconhecida pela saudabilidade de seus alimentos, em uma parceria estratégica com a eureciclo, decidiu também ser protagonista em reciclagem.

Ao implementar 30% de resina PCR (embalagens que foram descartadas pelos consumidores, coletadas por cooperativas e transformadas novamente em matéria-prima) em seus filmes de de paletização, a marca não está apenas trocando um insumo; mas enviando um sinal claro ao mercado. Em 2026, a iniciativa já é obrigatória para 22% do total de embalagens inseridas no mercado brasileiro, ou seja, embalagens primárias, secundárias e terciárias; segundo o Decreto do Plástico.

Diferente de uma postura reativa, a Tia Sônia — que já era cliente de créditos de logística reversa da eureciclo — decidiu verticalizar seu compromisso. A transição para o filme stretch com 30% de conteúdo reciclado demonstra uma visão de todo ecossistema da cadeia de valor. A iniciativa coloca a Tia Sônia em dia com o cronograma regulatório nacional e com uma prática mandatória a partir deste ano.

“Na Tia Sônia, acreditamos que responsabilidade ambiental não pode ser um discurso isolado, ela precisa estar integrada às decisões do dia a dia. Ao avançarmos no uso de 30% de PCR em nossas embalagens terciárias, reforçamos um compromisso que já faz parte da nossa trajetória: cuidar do alimento, das pessoas e também do impacto que geramos no mundo. Para nós, sustentabilidade é evolução contínua”, afirma Nábila Nogueira, Coordenadora de Marketing da empresa.

O mito do PCR na indústria alimentícia 

Muitas marcas hesitam em adotar plástico reciclado devido às restrições sanitárias rigorosas para embalagens primárias (aquelas que tocam o alimento). A estratégia da Tia Sônia desmistifica esse receio: ao focar nas embalagens terciárias, a empresa prova que a circularidade do resíduo é viável e segura, sendo um modelo para a indústria.

O uso de resina reciclada PCR de alta performance não compromete a integridade do transporte e, mais importante, não interfere na segurança alimentar, criando um caminho de impacto imediato enquanto a tecnologia para embalagens primárias segue em evolução.

Antecipação como diferencial estratégico

“Esse movimento reflete o que chamamos de liderança por convicção. A Tia Sônia não esperou o peso da lei para agir; ela escolheu investir na economia circular por acreditar que este é o único caminho viável para o setor. Ver uma marca assumir esse protagonismo, investindo voluntariamente em conteúdo reciclado antes da obrigatoriedade de decretos, é um exemplo de integridade ambiental que eleva a régua para todo o mercado brasileiro”, afirma Lucas Antunes Barbosa, Head Comercial de Inovação e Economia Circular na eureciclo.

O uso de PCR também é uma estratégia eficaz de descarbonização para as empresas, pois reduz a necessidade de matérias-primas virgens e as emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida dos produtos. Ao incorporar PCR, as marcas diminuem sua pegada de carbono, fortalecem a economia circular e avançam no cumprimento de metas climáticas.

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