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Depois de anos, OMS volta a soar o alarme e recomenda vacina contra doença “esquecida”

Depois de anos, OMS volta a soar o alarme e recomenda vacina contra doença “esquecida”

Mesmo tendo sido controlada na década de 1990 por meio da eliminação de seu surto epidêmico, a cólera nunca foi erradicada e continua afetando diversos locais que sofrem com a falta de saneamento básico.

Inclusive, por conta da escassez de doses, a vacinação preventiva contra a doença enfrentou três anos de restrições, o que resultou em um aumento significativo de casos e mortes em diferentes partes do mundo.

Contudo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a produção global finalmente foi restituída, o que permitiu que campanhas de combate à cólera voltassem à ativa, elevando a possibilidade de que um cenário de estabilidade seja restaurado.

Conforme divulgado pelo portal Metrópoles, um lote de 20 milhões de doses começou a ser distribuído para diversos hospitais. O envio foi financiado pela aliança internacional Gavi e operacionalizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Moçambique, na África Oriental, foi o primeiro país a receber parte das vacinas, uma vez que inundações recentes elevaram o risco de transmissão da doença no território. Contudo, a República Democrática do Congo e Bangladesh também receberão doses em breve.

O que é a cólera: sintomas e características da doença

Causada pela bactéria Vibrio cholerae, a cólera é uma infecção bacteriana intestinal aguda que é transmitida principalmente por meio de água ou alimentos contaminados por fezes humanas que carregam o microrganismo.

Conforme mencionado anteriormente, a falta de saneamento básico configura-se como um dos principais fatores de transmissão da doença, o que a torna um problema significativo, sobretudo em países mais humildes.

Quando liberadas no intestino, as toxinas da Vibrio cholerae podem causar diarréia aquosa grave, vômitos, dores abdominais e cãibras. Em caso de desidratação, a doença pode levar ao choque hipovolêmico e falência dos órgãos.

O tratamento para cólera é focado na reposição de líquidos e eletrólitos, embora antibióticos possam ser utilizados em casos mais graves. Já a prevenção da doença depende não apenas da vacinação, mas também da adoção de hábitos de higiene mais rigorosos e acesso a saneamento básico adequado.