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5 coisas que estressam cães e gatos, e você deveria saber

5 coisas que estressam cães e gatos, e você deveria saber

O estresse está presente até mesmo em hábitos ‘inofensivos’, por isso, é necessário redobrar a atenção para não adoecer o seu pet; entenda

Cuidar de pets como gatos e cachorros tanto pode ser proveitoso quanto complicado. Isso porque, ao mesmo tempo em que a sua companhia traz felicidade para dentro de casa, os animais ainda são formas de vida frágeis e requerem um cuidado especial para evitar que desenvolvam quadros de estresse.

Alguns hábitos, mudanças bruscas no ambiente ou broncas muito incisivas são alguns dos fatores que estressam esses animais — e o excesso de estresse, ainda, pode desenvolver sérios problemas de saúde. A seguir, confira 5 coisas que você não deve fazer a fim de evitar estresse em cães e gatos.

5 hábitos que causam estresse em cães e gatos, e você deveria evitar

Barulhos altos

Fogos de artíficio explodindo no céu (Imagem: mountain beetle – Shutterstock)

Cães e gatos possuem audição aguçada, assim como ocorre em outros sentidos. Isso significa que um ruído que poderia ser facilmente tolerado por um humano pode ser demais para eles. Ademais, diferente de nós, os animais não tem o mesmo discernimento cognitiva que nós para entender a origem de muitos sons e saber que não há perigo de fato.

O campeão de estresse são os fogos de artifício que explodem no céu, geralmente, na virada de ano ou quando um time de futebol ganha. Ainda que os rojões explodam longe da superfície, seu barulho estridente ressoa por todo o ar: é algo tão súbito que assusta os bichinhos, pois sons altos costumam ser interpretados como sinais de perigo.

Eles correm, se escondem, mas os sons não param; pelo contrário, ficam mais altos e repetitivos. O medo de não saber o que está acontecendo, a incerteza se estão em perigo ou não, e o excesso de estímulo causa grandes problemas em seus organismos.

Além de uma respiração descompassada (e com a linguinha de fora), o coração fica acelerado, e muitos deles exibem comportamentos agressivos atípicos (como ao destruir portas inteiras com as garras, ocasionando lesões e sangramentos graves nas patas), convulsões e mais.

Outros exemplos, também no contexto de barulho, podem ser atrelados a caixas de som com volume alto. Isto é, manter o animal próximo ao paredão ou num lugar pequeno onde ele não tem onde se esconder para fugir do barulho, também é uma causa comum para a sobrecarga sensorial.

Mudança brusca de rotina

Os sinais discretos que os gatos usam para dizer que amam os donos sem precisar de miados
Quando o gato mostra a barriga, ele demonstra confiança total no ambiente – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Humanos deram o nome de ‘jet lag’ à desorientação temporária a que o corpo está suscetível quando se muda de um fuso horário para outro. Ou seja, até seu corpo se acostumar com a mudança de rotina, você sofre com insônia, tontura, dores de cabeça e mais.

Quando falamos de cães e gatos, é possível dizer que mudanças súbitas também causam estresse. Caso alguma alteração na rotina seja necessária, o correto é que isso seja executado aos poucos ao invés de maneira brusca.

O estresse pode vir de causas mais simples a situações mais complexas. Alguns gatos, por exemplo, podem desenvolver obstrução urinária simplesmente porque o tutor trocou o pote de água de lugar, mudou a marca da ração, removeu permanentemente algum objeto/brinquedo que trazia conforto ou segurança…

Isso, ainda, pode acontecer se você introduzir novos animais, mudar de casa, se novas pessoas passarem a morar com você, se você (o mais apegado ao bicho) se mudar de casa ou passar tempo demais fora…

Seja qual for a mudança, ela deve ser gradual, tanto para que o pet possa se acostumar quanto para você entender se ele consegue tolerar tal coisa.

Broncas desproporcionais

Cachorro triste, deitado na janela de uma casa (Imagem: Zooplus/Reprodução)

Embora cães e gatos envelheçam — e alguns sejam superinteligentes —, seu cérebro não se comporta da mesma forma que o de uma pessoa adulta a qual entende sobre obrigações. Isso significa que, mesmo que você tenha ‘conversado’ com seu cachorro para ele parar de fazer xixi no pé da geladeira, não quer dizer que surgirá algum efeito.

O mesmo vale para animais que rasgam chinelas de dedo, latem a noite toda, somem com tênis alheios, destroem o papel higiênico do banheiro ou babam em cima do sofá. Por mais que alguns comportamentos sejam irritantes — e você tem, sim, o direito de ficar chateado com isso — gritar com seu animal e puni-lo fisicamente não vai resolver o problema.

Isso porque o pet pode perder a confiança que tem em você, desenvolver um medo constante de ser agredido novamente, e ficar extremamente recluso, triste ou irritado. Sintomas como esses podem desencadear problemas urinários, depressão, e muitas outras condições séries de saúde.

Lembre-se: embora seu bichinho já tenha alcançado a ‘idade adulta’, o cérebro dele funciona mais ou menos como o de um bebê humano. Você bateria num bebê só porque ele derrubou comida no chão?

Interações forçadas

O motivo científico por trás do hábito fofo dos gatos de abrir e fechar as patinhas em você como se tivesse amassando pãozinho
Quando o gato amassa o colo, ele demonstra confiança, relaxamento e afeto profundo – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

No mundo, há tanto pessoas muito sociáveis quanto aquelas que odeiam abraços. Às vezes, até gostamos de um toque humano e da interação calorosa com outras pessoas, mas tudo tem limite e, após esse limite ser atingido, desejamos que os demais o respeitam.

Com os animais não é diferente. Os gatos, inclusive, têm um comportamento curioso: esfregam-se nas suas pernas, miam, imploram por atenção; mas, depois de algum carinho atrás da orelha ou de tapinhas leves no bumbum, eles te mordem. Já passou por isso? É normal. Isso funciona como uma forma de regulação: o felino diz a você que teve o que queria e agora você deve parar; portanto, qualquer contato além desse limite já é um ato forçado.

Tanto gatos quanto cães têm seus limites bem definidos para receber carinho ou brincar. Se você, como tutor deles, não respeita isso e permanece a superestimulá-los, isso pode desencadear mordidas, arranhões, latidos e todo ou qualquer sinal que significa PARE!

Dito isso, pegá-los no colo, puxá-los, forçá-los a brincar ou esfregá-los após os bichos terem deixado claro que estão ‘de saco cheio’, não é uma boa ideia.

Solidão extrema

Cão e gato caminhando em um gramado
Cão e gato caminhando em um gramado / Crédito: Bachkova Natalia (Shutterstock/reprodução)

Ninguém gosta de ficar sozinho. Quer dizer, quase ninguém. Os animais, contudo, tem uma tolerância muito menor à solidão que os humanos. Algumas pessoas ficam dias trancadas dentro de casa, sem qualquer interação, e, às vezes, podem viver muito bem assim — embora seja algo muito variável.

Cães e gatos, não. Se você adotou um bichinho, precisa estar presente em casa e dar atenção. O ideal é que, se você fica o tempo inteiro fora de casa e mais ninguém está lá, não é adequado ter um pet, pois deixá-lo sozinho o dia todo, todos os dias, vai deprimi-lo. Como dito, eles tem uma tolerância muito menor à solidão, especialmente quando já estão emocionalmente ligados a um tutor, e ficar sozinhos com frequência vai maltratá-los lentamente.

O ideal seria ter uma rotina adequada para que você possa comparecer a seus compromissos, mas também ficar em casa em uma quantidade significativa de tempo. Algo que também ajuda é se outros humanos estiverem em casa, pois, mesmo que não sejam os tutores, ainda representam alguma companhia.

O que acontece se cães e gatos ficarem muitos estressados?

Quando o estresse deixa de ser a exceção e se torna a regra, os animais vivem com altos níveis de cortisol diariamente. Esse hormônio possui efeito imunossupressor, isto é, diminui a eficiência do sistema imune; o que facilita o desenvolvimento de:

  • Infecções;
  • Dificuldade de cicatrização em feridas;
  • Reativação de doenças anteriormente controladas;
  • Inflamações no trato urinário;
  • Elevação da pressão arterial;
  • Desgaste dos músculos cardíacos;
  • Problemas intestinais;
  • Vômitos;
  • Diarreias, e mais.