{"id":99953,"date":"2019-01-30T07:00:58","date_gmt":"2019-01-30T10:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=99953"},"modified":"2019-01-29T22:40:39","modified_gmt":"2019-01-30T01:40:39","slug":"aldeia-indigena-atingida-pela-lama-reclama-do-descaso-da-vale-e-de-autoridades-de-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/aldeia-indigena-atingida-pela-lama-reclama-do-descaso-da-vale-e-de-autoridades-de-mg\/","title":{"rendered":"Aldeia ind\u00edgena atingida pela lama reclama do descaso da Vale e de autoridades de MG"},"content":{"rendered":"<h2><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-99954\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A comunidade Patax\u00f3 com 65 \u00edndios vive em fun\u00e7\u00e3o do Rio Paraopeba, a 22 km de Brumadinho. Desde da \u00faltima segunda-feira, o n\u00edvel da \u00e1gua j\u00e1 subiu e peixes mortos foram retirados do local. A Funai levou \u00e1gua pot\u00e1vel para o local, j\u00e1 que o Paraopeba n\u00e3o pode mais prover a tribo.<\/h2>\n<p>A lama que escorreu da barragem de Feij\u00e3o chegou at\u00e9 a aldeia ind\u00edgena de uma tribo Patax\u00f3 que tem 65 \u00edndios. A tribo vive \u00e0s margens do Rio Paraopeba, por onde escorreu a lama, a 22 km de Brumadinho. Eles vieram para c\u00e1 de v\u00e1rios lugares em novembro de 2017. Juntando as etnias Patax\u00f3 e Patax\u00f3 H\u00e3-h\u00e3-H\u00e3e, que vieram da Bahia, mas tamb\u00e9m j\u00e1 tem mistura de negros e europeus.<\/p>\n<p>As \u00e1guas do rio serviam de lazer e sustento para 17 crian\u00e7as, dois idosos, sete mulheres gr\u00e1vidas e 34 adultos. O cacique Hay\u00f4 conta que a comunidade vivia em fun\u00e7\u00e3o do Rio.<br \/>\n\u201cA \u00e1gua para gente \u00e9 tudo. N\u00e3o s\u00f3 para a gente, como tamb\u00e9m para os animais. Agora, n\u00e3o podemos usar para mais nada\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>A equipe da CBN foi com eles at\u00e9 um acesso \u00e0 margem do rio, que fica a poucos metros da aldeia por uma pequena trilha. Na beira, a vara enfiada na margem mostrava que de ontem pra hoje o Paraobeba j\u00e1 subiu de n\u00edvel, como explicou o guarda ind\u00edgena Tarr\u00e3o.<br \/>\n\u201cJ\u00e1 d\u00e1 para ver que a lama invadiu um pouco mais. Peixe aqui n\u00e3o existe. S\u00f3 morto\u201d, conta o guarda.<\/p>\n<p>Ontem, a Funai esteve no local e trouxe doa\u00e7\u00f5es, especialmente de \u00e1gua pot\u00e1vel j\u00e1 que eles bebiam a \u00e1gua do Rio. A mulher do cacique \u00e9 presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil. \u00c3ngoh\u00f3 cobra explica\u00e7\u00f5es das autoridades, j\u00e1 que nem a Vale e nem a Defesa Civil n\u00e3o visitaram a tribo desde a trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>\u201cFicamos olhando at\u00e9 onde vai a gan\u00e2ncia dos homens. Queria saber dos governantes e do pessoal da Vale se o c\u00e9rebro deles \u00e9 de min\u00e9rio. Eles n\u00e3o raciocinam. Ser\u00e1 que eles consegue dormir em paz? Imagina se o filho deles pede \u00e1gua e na torneira deles sa\u00edsse essa \u00e1gua vermelha\u201d, Lamenta \u00c3ngoh\u00f3.<\/p>\n<p>Tradicionalmente, os \u00edndios fazem a Festa das \u00c1guas e fumam o timberio, um cachimbo que leva aneska, capim de aruanda, alecrim em uma mistura que eles chamam de Xanduca. Nos \u00faltimos rituais, eles agradeceram por n\u00e3o terem sido atingidos pela lama e pediram desculpas para natureza pelo que aconteceu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A comunidade Patax\u00f3 com 65 \u00edndios vive em fun\u00e7\u00e3o do Rio Paraopeba, a 22 km<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99954,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/indiooo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A comunidade Patax\u00f3 com 65 \u00edndios vive em fun\u00e7\u00e3o do Rio Paraopeba, a 22 km","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99953"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99953"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99953\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99954"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}