{"id":9995,"date":"2014-11-07T14:17:19","date_gmt":"2014-11-07T14:17:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=9995"},"modified":"2014-11-07T14:17:19","modified_gmt":"2014-11-07T14:17:19","slug":"falesia-do-cabo-branco-pode-desaparecer-em-20-anos-caso-nenhuma-acao-de-protecao-ocorra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/falesia-do-cabo-branco-pode-desaparecer-em-20-anos-caso-nenhuma-acao-de-protecao-ocorra\/","title":{"rendered":"Fal\u00e9sia do Cabo Branco pode desaparecer em 20 anos caso nenhuma a\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o ocorra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-9996\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Em duas d\u00e9cadas, se nenhuma a\u00e7\u00e3o for feita para conter a intensa eros\u00e3o da barreira do Cabo Branco, o farol sobre a fal\u00e9sia poder\u00e1 desaparecer. A situa\u00e7\u00e3o ocorreria considerando o processo erosivo que avan\u00e7a, em m\u00e9dia, um metro por ano, conforme estudos geol\u00f3gicos e c\u00e1lculos feitos a partir de imagens de sat\u00e9lite entre 2007 e 2009, e a dist\u00e2ncia entre a barreira e o Farol, em torno de 20 metros. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do professor Eduardo Galliza do Amaral Marinho, doutor em geoci\u00eancias pela Escola de Engenharia da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB) e ge\u00f3grafo na \u00e1rea de Geologia e Geografia F\u00edsica, no Departamento de Geoci\u00eancias da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB).<\/p>\n<p>\u201cDo ponto de vista estat\u00edstico e probabil\u00edstico, em 20 anos, o Farol do Cabo Branco desapareceria\u201d, constatou. Ele explicou, por\u00e9m, que a eros\u00e3o n\u00e3o \u00e9 linear, e pode estacionar em determinado momento com um bom tempo sem que haja evolu\u00e7\u00e3o do quadro. \u201cPor\u00e9m, considerando as estat\u00edsticas, probabilidades e a m\u00e9dia do avan\u00e7o de um metro por ano, em 20 anos, o Farol iria desaparecer\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>Apesar da constata\u00e7\u00e3o, especialistas na \u00e1rea garantem que n\u00e3o h\u00e1 progn\u00f3sticos catastr\u00f3ficos, nem risco da barreira desabar totalmente. Por\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1rio que medidas urgentes sejam tomadas, retardando esse processo para at\u00e9 80 anos.<\/p>\n<p>O ge\u00f3grafo e professor de engenharia ambiental da Faculdade Internacional da Para\u00edba (FPB), Williams Guimar\u00e3es, explicou que a varia\u00e7\u00e3o de recuo da fal\u00e9sia \u00e9 de 0,46 metro a 1,92 metro por ano. A grande varia\u00e7\u00e3o, segundo ele, ocorre devido ao avan\u00e7o costeiro muito acentuado numa \u00e1rea cr\u00edtica de eros\u00e3o. Mesmo assim, ressaltou. \u201cO Farol n\u00e3o vai desaparecer. A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa se assustar porque n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o catastr\u00f3fica\u201d, tranquilizou. O recuo erosivo pode chegar pr\u00f3ximo ao Farol, impedindo o acesso que j\u00e1 \u00e9 limitado pelos pontos cercados pela prefeitura para minimizar a eros\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele explicou que, se em duas d\u00e9cadas, o recuo erosivo se mantiver na mesma din\u00e2mica que est\u00e1 hoje, a eros\u00e3o chegar\u00e1 pr\u00f3ximo ao Farol. Mas, ele discorda do desaparecimento do s\u00edmbolo. \u201cN\u00e3o \u00e9 que vai cair, mas o mirante do Cabo Branco j\u00e1 caiu. Ent\u00e3o, o acesso at\u00e9 o Farol vai se tornar mais dif\u00edcil se nada for feito\u201d, afirmou. Al\u00e9m disso, segundo o Guimar\u00e3es, \u00e9 preciso considerar uma s\u00e9rie de fatores, como fluxo de corrente, clima, chuva, vento. \u201cSe a din\u00e2mica se mantiver do jeito que est\u00e1 hoje, a situa\u00e7\u00e3o da barreira pode se agravar ainda mais\u201d.<\/p>\n<p>Sobre as a\u00e7\u00f5es previstas no projeto atual, ele afirmou que toda interven\u00e7\u00e3o na \u00e1rea ser\u00e1 para minimizar o processo de eros\u00e3o, mas n\u00e3o vai cess\u00e1-lo. \u201cSe nada for feito, os acessos come\u00e7ar\u00e3o a ficar dif\u00edceis, mas com as a\u00e7\u00f5es previstas, \u00e9 poss\u00edvel controlar a eros\u00e3o e retardar esse processo para 60, 80 anos\u201d, calculou.<\/p>\n<p>Ainda segundo o professor, a Esta\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia \u00e9 um elemento coadjuvante e sua contribui\u00e7\u00e3o negativa \u00e9 m\u00ednima. \u201cAt\u00e9 concordo que ela n\u00e3o deveria ter sido constru\u00edda ali, mas o pr\u00e9dio n\u00e3o aumenta a eros\u00e3o da fal\u00e9sia. O problema \u00e9 resultado de um conjunto de aspectos, desde os naturais at\u00e9 o que \u00e9 provocado pelo homem. Antes havia uma pista de MotoCross que influenciava muito mais\u201d, observou.<\/p>\n<p><strong>Paliativo<\/strong><\/p>\n<p>A retirada do tr\u00e1fego em um sentido da barreira feita esta semana pela Prefeitura, na opini\u00e3o do ge\u00f3grafo Williams Guimar\u00e3es, \u00e9 apenas um paliativo, mas traz uma preocupa\u00e7\u00e3o a menos com o processo de eros\u00e3o. Ainda assim, frisou que n\u00e3o \u00e9 apenas o tr\u00e2nsito que interfere. O mar, as a\u00e7\u00f5es naturais ou as que resultam da a\u00e7\u00e3o humana provocam a eros\u00e3o que vai se acentuando para dentro do continente, conforme o professor. \u00a0A eros\u00e3o \u00e9 um processo natural que foi aumentado por interfer\u00eancia do homem. O recuo erosivo \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o do ciclo de uma fal\u00e9sia, que ocorre naturalmente. Quando chega o homem amplifica o processo. A interven\u00e7\u00e3o, ou seja, colocar o projeto da Prefeitura em pr\u00e1tica, vai controlar e diminuir a a\u00e7\u00e3o do recuo erosivo que est\u00e1 intenso. \u201c\u00c9 como a manuten\u00e7\u00e3o de um carro para evitar a corros\u00e3o. Ent\u00e3o, as interven\u00e7\u00f5es servir\u00e3o para que a regi\u00e3o tenha uma vida mais longa\u201d, comparou Williams Guimar\u00e3es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em duas d\u00e9cadas, se nenhuma a\u00e7\u00e3o for feita para conter a intensa eros\u00e3o da barreira<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9996,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/falesia_cabo_branco1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em duas d\u00e9cadas, se nenhuma a\u00e7\u00e3o for feita para conter a intensa eros\u00e3o da barreira","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9995"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9995\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}