{"id":99549,"date":"2019-01-23T12:00:33","date_gmt":"2019-01-23T15:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=99549"},"modified":"2019-01-22T20:46:40","modified_gmt":"2019-01-22T23:46:40","slug":"especialistas-tentam-encontrar-solucao-para-descarte-de-lixo-espacial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/especialistas-tentam-encontrar-solucao-para-descarte-de-lixo-espacial\/","title":{"rendered":"Especialistas tentam encontrar solu\u00e7\u00e3o para descarte de lixo espacial"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-99550\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Desde que a era espacial come\u00e7ou em 1957 com o lan\u00e7amento do sat\u00e9lite russo Sputnik 1, o lixo no espa\u00e7o n\u00e3o parou de crescer: calcula-se que hoje haja quase 30 mil objetos maiores do que uma laranja e 750 mil com um tamanho de entre 1cm e 10cm, al\u00e9m de milh\u00f5es milim\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Esta rede de res\u00edduos, em qualquer tamanho, poderia causar danos a uma nave espacial em opera\u00e7\u00e3o, e a partir disso \u00e9 necess\u00e1rio buscar solu\u00e7\u00f5es para um problema que \u00e9 global e que cada vez adquire maior dimens\u00e3o e urg\u00eancia, aponta a Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA), cujo escrit\u00f3rio de Lixo Espacial teve em 2018 um \u201cano recorde\u201d.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\"><\/div>\n<p>Os sat\u00e9lites operados pela ESA tiveram que fazer um total de 28 manobras para evitar o impacto de ferro-velho espacial.<\/p>\n<p>E uma colis\u00e3o de um objeto de dez cent\u00edmetros poderia implicar em uma \u201cfragmenta\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica\u201d de um sat\u00e9lite, um de um cent\u00edmetro poderia penetrar nos escudos da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ISS) e um peda\u00e7o de apenas um mil\u00edmetro destruiria subsistemas de sat\u00e9lites.<\/p>\n<div class=\"ad-content\"><\/div>\n<p>A maioria destes res\u00edduos s\u00e3o resultado de explos\u00f5es pr\u00f3prias dos sat\u00e9lites e foguetes e de colis\u00f5es com outros objetos, e ambas as situa\u00e7\u00f5es multiplicam o n\u00famero de fragmentos.<\/p>\n<p>\u00c9 esperado, al\u00e9m disso, que o lixo aumente porque a corrida espacial segue se desenvolvendo e, sobretudo, porque o desenho de pequenos sat\u00e9lites e de baixo custo invadem o espa\u00e7o.<\/p>\n<p>As medi\u00e7\u00f5es realizadas principalmente pelos sistemas de vigil\u00e2ncia dos EUA e da R\u00fassia permitem fazer um acompanhamento e cataloga\u00e7\u00e3o de objetos de entre cinco e dez cent\u00edmetros em \u00f3rbitas baixas (a menos de 2 mil quil\u00f4metros do equador terrestre) e de entre 0,3 e um metro em altitude de \u00f3rbita geoestacion\u00e1ria (a 36 mil quil\u00f4metros de altura).<\/p>\n<p>Cada um destes objetos catalogados \u2013 ao redor de 21 mil \u2013 t\u00eam uma \u00f3rbita conhecida e s\u00e3o \u201cperseguidos\u201d por estes sistemas, em colabora\u00e7\u00e3o com telesc\u00f3pios europeus; os objetos de at\u00e9 um cent\u00edmetro podem ser observados, mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estabelecer suas \u00f3rbitas com precis\u00e3o.<\/p>\n<p>A detec\u00e7\u00e3o destes ferro-velhos \u00e9 muito importante e deve ser melhorada \u2013 a ESA come\u00e7ar\u00e1 a operar em 2020 desde a Sic\u00edlia (It\u00e1lia) o telesc\u00f3pio FlyEye que ajudar\u00e1 nisso -, e isto \u00e9 s\u00f3 o princ\u00edpio.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o s\u00f3 \u00e9 tempo para falar, mas para tomar decis\u00f5es\u201d, resume Rolf Densing, chefe do Centro Europeu de Opera\u00e7\u00f5es Espaciais em Darmstadt (a Alemanha), onde \u00e9 realizada desde hoje uma confer\u00eancia sobre seguran\u00e7a espacial com 250 especialistas.<\/p>\n<p>Segundo Densing, ter um \u201cespa\u00e7o seguro \u00e9 definitivamente ter um planeta seguro, com infraestruturas e sat\u00e9lites seguros\u201d.<\/p>\n<p>Mas o que fazer para limpar o espa\u00e7o? Benjamin Bastida, engenheiro da oficina de Lixo Espacial da ESA, explicou \u00e0 Ag\u00eancia Efe que a tecnologia necess\u00e1ria para apanhar e eliminar res\u00edduos ainda est\u00e1 em desenvolvimento e existem prot\u00f3tipos em fase de testes.<\/p>\n<p>Por exemplo, a miss\u00e3o RemoveDEBRIS da Universidade de Surrey (Reino Unido) na ISS pretende testar uma rede e um instrumento de pesca para capturar objetos e arrast\u00e1-los \u00e0 atmosfera terrestre para sua desintegra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o s\u00f3 trata-se de tecnologia, mas de prioridades, indica Luisa Innocenti, respons\u00e1vel do escrit\u00f3rio Espa\u00e7o Limpo, para quem sempre \u00e9 mais dif\u00edcil encontrar dinheiro para \u201ctirar lixo\u201d do que para enviar sat\u00e9lites.<\/p>\n<p>Neste sentido, lembra que a ESA chegou a ter entre seus planos uma miss\u00e3o (E.Deorbit) para capturar o sat\u00e9lite Envisat, que finalmente n\u00e3o conseguiu os apoios necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>A ESA n\u00e3o descarta um projeto deste tipo, mas agora est\u00e1 em conversas com a ind\u00fastria para determinar quais pequenos sat\u00e9lites seriam retirados primeiro e se \u00e9 poss\u00edvel alongar a vida de algum dos que est\u00e3o a ponto de encerrar suas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 retirar lixo, mas programar naves para que n\u00e3o fiquem \u201cabandonadas\u201d: s\u00f3 10% dos sat\u00e9lites e 25% dos foguetes s\u00e3o desintegrados na atmosfera, segundo Bastida, para quem o problema est\u00e1 sobretudo nos mais velhos.<\/p>\n<p>No entanto, desde 2002 existem recomenda\u00e7\u00f5es que podem melhorar estes n\u00fameros. Assim, os sat\u00e9lites em uma \u00f3rbita de 36 mil quil\u00f4metros \u2013 em menor n\u00famero \u2013 deveriam ao final de seus dias subir 250 quil\u00f4metros a mais at\u00e9 a \u201c\u00f3rbita cemit\u00e9rio\u201d.<\/p>\n<p>Os sat\u00e9lites abaixo de 2 mil quil\u00f4metros \u2013 sup\u00f5em 75% do lixo espacial \u2013 e de mais de uma tonelada teriam que fazer uma manobra controlada para sua reentrada e para que aqueles fragmentos que \u201csobrevivam\u201d \u00e0 desintegra\u00e7\u00e3o caiam ao oceano.<\/p>\n<p>Os de menos de uma tonelada e menos perigosos fariam uma manobra para reduzir sua altura e se desintegrar na atmosfera em um tempo menor que 25 anos.<\/p>\n<p>O lixo, a detec\u00e7\u00e3o e desvio de aster\u00f3ides e meteorologia espacial ser\u00e3o alguns dos assuntos tratados e possivelmente aprovados no Conselho Ministerial da ESA de novembro em Sevilha (Espanha).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que a era espacial come\u00e7ou em 1957 com o lan\u00e7amento do sat\u00e9lite russo Sputnik<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99550,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/lixo_espacial.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Desde que a era espacial come\u00e7ou em 1957 com o lan\u00e7amento do sat\u00e9lite russo Sputnik","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99549"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99549"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99549\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}