{"id":99416,"date":"2019-01-20T17:40:58","date_gmt":"2019-01-20T20:40:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=99416"},"modified":"2019-01-20T17:41:28","modified_gmt":"2019-01-20T20:41:28","slug":"ameaca-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ameaca-de-extincao\/","title":{"rendered":"Amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2>O ornit\u00f3logo Dalgas Frisch denuncia que os pica-paus que vivem em S\u00e3o Paulo correm risco de extin\u00e7\u00e3o. Tudo porque a prefeitura joga veneno contra cupins nas \u00e1rvores que eles perfuram com o bico<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/84.jpg\" alt=\"Cr\u00c3\u00a9dito: Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<p>Primeiro foram as ararinhas-azuis. Agora s\u00e3o os pica-paus que est\u00e3o amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no Brasil, sobretudo na cidade de S\u00e3o Paulo, uma selva de pedra que destina cada vez menos espa\u00e7o para essas aves. Elas t\u00eam como habitat as frondosas \u00e1rvores, com troncos circundados por grossas camadas de cascas, como os jacarand\u00e1s, que est\u00e3o desaparecendo da cena urbana. O ornit\u00f3logo Dalgas Frisch, com 88 anos, 81 deles dedicados aos p\u00e1ssaros brasileiros, est\u00e1 empenhado em salvar os pica-paus desse lento e gradual processo de desaparecimento em S\u00e3o Paulo. Como Dalgas mora ao lado da Reserva Ecol\u00f3gica do Morumbi, uma mata com 24 hectares no cora\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, ao lado do Pal\u00e1cio dos Bandeirantes, ele percebeu que os pica-paus, antes abundantes na regi\u00e3o, est\u00e3o rareando. Por isso, h\u00e1 dois anos come\u00e7ou a estudar o fen\u00f4meno, acompanhando o dia a dia desses p\u00e1ssaros, com fotografias e filmagens. Afinal, no M\u00e9xico os pica-paus j\u00e1 est\u00e3o praticamente extintos, tanto em fun\u00e7\u00e3o do desmatamento como pelo fato de que os moradores acreditavam que suas penas tinham propriedades medicinais (a fuma\u00e7a com a queima das plumagens ajudava mulheres a suportar as dores do parto). Mas, em S\u00e3o Paulo, a amea\u00e7a maior vem da Prefeitura, segundo ele. Os funcion\u00e1rios de parques e jardins v\u00eam dedetizando com inseticidas as \u00e1rvores para matar cupins e esse veneno \u00e9 letal para esse tipo de p\u00e1ssaro, que t\u00eam por h\u00e1bito perfurar as \u00e1rvores com o bico para encontrar insetos que os alimentam ou at\u00e9 mesmo a fazer seus ninhos nos buracos \u201ccavados\u201d por eles nos troncos. Al\u00e9m disso, a Prefeitura vem substituindo os Jacarand\u00e1s por plantas de textura lisa, onde os p\u00e1ssaros n\u00e3o conseguem se \u201csegurar\u201d para poder furar as \u00e1rvores. Ele garante que vai procurar o prefeito Bruno Covas para expor o problema.<\/p>\n<div class=\"teads-inread teads-display-format\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_846613\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/83.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-news_small_vertical wp-image-846613\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/83-418x235.jpg\" sizes=\"(max-width: 418px) 100vw, 418px\" srcset=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/83-418x235.jpg 418w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/83-102x57.jpg 102w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/83-576x324.jpg 576w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/83-768x432.jpg 768w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/83.jpg 1024w\" alt=\"\" width=\"418\" height=\"235\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u201cQuem n\u00e3o sonha, n\u00e3o voa e conhece apenas um andar\u201d\u00a0Dalgas Frisch, ornit\u00f3logo (Cr\u00e9dito:Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas Dalgas acabou descobrindo uma coisa tamb\u00e9m importante para a sobrevida dos pica-paus. \u201cComo esses p\u00e1ssaros fixam as patinhas nas \u00e1rvores para fazer os furos com os potentes bicos, eles usam as asas e caudas, chamadas tecnicamente de remiges e retrizes, para se apoiar nas \u00e1rvores. Mas as asas e caudas acabam ficando grudadas pela resina absorvida das plantas. Se elas n\u00e3o se livram das resinas, n\u00e3o conseguem apoio para a fixa\u00e7\u00e3o \u00e0s plantas em novas opera\u00e7\u00f5es, e podem morrer\u201d, diz o ornit\u00f3logo. Dalgas percebeu que esses p\u00e1ssaros necessitam banhar-se para retirar a resina das asas com bastante frequ\u00eancia. Recomenda que moradores em \u00e1reas habitadas pelos pica-paus implantem recipientes com \u00e1gua para permitir o acesso dos p\u00e1ssaros ao banho di\u00e1rio, h\u00e1bito que j\u00e1 adota em sua casa no Morumbi. Um estudo completo sobre essa constata\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo preparado para publica\u00e7\u00e3o na revista Nature, no Reino Unido. \u201cAinda podemos salvar o pica-pau paulistano da extin\u00e7\u00e3o\u201d, resume Dalgas. A dedica\u00e7\u00e3o a esse estudo foi tamanha que Dalgas caiu, em junho \u00faltimo, de uma enorme escada que ele instalou para fotografar de perto os pica-paus que observa no Morumbi. Resultado: fraturou o cr\u00e2nio e ficou dois meses internado no Hospital Albert Einstein, entre a vida e a morte.<\/p>\n<p><strong>A ajuda de Get\u00falio<\/strong><\/p>\n<p>Dalgas \u00e9 uma refer\u00eancia mundial para a ornitologia brasileira. Nascido em S\u00e3o Paulo, embora filho de dinamarqu\u00eas, ele acaba de receber o t\u00edtulo de cidad\u00e3o da Dinamarca pelos relevantes servi\u00e7os em prol da preserva\u00e7\u00e3o da fauna e flora, inclusive da Amaz\u00f4nia, principalmente por ter contribu\u00eddo para a demarca\u00e7\u00e3o do Parque do Tumucumaque, com 10 milh\u00f5es de hectares, encravado entre as florestas amaz\u00f4nicas do Brasil, Suriname e Guiana Francesa, uma \u00e1rea maior do que o territ\u00f3rio de Portugal (9,2 milh\u00f5es de hectares).\u00a0\u00a0Foi nessas florestas, inclusive, no Acre, que o ornit\u00f3logo fotografou e gravou o som dos sete cantos do Uirapuru, um p\u00e1ssaro que s\u00f3 vive na Amaz\u00f4nia (ver box em anexo). S\u00f3 ele, em todo o mundo, conseguiu essa fa\u00e7anha. Mas quem acha que o velho Dalgas aposentou-se e que s\u00f3 vive das gl\u00f3rias do passado, n\u00e3o imagina do que ele \u00e9 capaz para manter o sangue de p\u00e1ssaros correndo em suas veias. Ele \u00e9 praticamente um homem p\u00e1ssaro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_846615\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/85.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-news_small_vertical wp-image-846615\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/85-418x235.jpg\" sizes=\"(max-width: 418px) 100vw, 418px\" srcset=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/85-418x235.jpg 418w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/85-102x57.jpg 102w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/85-576x324.jpg 576w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/85-768x432.jpg 768w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/85.jpg 1024w\" alt=\"\" width=\"418\" height=\"235\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\"><strong>A PARAFERN\u00c1LIA<\/strong>\u00a0Dalgas usou um gravador potente e uma<br \/>\nparab\u00f3lica desenvolvida por ele para gravar o som do raro Uirapuru (Cr\u00e9dito:Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Aos sete anos, ele ca\u00e7ava passarinhos nas matas da Represa Billings, em S\u00e3o Paulo, e o pai Svend Frisch, um engenheiro dinamarqu\u00eas com curso de pintura na Academia de Artes de Paris, desenhava as aves. Svend havia acabado de dar de presente ao filho um livro sobre os 1.800 p\u00e1ssaros brasileiros do ornit\u00f3logo Eurico Santos. Mas a publica\u00e7\u00e3o s\u00f3 trazia a ilustra\u00e7\u00e3o de 200 aves. Faltava 1.600. Foi ent\u00e3o que Svend e Dalgas Frisch, o menino que se encantava com os p\u00e1ssaros, resolveram fazer a ilustra\u00e7\u00e3o das aves que Santos n\u00e3o havia conseguido retratar. Com essa miss\u00e3o, o pequeno Dalgas usava seu estilingue para ca\u00e7ar os passarinhos, que o pai empalhava e desenhava com primor. Certa vez, a pol\u00edcia prendeu o garoto com seu instrumento de ca\u00e7a e alguns passarinhos abatidos.\u00a0\u00a0O caso foi parar com Eug\u00eanio do Couto Magalh\u00e3es, diretor do Instituto de Ca\u00e7a e Pesca, da Secretaria de Agricultura de S\u00e3o Paulo, que chamou pai e filho para explicar-lhes que abater passarinhos era crime ambiental. Depois que revelaram que o objetivo era catalogar todos os p\u00e1ssaros brasileiros, Dalgas foi autorizado a continuar a ca\u00e7a.<\/p>\n<p>Em 1945, j\u00e1 com 15 anos,\u00a0\u00a0o ent\u00e3o presidente Get\u00falio Vargas viu os desenhos e chamou o menino ao Pal\u00e1cio do Catete, no Rio. \u201cOs olhos de Get\u00falio brilhavam. Ele adorava p\u00e1ssaros. Mandou que eu e meu pai expus\u00e9ssemos nossas aves empalhadas no Museu de Zoologia e que eu tivesse l\u00e1 aulas de ornitologia\u201d, lembra-se Dalgas, o maior ornit\u00f3logo brasileiro. Com o empurr\u00e3ozinho de Get\u00falio, em 1964, j\u00e1 formado engenheiro, Dalgas\u00a0publicou seu primeiro livro sobre as \u201cAves brasileiras\u201d (\u00e9 autor de seis livros editados sobre o tema), com desenhos e fotografias de 1.650 p\u00e1ssaros n\u00e3o contemplados por Eurico Santos.<\/p>\n<p><strong>O m\u00e1gico canto do Uirapuru<\/strong><\/p>\n<div class=\"clearfix\"><\/div>\n<div id=\"admateria3\" data-google-query-id=\"COHp8L2b_d8CFRN2wQodkoUDdg\"><\/div>\n<figure class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/86.jpg\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-news_small_vertical wp-image-846616\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/86-418x235.jpg\" sizes=\"(max-width: 418px) 100vw, 418px\" srcset=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/86-418x235.jpg 418w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/86-102x57.jpg 102w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/86-576x324.jpg 576w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/86-768x432.jpg 768w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2019\/01\/86.jpg 1024w\" alt=\"\" width=\"418\" height=\"235\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em suas viagens \u00e0 Amaz\u00f4nia, Dalgas Frisch soube que no Acre vivia o Uirapuru, um passarinho pequeno e marron, o mais raro do Brasil, \u00fanico no mundo a emitir sete c\u00e2nticos ex\u00f3ticos, cujo som ningu\u00e9m havia reproduzido. Os \u00edndios diziam que o portador de uma de suas penas ficava irresist\u00edvel. Num almo\u00e7o que realizou com o ent\u00e3o presidente da Transbrasil, Omar Fontana, em 1972, Dalgas foi desafiado a gravar o Uirapuru. Dalgas j\u00e1 era um ornit\u00f3logo conhecido. autor de v\u00e1rios livros sobre as aves brasileiras. Munido de um gravador potente que comprou na Esc\u00f3cia e com as passagens de avi\u00e3o da Transbrasil que Fontana lhe forneceu, Dalgas foi para o Acre. L\u00e1, o governador lhe cedeu barcos e os servi\u00e7os de um ind\u00edgena como guia para ir ao encontro do Uirapuru. O raro p\u00e1ssaro s\u00f3 cantava entre a \u00faltima semana de outubro e a primeira semana de novembro. No meio da mata fechada, instalou uma antena parab\u00f3lica que ele mesmo construiu para captar o som com mais precis\u00e3o e acampou na floresta \u00e0 espera do p\u00e1ssaro cantar. Em uma certa manh\u00e3, um passarinho posou sobre sua aparelhagem e ele, achando tratar-se de um p\u00e1ssaro qualquer, espantou o bichinho. O \u00edndio, contudo, lhe advertiu que aquele era o Uirapuru. O passarinho voou para o galho de uma \u00e1rvore ali perto e come\u00e7ou a cantar. Tudo captado por ele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ornit\u00f3logo Dalgas Frisch denuncia que os pica-paus que vivem em S\u00e3o Paulo correm risco<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O ornit\u00f3logo Dalgas Frisch denuncia que os pica-paus que vivem em S\u00e3o Paulo correm risco","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99416"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99416\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}