{"id":99379,"date":"2019-01-20T12:30:39","date_gmt":"2019-01-20T15:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=99379"},"modified":"2019-01-19T21:55:29","modified_gmt":"2019-01-20T00:55:29","slug":"por-que-pontes-projetadas-para-suportar-tsunamis-acabaram-ruindo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-que-pontes-projetadas-para-suportar-tsunamis-acabaram-ruindo\/","title":{"rendered":"Por que pontes projetadas para suportar tsunamis acabaram ruindo?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-99380\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Engenheiros das universidades de Oregon e Nevada, nos EUA, constataram que os modelos t\u00e9cnicos de avalia\u00e7\u00e3o usados atualmente n\u00e3o s\u00e3o capazes de avaliar se pontes e viadutos resistir\u00e3o ao impacto de grandes inunda\u00e7\u00f5es provocadas por tsunamis ou enchentes repentinas.<\/p>\n<p>Motivados em parte por centenas de pontes destru\u00eddas durante tsunamis recentes na costa do Jap\u00e3o e no Oceano \u00cdndico, Denis Istrati e seus colegas estabeleceram um novo entendimento da f\u00edsica em a\u00e7\u00e3o quando uma onda atinge uma ponte ou viaduto.<\/p>\n<p>Eles descobriram que n\u00e3o \u00e9 suficiente pensar em termos da carga total da onda que atinge a ponte ou viaduto, que \u00e9 o m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o usado hoje: tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio avaliar a carga em cada componente individual.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que pontes com capacidade nominal avaliada como capaz de lidar com as ondas que receberam acabaram ruindo. Elas ca\u00edram devido ao colapso de partes individuais, que at\u00e9 agora n\u00e3o se acreditava terem um papel suficiente para colocar toda a estrutura em risco.<\/p>\n<p><strong>Pontes contra ondas<\/strong><\/p>\n<p>Para criar um modelo mais fiel \u00e0 situa\u00e7\u00e3o real, a equipe construiu uma ponte de viga aberta em escala de 1:5 e estudou seu comportamento em um simulador de grandes ondas.<\/p>\n<p>&#8220;Todos os detalhes estruturais foram inclu\u00eddos, incluindo as vigas de a\u00e7o e uma plataforma de concreto representando a estrada. A ponte foi totalmente instrumentalizada para medir as press\u00f5es, for\u00e7as e acelera\u00e7\u00f5es da ponte enquanto realiz\u00e1vamos uma s\u00e9rie de testes sobre as for\u00e7as de impacto das ondas do tsunami,&#8221; detalhou o professor Pedro Lomonaco.<\/p>\n<p>As ondas exercem for\u00e7as horizontais e verticais, e os resultados mostraram que esses dois m\u00e1ximos n\u00e3o ocorrem necessariamente ao mesmo tempo, uma descoberta que desafia o conhecimento atual.<\/p>\n<p>&#8220;Ao contr\u00e1rio da pr\u00e1tica recomendada, a aplica\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea da for\u00e7a horizontal m\u00e1xima e da for\u00e7a vertical m\u00e1xima no centro de gravidade do conv\u00e9s da ponte n\u00e3o permite uma estimativa de eleva\u00e7\u00e3o conservadora para as conex\u00f5es individuais entre componentes estruturais,&#8221; detalhou o pesquisador Solomon Yim.<\/p>\n<p>Isso pode explicar porque a maioria das pontes atingidas por tsunamis recentes ruiu devido n\u00e3o \u00e0 carga total, mas \u00e0 quebra das conex\u00f5es de rolamento, mostrando que esses e outros elementos individuais devem ser levados em conta ao se certificar a resist\u00eancia da ponte \u00e0s ondas.<\/p>\n<p>&#8220;Nossos experimentos revelam um complexo mecanismo de inunda\u00e7\u00e3o das pontes que consiste em tr\u00eas fases de subida e uma fase descendente, com cada fase maximizando a demanda em diferentes componentes estruturais,&#8221; disse Yim.<\/p>\n<div class=\"imgMeioC\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/imagens\/010170190118-ponte-anti-tsunami-3.jpg\" alt=\"Engenheiros descobrem por que pontes n\u00e3o resistiram aos tsunamis\" width=\"640\" height=\"425\" \/><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<div class=\"menor\">Com os resultados, a equipe desenvolveu uma metodologia que os engenheiros poder\u00e3o usar para projetar pontes mais resistentes. [Imagem: Denis Istrati et al. &#8211; 10.3390\/jmse6040148]<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Pontes \u00e0 prova de tsunamis<\/strong><\/p>\n<p>Com base nos dados do modelo, a equipe desenvolveu uma metodologia que os engenheiros poder\u00e3o usar para projetar as conex\u00f5es das pontes, os rolamentos de a\u00e7o e as colunas para suportar melhor as ondas de tsunamis ou inunda\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas.<\/p>\n<p>Modificando a rigidez vertical e horizontal da ponte-modelo, eles descobriram que a transmiss\u00e3o das for\u00e7as para a subestrutura de suporte mudou significativamente.<\/p>\n<p>&#8220;A alta press\u00e3o que se desenvolveu sob a ponte desempenhou um papel significativo na estabilidade da ponte, e diferentes medidas de mitiga\u00e7\u00e3o foram testadas, desde o fechamento das lacunas entre as vigas at\u00e9 a incorpora\u00e7\u00e3o de ventila\u00e7\u00e3o sobre a plataforma de concreto. Os experimentos criaram um banco de dados abrangente para diretrizes de projeto e desenvolvimento e valida\u00e7\u00e3o de modelagem computacional. Os resultados deste e dos pr\u00f3ximos estudos sobre a intera\u00e7\u00e3o de pontes e tsunamis poder\u00e3o ser aplicados diretamente no projeto e restaura\u00e7\u00e3o de pontes &#8211; por exemplo, o efeito da ventila\u00e7\u00e3o para reduzir o desenvolvimento de elevadas subpress\u00f5es,&#8221; disse o professor Lomonaco.<\/p>\n<div class=\"biblio\"><b>Bibliografia:<\/b><\/p>\n<p><i>Deciphering the Tsunami Wave Impact and Associated Connection Forces in Open-Girder Coastal Bridges<\/i><br \/>\nDenis Istrati, Ian Buckle, Pedro Lomonaco, Solomon Yim<br \/>\nJournal of Marine Science and Engineering,<br \/>\nVol.: 6 (4): 148<br \/>\nDOI: 10.3390\/jmse6040148<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Engenheiros das universidades de Oregon e Nevada, nos EUA, constataram que os modelos t\u00e9cnicos de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99380,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/pontes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Engenheiros das universidades de Oregon e Nevada, nos EUA, constataram que os modelos t\u00e9cnicos de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99379"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99379"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99379\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99380"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}