{"id":99332,"date":"2019-01-19T13:00:14","date_gmt":"2019-01-19T16:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=99332"},"modified":"2019-01-18T21:57:35","modified_gmt":"2019-01-19T00:57:35","slug":"pesquisadores-revelam-a-existencia-de-5-tipos-diferentes-de-insonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-revelam-a-existencia-de-5-tipos-diferentes-de-insonia\/","title":{"rendered":"Pesquisadores revelam a exist\u00eancia de 5 tipos diferentes de ins\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/insonia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-99333\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/insonia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/insonia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/insonia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Todo mundo j\u00e1 passou uma noite em claro pelo menos uma vez na vida. No entanto, para algumas pessoas a constante falta de\u00a0<strong>sono<\/strong>\u00a0pode ser um problema cr\u00f4nico que necessita de tratamento. Ainda assim, em alguns casos, as abordagens tradicionais n\u00e3o exercem qualquer efeito. Felizmente, essa realidade pode mudar em breve. Isso porque um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lanpsy\/article\/PIIS2215-0366(18)30464-4\/fulltext\">estudo<\/a>\u00a0publicado na revista\u00a0<em>The Lancet\u00a0Psychiatry<\/em>\u00a0revelou que existem cinco tipos diferentes de\u00a0<strong>ins\u00f4nia<\/strong>; a descoberta pode revelar caminhos para a cria\u00e7\u00e3o de tratamentos personalizados que consideram as reais necessidades do paciente.<\/p>\n<p>\u201cEmbora sempre tenhamos considerado a ins\u00f4nia uma desordem, na verdade [o problema] representa cinco dist\u00farbios diferentes\u201d, escreveu Tessa Blanken, do\u00a0Netherlands Institute for Neuroscience, na Holanda, em relat\u00f3rio.\u00a0Segundo os pesquisadores, os tipos de ins\u00f4nia podem ser classificados como:\u00a0muito angustiado (tipo 1),\u00a0moderadamente angustiado, mas sens\u00edvel \u00e0 recompensa (tipo 2),\u00a0moderadamente angustiado e insens\u00edvel a recompensas (tipo 3),\u00a0pouco angustiado com alta reatividade (tipo 4) e\u00a0ligeiramente angustiado com baixa reatividade (tipo 5).\u00a0A classifica\u00e7\u00e3o foi feita com base nos tra\u00e7os de\u00a0personalidade, risco de\u00a0depress\u00e3o, atividade cerebral e resposta ao tratamento.<\/p>\n<h3>O estudo<\/h3>\n<p>Para chegar a essa conclus\u00e3o, os cientistas analisaram as respostas de cerca de 34 question\u00e1rios distintos preenchidos por 4.322 pessoas atrav\u00e9s do Registro do Sono da Holanda. Os formul\u00e1rios mediam os tra\u00e7os de personalidade associados \u00e0s diferen\u00e7as na fun\u00e7\u00e3o e estrutura cerebral. A equipe definiu os tipos de ins\u00f4nia de acordo com os sintomas apresentados pelos participantes.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Tipo 1<\/strong>: indiv\u00edduos dentro deste espectro tendem a ter altos n\u00edveis de stress (altos n\u00edveis de emo\u00e7\u00f5es negativas, como ansiedade e preocupa\u00e7\u00e3o) e baixos n\u00edveis de felicidade;<\/li>\n<li><strong>Tipo 2<\/strong>: essa modalidade de ins\u00f4nia \u00e9 caracterizado por n\u00edveis moderados de sofrimento, mas n\u00edveis de felicidade e emo\u00e7\u00f5es prazerosas relativamente normais;<\/li>\n<li><strong>Tipo 3<\/strong>: pessoas nesta classifica\u00e7\u00e3o apresentam n\u00edveis moderados de sofrimento e baixos n\u00edveis de felicidade e de experi\u00eancias prazerosas;<\/li>\n<li><strong>Tipo 4<\/strong>: nesta categoria, os pacientes t\u00eam baixos n\u00edveis de sofrimento, mas tendem a conviver com a ins\u00f4nia de longa dura\u00e7\u00e3o como resultado de um evento de vida estressante;<\/li>\n<li><strong>Tipo 5<\/strong>: pessoas com esse tipo de ins\u00f4nia vivenciam baixos n\u00edveis de estresse e o sono n\u00e3o \u00e9 afetado por eventos estressantes da vida.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para confirmar os achados, foi realizado uma segunda fase com 251 participantes. Cinco anos depois, a equipe reavaliou 215 volunt\u00e1rios da primeira amostra: os resultados mostraram que eles haviam se mantido no mesmo espectro ao longo dos anos, o que, para os pesquisadores, indica \u201cuma alta estabilidade de classifica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h3>Novos tratamentos<\/h3>\n<p>Os cientistas ainda descobriram que\u00a0pessoas com diferentes subtipos de ins\u00f4nia diferem em termos de resposta ao tratamento. Os participantes com os tipos 2 e 4, por exemplo, apresentaram melhora nos sintomas quando medicados com\u00a0 benzodiazep\u00ednico \u2013 comumente usado para o tratamento de ins\u00f4nia e ansiedade; j\u00e1 os indiv\u00edduos com o tipo 3 n\u00e3o responderam bem ao tratamento medicamentoso.<\/p>\n<p>A equipe ainda revelou que o tipo 2 tamb\u00e9m responde bem \u00e0\u00a0<strong>terapia cognitivo-comportamental (TCC)<\/strong>\u00a0\u2013 uma forma de psicoterapia -; o mesmo n\u00e3o foi notado em pessoas com o subtipo 4.\u00a0Outra descoberta importante mostrou que os pacientes dentro do espectro 1 est\u00e3o mais propensos a desenvolver\u00a0<strong>depress\u00e3o<\/strong>ao longo da vida. Diante dessas revela\u00e7\u00f5es, os pesquisadores acreditam que seja poss\u00edvel desenvolver novas formas de tratamento para cada subtipo de ins\u00f4nia; eles tamb\u00e9m esperam descobrir maneiras de prevenir a depress\u00e3o nos grupos com maior risco.<\/p>\n<p>Em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lanpsy\/article\/PIIS2215-0366(18)30513-3\/fulltext\">editorial<\/a>,\u00a0Tsuyoshi Kitajima, da\u00a0Fujita Health University, no Jap\u00e3o, explicou que\u00a0a nova classifica\u00e7\u00e3o oferece algumas semelhan\u00e7as com as categorias utilizadas no passado, como no caso de indiv\u00edduos com o\u00a0subtipos 1 e 2, que tendem a desenvolver\u00a0sintomas j\u00e1 na inf\u00e2ncia ou na adolesc\u00eancia. Os sintomas descritos pelo novo estudo foram observados na ins\u00f4nia idiop\u00e1tica, categoria\u00a0na qual as pessoas desenvolvem a condi\u00e7\u00e3o precocemente na vida sem uma causa identific\u00e1vel \u2013 no entanto, esse tipo de ins\u00f4nia n\u00e3o faz mais parte do manual de diagn\u00f3stico conhecido como\u00a0Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Dist\u00farbios do Sono (3\u00aa edi\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\"><\/div>\n<p>Apesar disso, Kitajima acredita que esses subtipos podem n\u00e3o ser adotado nos consult\u00f3rios j\u00e1 que foram baseados em fatores que n\u00e3o est\u00e3o diretamente ligados ao sono. Por isso, ele sugere que novos estudos sejam feitos com participantes j\u00e1 diagnosticados com ins\u00f4nia.<\/p>\n<h3>Ins\u00f4nia<\/h3>\n<p>A ins\u00f4nia \u00e9 um transtorno causado por diversos motivos, incluindo\u00a0ansiedade, problemas f\u00edsicos e fatores ambientais.\u00a0Segundo especialistas, quando de car\u00e1ter cr\u00f4nico, ele se manifesta pelo menos tr\u00eas vezes por semana ao longo de tr\u00eas meses seguidos. Estima-se que 10% das pessoas no mundo tenham essa variante.\u00a0O problema tamb\u00e9m pode se manifestar de forma aguda, sendo causada por stress, depress\u00e3o, distra\u00e7\u00e3o na hora de dormir (como o uso de dispositivos eletr\u00f4nicos), gastrite, consumo de cafe\u00edna e \u00e1lcool. A principal causa desta manifesta\u00e7\u00e3o s\u00e3o conflitos emocionais passageiros ou de longa dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todo mundo j\u00e1 passou uma noite em claro pelo menos uma vez na vida. 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