{"id":99315,"date":"2019-01-19T11:30:01","date_gmt":"2019-01-19T14:30:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=99315"},"modified":"2019-01-18T21:41:56","modified_gmt":"2019-01-19T00:41:56","slug":"relacao-entre-cintura-e-estatura-pode-indicar-risco-de-doenca-cardiovascular-mesmo-em-pessoas-saudaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/relacao-entre-cintura-e-estatura-pode-indicar-risco-de-doenca-cardiovascular-mesmo-em-pessoas-saudaveis\/","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00e3o entre cintura e estatura pode indicar risco cardiovascular mesmo em pessoas saud\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-99318\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Homens e mulheres com ac\u00famulo excessivo de gordura na regi\u00e3o do abd\u00f4men t\u00eam maior risco de desenvolver problemas cardiovasculares. O alerta tem sido feito h\u00e1 anos por especialistas da \u00e1rea da Sa\u00fade, mas n\u00e3o s\u00e3o apenas aqueles com a chamada obesidade abdominal que est\u00e3o em perigo.<\/p>\n<p>Um novo estudo verificou que pessoas fisicamente ativas e sem sobrepeso, mas com valores de rela\u00e7\u00e3o cintura-estatura (RCE) pr\u00f3ximos do limiar de risco, tamb\u00e9m t\u00eam maior probabilidade de desenvolver dist\u00farbios no cora\u00e7\u00e3o comparadas com pessoas com menores valores de RCE.<\/p>\n<p>O trabalho foi feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Presidente Prudente e Mar\u00edlia, em colabora\u00e7\u00e3o com colegas da Oxford Brookes University, na Inglaterra. Resultado de um projeto de pesquisa\u00a0<b><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/94645\/\" target=\"_blank\">apoiado pela FAPESP<\/a><\/b>, o estudo foi publicado na revista\u00a0<i>Scientific Reports<\/i>.<\/p>\n<p>\u201cObservamos que pessoas saud\u00e1veis e fisicamente ativas, sem sobrepeso e hist\u00f3rico de doen\u00e7as metab\u00f3licas ou cardiovasculares, mas com valores de RCE pr\u00f3ximos do limite do fator de risco, tamb\u00e9m t\u00eam maior probabilidade de desenvolver dist\u00farbios no cora\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com aquelas com menor ac\u00famulo de gordura na regi\u00e3o da cintura\u201d, disse\u00a0<b><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/74504\" target=\"_blank\">Vitor Engr\u00e1cia Valenti<\/a><\/b>, professor da Unesp de Mar\u00edlia e coordenador da pesquisa, \u00e0\u00a0<b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>.<\/p>\n<p>Segundo Valenti, estudos recentes sugerem que a RCE \u2013 obtida pela divis\u00e3o da circunfer\u00eancia da cintura pela estatura \u2013 fornece informa\u00e7\u00f5es mais precisas de riscos cardiovasculares do que o \u00cdndice de Massa Corporal (IMC), que avalia a distribui\u00e7\u00e3o de gordura pelo corpo.<\/p>\n<p>Com base nessa constata\u00e7\u00e3o, os pesquisadores decidiram investigar se a recupera\u00e7\u00e3o do controle auton\u00f4mico da frequ\u00eancia card\u00edaca ap\u00f3s o exerc\u00edcio f\u00edsico \u00e9 diferente entre homens saud\u00e1veis com diferentes valores de RCE. Para isso, eles dividiram em tr\u00eas grupos 52 homens saud\u00e1veis e fisicamente ativos, com idade entre 18 e 30 anos, de acordo com os valores de RCE.<\/p>\n<p>O primeiro grupo foi composto por homens com menor porcentagem de gordura corporal e com RCE entre 0,40 e 0,449 \u2013 abaixo do limiar de risco para o desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares. O segundo grupo foi formado por homens com RCE entre 0,45 e 0,50 \u2013 pr\u00f3ximo ao limiar de risco. E o terceiro grupo, por homens com RCE acima do limite de risco, entre 0,50 e 0,56.<\/p>\n<p>Os participantes foram avaliados durante dois dias. No primeiro, permaneceram 15 minutos sentados e em repouso e, em seguida, fizeram uma corrida em esfor\u00e7o m\u00e1ximo em uma esteira ergom\u00e9trica, a fim de ter a aptid\u00e3o f\u00edsica avaliada. Ap\u00f3s o exerc\u00edcio, permaneceram sentados por 60 minutos em repouso para se recuperar do esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cO exerc\u00edcio aer\u00f3bio comprovou que todos eles eram fisicamente ativos. N\u00e3o eram atletas, mas tinham o h\u00e1bito de jogar futebol nos fins de semana, por exemplo\u201d, disse Valenti.<\/p>\n<p>No segundo dia, os participantes do estudo foram submetidos a um protocolo de exerc\u00edcio f\u00edsico moderado, de caminhada durante 30 minutos em uma esteira com intensidade de aproximadamente 60% do esfor\u00e7o m\u00e1ximo.<\/p>\n<p>A variabilidade da frequ\u00eancia card\u00edaca foi medida durante o repouso e na primeira hora ap\u00f3s os exerc\u00edcios a fim de avaliar a velocidade de recupera\u00e7\u00e3o card\u00edaca auton\u00f4mica na sequ\u00eancia da atividade f\u00edsica.<\/p>\n<p>\u201cA medida do tempo de recupera\u00e7\u00e3o card\u00edaca auton\u00f4mica ap\u00f3s o exerc\u00edcio permite avaliar o risco de apresentar uma complica\u00e7\u00e3o cardiovascular imediatamente ap\u00f3s a atividade f\u00edsica e tamb\u00e9m estimar o risco de desenvolver uma doen\u00e7a card\u00edaca\u201d, disse Valenti. \u201cSe a pessoa demora mais tempo para recuperar a frequ\u00eancia card\u00edaca normal, isso indica que apresenta maior risco de desenvolver dist\u00farbio no cora\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><b>Intera\u00e7\u00e3o com o sistema nervoso<\/b><\/p>\n<p>As an\u00e1lises das medidas indicaram que os grupos com RCE pr\u00f3ximo e acima do limite de risco para o desenvolvimento de doen\u00e7as card\u00edacas apresentaram recupera\u00e7\u00e3o card\u00edaca auton\u00f4mica mais lenta tanto no esfor\u00e7o m\u00e1ximo como no moderado.<\/p>\n<p>\u201cConstatamos que os volunt\u00e1rios do grupo com valores de RCE pr\u00f3ximos ao limite de risco tamb\u00e9m apresentam maior probabilidade de desenvolver doen\u00e7as no sistema cardiovascular\u201d, disse Valenti.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da Unesp tamb\u00e9m fizeram an\u00e1lises estat\u00edsticas de correla\u00e7\u00e3o e regress\u00e3o linear para verificar se h\u00e1 intera\u00e7\u00e3o significativa da RCE com a variabilidade da frequ\u00eancia card\u00edaca dos participantes do estudo ap\u00f3s os exerc\u00edcios f\u00edsicos.<\/p>\n<p>Os resultados das an\u00e1lises estat\u00edsticas indicaram que a rela\u00e7\u00e3o entre os dois fatores \u00e9 mais significante nos primeiros 10 minutos da fase de recupera\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio, quando o sistema nervoso parassimp\u00e1tico \u2013 que restabelece o corpo a um estado de repouso ao diminuir o ritmo card\u00edaco \u2013 est\u00e1 sendo reativado.<\/p>\n<p>\u201cVerificamos que, conforme aumenta o valor da RCE, diminui a atividade do sistema nervoso parassimp\u00e1tico. Isso eleva o risco de desenvolvimento de dist\u00farbios cardiovasculares\u201d, disse Valenti.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Waist-stature ratio and its relationship with autonomic recovery from aerobic exercise in healthy men<\/i>\u00a0(DOI: 10.1038\/s41598-018-34246-5), de Anne Michelli G. G. Fontes, Let\u00edcia S. de Oliveira, Franciele M. Vanderlei, David M. Garner e Vitor E. Valenti, pode ser lido em\u00a0<b><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-018-34246-5\" target=\"_blank\">www.nature.com\/articles\/s41598-018-34246-5<\/a>.<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homens e mulheres com ac\u00famulo excessivo de gordura na regi\u00e3o do abd\u00f4men t\u00eam maior risco<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99318,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/cintura.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Homens e mulheres com ac\u00famulo excessivo de gordura na regi\u00e3o do abd\u00f4men t\u00eam maior risco","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99315"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99315"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99315\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99315"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99315"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99315"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}