{"id":99074,"date":"2019-01-15T08:00:40","date_gmt":"2019-01-15T11:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=99074"},"modified":"2019-01-15T00:07:49","modified_gmt":"2019-01-15T03:07:49","slug":"dorme-menos-de-6-horas-por-noite-estudo-indica-que-voce-tem-mais-chances-de-ter-problemas-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dorme-menos-de-6-horas-por-noite-estudo-indica-que-voce-tem-mais-chances-de-ter-problemas-de-saude\/","title":{"rendered":"Dorme menos de 6 horas por noite? Estudo indica que voc\u00ea tem mais chances de ter problemas de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-99075\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo divulgado nesta segunda-feira (14) pode tirar ainda mais o sono de quem j\u00e1 dorme pouco. De acordo com os pesquisadores, quem dorme menos de seis horas por noite tem maior risco de aterosclerose &#8211; um ac\u00famulo de placas nas art\u00e9rias por todo o corpo &#8211; em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que t\u00eam sono considerado normal, ou seja, de sete a oito horas por noite.<\/p>\n<p>A pesquisa foi publicada no Journal of American College of Cardiology. Doen\u00e7a vascular cr\u00f4nica e progressiva, que geralmente aparece em adultos e idosos, a aterosclerose \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o da camada mais interna das art\u00e9rias, tamb\u00e9m chamada de t\u00fanica \u00edntima &#8211; justamente a parte que fica em contato direto com o sangue. Essa inflama\u00e7\u00e3o ocorre como consequ\u00eancia do ac\u00famulo e oxida\u00e7\u00e3o de lipoprote\u00ednas nas paredes arteriais.<\/p>\n<p>&#8220;Este \u00e9 o primeiro estudo a mostrar que o sono objetivamente medido \u00e9 independentemente associado \u00e0 aterosclerose em todo o corpo, n\u00e3o apenas no cora\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o professor e nutricionista Jos\u00e9 Ordov\u00e1s, pesquisador do Centro Nacional de Investiga\u00e7\u00f5es Cardiovasculares Carlos III, de Madri, e diretor de nutri\u00e7\u00e3o do Centro de Pesquisa de Nutri\u00e7\u00e3o Humana Jean Mayer USDA Envelhecimento na Universidade Tufts, em Massachussetts.<\/p>\n<p>Ele lembra que estudos anteriores j\u00e1 mostraram que a falta de sono aumenta o risco de doen\u00e7as cardiovasculares, bem como favorecem os fatores de risco para problemas card\u00edacos &#8211; como altera\u00e7\u00f5es nos n\u00edveis de glicose, press\u00e3o arterial, inflama\u00e7\u00f5es e obesidade.<\/p>\n<p>Considerados os fatores de risco tradicionais para doen\u00e7as card\u00edacas, o estudo mostrou que os que dormem menos de seis horas t\u00eam 27% mais chance de ter aterosclerose em todo o corpo do que aqueles que dormem de sete a oito horas. E aqueles que t\u00eam um sono de m\u00e1 qualidade est\u00e3o 34% mais propensos a ter a doen\u00e7a em compara\u00e7\u00e3o aos que dormem bem &#8211; o estudo avaliou a qualidade do sono considerando quantas vezes por noite a pessoa acordou e a frequ\u00eancia de movimentos enquanto estava dormindo.<\/p>\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-parrot\" data-variation=\"default-0\"><\/div>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11AEC\/production\/_105182427_valentin_fuster.png\" alt=\"Valentin Fuster\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">MAYNARDCLARK\/ CC BY-SA 4.0<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">&#8220;Um sono mais curto, por\u00e9m de boa qualidade, pode superar os efeitos prejudiciais de sua menor extens\u00e3o&#8221;, diz Fuster<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;\u00c9 importante destacar isso: um sono mais curto, por\u00e9m de boa qualidade, pode superar os efeitos prejudiciais de sua menor extens\u00e3o&#8221;, comenta o cardiologista Valentin Fuster, diretor-geral do Centro Nacional de Investiga\u00e7\u00f5es Cardiovasculares Carlos III e editor-chefe do Journal of American College of Cardiology.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 duas coisas que costumamos fazer todos os dias: comer e dormir. Sabemos h\u00e1 muitos anos a rela\u00e7\u00e3o entre boa nutri\u00e7\u00e3o e sa\u00fade cardiovascular; no entanto, n\u00e3o sabemos tanto a rela\u00e7\u00e3o entre o sono e a sa\u00fade cardiovascular&#8221;, acrescenta Ordov\u00e1s.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Metodologia<\/h2>\n<p>Os pesquisadores monitoraram a rotina de 3.974 adultos espanh\u00f3is, todos empregados em uma mesma institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria &#8211; ou seja, com rotinas profissionais semelhantes. O cardiologista Fuster realizou exames de imagem para detectar a preval\u00eancia e as taxas de progress\u00e3o de les\u00f5es vasculares.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/308C\/production\/_105182421_sono.jpg\" alt=\"Despertador sobre mesinha\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Aqueles que t\u00eam um sono de m\u00e1 qualidade est\u00e3o 34% mais propensos a ter aterosclerose em compara\u00e7\u00e3o aos que dormem bem<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Os participantes da pesquisa tinham idade m\u00e9dia de 46 anos e todos nunca haviam sido diagnosticados com problemas card\u00edacos. Dois ter\u00e7os eram homens. Todos utilizaram um aparelhinho para monitoramento constante de atividades e movimentos, durante sete dias. Este dispositivo mediu a rotina de sono deles de uma maneira objetiva e precisa &#8211; ao contr\u00e1rio de pesquisas que se baseiam em question\u00e1rios declarat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Eles foram divididos em quatro grupos: os que dormiam menos de seis horas, os que dormiam de seis a sete horas, os que dormiam de sete a oito horas e os que dormiam mais de oito horas. Todos os participantes realizaram um check-up do cora\u00e7\u00e3o: ultrassonografia card\u00edaca 3D e tomografia computadorizada card\u00edaca.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, a maneira como foram determinados os participantes deste estudo \u00e9 o grande diferencial em rela\u00e7\u00e3o a outras pesquisas relacionando sono e sa\u00fade do cora\u00e7\u00e3o. Primeiramente, pelo tamanho da amostragem, maior do que o usual. Outra caracter\u00edstica interessante foi o fato de que este estudo focou uma popula\u00e7\u00e3o originalmente saud\u00e1vel, enquanto pesquisas assim costumam selecionar pessoas com apneia do sono ou outros problemas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Outras conclus\u00f5es<\/h2>\n<p>Se dormir pouco pode ser ruim, exagerar tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um bom h\u00e1bito. Embora entre os participantes fosse pequeno o n\u00famero daqueles que dormem mais de oito horas, os pesquisadores conclu\u00edram que esse comportamento tamb\u00e9m estaria associado ao aumento na aterosclerose, sobretudo no caso das mulheres.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7EAC\/production\/_105182423__98501965_suenogetty.jpg\" alt=\"Mulher domindo\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Especialistas dizem que dormir mais de 8 horas de sono por noite tamb\u00e9m pode ser prejudicial<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>O estudo tamb\u00e9m concluiu que consumo de \u00e1lcool e cafe\u00edna est\u00e3o ligados a um sono de m\u00e1 qualidade. &#8220;Muitas pessoas acham que o \u00e1lcool \u00e9 um bom indutor de sono, mas h\u00e1 um efeito que precisa ser levado em conta&#8221;, afirma Ordov\u00e1s. &#8220;Se uma pessoa toma bebidas alco\u00f3licas, ela pode acordar depois de um curto per\u00edodo de sono e ter dificuldade em voltar a dormir. E, quando consegue, geralmente \u00e9 um sono de m\u00e1 qualidade.&#8221;<\/p>\n<p>O caf\u00e9, por sua vez, \u00e9 daquelas subst\u00e2ncias que ora aparecem como vil\u00e3s, ora como ben\u00e9ficas para a sa\u00fade. De acordo com Ordov\u00e1s, mesmo que algumas pesquisas mostrem que ingerir a bebida pode trazer efeitos positivos ao cora\u00e7\u00e3o, tudo depende da maneira como a pessoa o metaboliza. &#8220;Dependendo da gen\u00e9tica, se voc\u00ea metabolizar o caf\u00e9 mais rapidamente, isso certamente n\u00e3o afetar\u00e1 seu sono&#8221;, comenta. &#8220;Mas se voc\u00ea metaboliz\u00e1-lo lentamente, a cafe\u00edna pode afetar o sono e aumentar as chances de doen\u00e7as cardiovasculares.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;A medicina est\u00e1 entrando em uma fase fascinante. Se at\u00e9 agora tent\u00e1vamos entender as doen\u00e7as cardiovasculares, estudos como este nos ajuda a come\u00e7ar a entender a sa\u00fade cardiovascular&#8221;, compara Fuster.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo divulgado nesta segunda-feira (14) pode tirar ainda mais o sono de quem j\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99075,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sono.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo divulgado nesta segunda-feira (14) pode tirar ainda mais o sono de quem j\u00e1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99074"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99074"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99074\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99075"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}