{"id":98871,"date":"2019-01-10T13:00:58","date_gmt":"2019-01-10T16:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=98871"},"modified":"2019-01-09T20:30:24","modified_gmt":"2019-01-09T23:30:24","slug":"pesquisadores-usam-torre-na-amazonia-para-investigar-relacao-da-floresta-com-o-clima-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-usam-torre-na-amazonia-para-investigar-relacao-da-floresta-com-o-clima-global\/","title":{"rendered":"Pesquisadores usam torre na Amaz\u00f4nia para investigar rela\u00e7\u00e3o da floresta com o clima global"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-98872\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Para fazer ci\u00eancia na Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de enfrentar longos desafios log\u00edsticos, tamb\u00e9m \u00e9 preciso subir degraus. Muitos deles. Quase 1,5 mil e, se poss\u00edvel, de uma s\u00f3 vez. O esfor\u00e7o vale a pena, pois tem levado a descobertas sobre o impacto tanto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na Amaz\u00f4nia quanto da floresta no clima de todo o planeta.<\/p>\n<div class=\"mh-content-ad\"><\/div>\n<p>A escadaria em quest\u00e3o est\u00e1 na Torre Alta da Amaz\u00f4nia (ATTO, na sigla em ingl\u00eas), com 325 metros de altura \u2013 ou quase o mesmo que tr\u00eas edif\u00edcios Copan empilhados. A torre fica a 150 km de Manaus (AM), na Esta\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Uatum\u00e3. \u00c9 l\u00e1 que cientistas instalam equipamentos capazes de captar informa\u00e7\u00f5es sobre os fluxos de troca entre a floresta e a atmosfera.<\/p>\n<p>S\u00e3o an\u00e1lises de concentra\u00e7\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO<sub>2<\/sub>) na atmosfera, do balan\u00e7o de radia\u00e7\u00e3o e de fluxos de oz\u00f4nio e aeross\u00f3is \u2013 part\u00edculas l\u00edquidas ou s\u00f3lidas em suspens\u00e3o no ar \u2013, entre outros indicadores importantes para que se forme um panorama da import\u00e2ncia da floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Huxley do Nascimento sobe at\u00e9 o topo da torre diariamente quando est\u00e1 na Esta\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, cerca de 10 dias por m\u00eas. Ele \u00e9 t\u00e9cnico em instrumenta\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Pesquisa da Amaz\u00f4nia (Inpa) e monitora a opera\u00e7\u00e3o de alguns dos mais de 100 equipamentos instalados na torre ATTO. Para subir, ele usa equipamento de seguran\u00e7a que inclui cintur\u00e3o, mosquet\u00f5es e cord\u00e3o presos \u00e0 cintura e ao corrim\u00e3o da escadaria.<\/p>\n<p>Nascimento verifica dados e o funcionamento dos equipamentos. \u201cS\u00e3o equipamentos que coletam dados complexos o tempo inteiro, n\u00e3o pode haver interrup\u00e7\u00e3o. Eles geram uma quantidade enorme de dados e as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o acessadas pelos pesquisadores em seus laborat\u00f3rios no Brasil e na Alemanha. Mas \u00e9 preciso ver constantemente se est\u00e1 tudo funcionando bem na torre\u201d, disse \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Em funcionamento desde 2015, a constru\u00e7\u00e3o da torre custou \u20ac 8,4 milh\u00f5es, financiados metade pelo governo alem\u00e3o e pelo Instituto Max Planck e a outra metade pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC) do Brasil, com recursos da Financiadora de Inova\u00e7\u00e3o e Pesquisa (Finep). Ag\u00eancias de fomento estaduais, como a FAPESP, a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Funda\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Paran\u00e1 (Funpar), financiam projetos de pesquisa na torre.<\/p>\n<p>Na reserva existem ainda outras duas torres mais baixinhas, com 80 metros cada, usadas para o estudo de gases e aeross\u00f3is. Nelas \u00e9 poss\u00edvel ter uma perspectiva mais pr\u00f3xima do dossel e n\u00e3o sobre a floresta, como ocorre com a torre ATTO.<\/p>\n<p>A copa das \u00e1rvores chega geralmente at\u00e9 40 metros de altura, ou um oitavo da torre ATTO. Nessa etapa da subida da torre, \u00e9 poss\u00edvel sentir a varia\u00e7\u00e3o da umidade da floresta. Bem mais acima, a uns 170 metros de altura, um vento forte toma a torre. No entanto, ela n\u00e3o balan\u00e7a, pois est\u00e1 fixada tamb\u00e9m por longos e fortes cabos de a\u00e7o. No topo, v\u00ea-se a imensid\u00e3o da floresta, geralmente acompanhada por um enorme sil\u00eancio. De resto, s\u00f3 alguns p\u00e1ssaros conseguem parar no alto da torre, ou deixar lembran\u00e7as por l\u00e1.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia desempenha um papel importante nos ciclos biogeoqu\u00edmicos globais de gases de efeito estufa. \u201cA floresta amaz\u00f4nica \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, principalmente por ser um bioma \u00fanico no mundo, em regi\u00e3o tropical. \u00c9 a maior extens\u00e3o de floresta tropical e o \u00fanico lugar onde a pr\u00f3pria floresta tem mecanismos de controle de seu clima interno, impactando muito de nosso planeta\u201d, disse\u00a0Paulo Artaxo, professor titular no Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IFUSP) e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC).<\/p>\n<p>Essas caracter\u00edsticas da floresta amaz\u00f4nica permitem que ela tenha mecanismos de regula\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica sobre a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA floresta controla o balan\u00e7o de energia, o fluxo de calor latente e sens\u00edvel, o vapor d\u2019\u00e1gua e os n\u00facleos de condensa\u00e7\u00e3o de nuvem que v\u00e3o intensificar o seu ciclo hidrol\u00f3gico. E isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se houver uma extens\u00e3o muito grande de floresta cont\u00edgua. Quando ela \u00e9 fragmentada, deixa de ter essa propriedade\u201d, disse o tamb\u00e9m membro da coordena\u00e7\u00e3o do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\"><\/div>\n<p>Artaxo coordena a pesquisa \u201cO ciclo de vida dos aeross\u00f3is e nuvens na Amaz\u00f4nia\u201d. Apoiada pela FAPESP, a pesquisa vai calcular o transporte de aeross\u00f3is a partir de medidas obtidas na torre ATTO, em Chacaltaya \u2013 a 5.250 metros de altitude nos Andes bolivianos \u2013 e em barcos e avi\u00f5es.<\/p>\n<p>O pesquisador tamb\u00e9m coordenou o href=\u201dhttps:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/376\/\u201d&gt;Green Ocean Amazon Experiment (GOAmazon), campanha cient\u00edfica que buscou entender como os ciclos de vida dos aeross\u00f3is e das nuvens s\u00e3o influenciados pelo transporte de poluentes de Manaus para regi\u00f5es de floresta tropical. O GOAmazon foi realizado de 2013 a 2018 e teve apoio da FAPESP, do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) e da Fapeam.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de dados coletados na torre ATTO e em outros locais da Amaz\u00f4nia permitiu ao projeto GoAmazon fazer descobertas importantes sobre a din\u00e2mica da floresta amaz\u00f4nica e sua rela\u00e7\u00e3o com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A partir de dados obtidos na torre, pesquisadores descobriram que o processo de aquecimento global\u00a0pode ser ainda mais intenso\u00a0do que o previsto originalmente caso n\u00e3o se consiga frear o desmatamento.<\/p>\n<p>O grupo de pesquisadores reproduziu matematicamente as condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas atuais do planeta, incluindo concentra\u00e7\u00f5es de aeross\u00f3is, compostos org\u00e2nicos vol\u00e1teis (VOCs, na sigla em ingl\u00eas) antropog\u00eanicos e biog\u00eanicos, oz\u00f4nio, CO<sub>2<\/sub>, metano e tamb\u00e9m os demais fatores que influenciam na temperatura global. De acordo com o estudo, essa maior intensidade de aquecimento est\u00e1 relacionada principalmente \u00e0s mudan\u00e7as nas emiss\u00f5es de BVOCs (compostos org\u00e2nicos vol\u00e1teis biog\u00eanicos) pelas florestas tropicais.<\/p>\n<p>Outro estudo, publicado na\u00a0<i>Nature Communications<\/i>, refor\u00e7ou a import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia na regula\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da atmosfera. Pesquisadores do GoAmazon descobriram que a floresta amaz\u00f4nica emite tr\u00eas vezes mais isopreno do que o estimado anteriormente. A subst\u00e2ncia \u00e9 um dos principais precursores do g\u00e1s oz\u00f4nio.<\/p>\n<p>Aeross\u00f3is e oz\u00f4nio<\/p>\n<p>Um terceiro trabalho, publicado na revista\u00a0<i>Science<\/i>, mostrou que na floresta tropical as part\u00edculas ultrafinas de polui\u00e7\u00e3o emitidas pelas cidades \u2013 e que costumam ser desprezadas para o impacto da polui\u00e7\u00e3o urbana \u2013 afetam substancialmente a forma\u00e7\u00e3o das nuvens de tempestade na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Os resultados obtidos ajudam na compreens\u00e3o de como a polui\u00e7\u00e3o urbana afeta os processos relacionados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de tempestades na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um quebra-cabe\u00e7a e n\u00f3s tentamos justamente identificar novas pe\u00e7as para contar a hist\u00f3ria completa\u201d, disse\u00a0Luciana Varanda, professora da Unifesp e integrante do GoAmazon.<\/p>\n<p>Varanda faz estudos tamb\u00e9m na Floresta Nacional do Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1, e na reserva do Cuieras, que fica a 60 km de Manaus (AM). \u201cEstamos comparando observa\u00e7\u00f5es no ATTO e nesses outros dois pontos e os resultados s\u00e3o semelhantes. Isso indica que essa floresta, apesar de ser mais pr\u00f3xima de Manaus, na maior parte do tempo tem condi\u00e7\u00f5es originais da floresta preservada\u201d, disse.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\"><\/div>\n<p>Os cientistas do GoAmazon utilizam equipamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o instalados nas torres.<\/p>\n<p>\u201cEles funcionam automaticamente, coletam o ar e analisam com alta precis\u00e3o a concentra\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido e mon\u00f3xido de carbono \u2013 indicadores de a\u00e7\u00e3o do homem. Tamb\u00e9m medimos o oz\u00f4nio, que \u00e9 um poluente importante na troposfera. E ainda temos equipamentos que analisam detalhadamente as propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas dos aeross\u00f3is. S\u00e3o an\u00e1lises em tempo real de composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e de propriedades \u00f3pticas que indicam a intera\u00e7\u00e3o dos aeross\u00f3is com a radia\u00e7\u00e3o solar e a fotoss\u00edntese da floresta\u201d, disse Varanda.<\/p>\n<p>Artaxo explica que as torres foram constru\u00eddas em locais onde recebem quantidade m\u00ednima de polui\u00e7\u00e3o urbana.<\/p>\n<p>\u201cA polui\u00e7\u00e3o de Manaus atinge a torre ATTO muito esporadicamente, coisa de alguns dias por ano. Na maior parte do tempo, a torre recebe uma das massas de ar mais limpas que temos no planeta, que \u00e9 transportada por 2 mil quil\u00f4metros desde o Atl\u00e2ntico Tropical, ao longo de uma regi\u00e3o que n\u00e3o tem nenhuma grande \u00e1rea urbana. Isso \u00e9 o que faz a torre ser muito especial do ponto de vista de monitoramento atmosf\u00e9rico de gases do efeito estufa, part\u00edculas de aeross\u00f3is, nuvens, radia\u00e7\u00e3o etc.\u201d, disse \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Para Artaxo, medi\u00e7\u00f5es desse tipo na Amaz\u00f4nia s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia, tanto que s\u00f3 existem outras duas torres no mundo com caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0 torre ATTO.<\/p>\n<p>\u201cExiste a torre Zotto, que fica na Sib\u00e9ria, com 302 metros de altura, e uma torre alta que fica em Wisconsin, a WLEF, nos grandes lagos na Am\u00e9rica do Norte. Elas medem o balan\u00e7o de carbono e propriedades atmosf\u00e9ricas. A torre ATTO \u00e9 a \u00fanica localizada em regi\u00f5es tropicais, que s\u00e3o regi\u00f5es estrat\u00e9gicas do ponto de vista de balan\u00e7o de carbono e hidrologia global\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cO ATTO \u00e9 um grande grupo integrado de pesquisadores e o mais importante \u00e9 que estamos fazendo tudo no mesmo lugar. H\u00e1 um interc\u00e2mbio grande entre os pesquisadores, n\u00e3o s\u00f3 de conhecimento, mas de dados, an\u00e1lises e tamb\u00e9m de metodologia de pesquisa\u201d, disse Susan Trumbore, pesquisadora do Instituto Max Planck e coordenadora do lado alem\u00e3o do projeto.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 que cada projeto de pesquisa tenha um equil\u00edbrio entre brasileiros e alem\u00e3es. \u201cFuturamente, pretendemos abrir a pesquisa para cientistas de outras nacionalidades\u201d, disse Trumbore.<\/p>\n<p>Na reserva s\u00e3o feitas pesquisas em fisiologia da vegeta\u00e7\u00e3o, meteorologia, hidrologia, vegeta\u00e7\u00e3o, gases do efeito estufa, entre muitas outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 essencial a colabora\u00e7\u00e3o entre os pesquisadores. Por exemplo, digamos que estudamos aeross\u00f3is e notamos que um g\u00e1s espec\u00edfico est\u00e1 com concentra\u00e7\u00e3o alterada. A primeira provid\u00eancia \u00e9 contatar os colegas que est\u00e3o medindo essa part\u00edcula. Depois, analisamos dados de sat\u00e9lites, de vento e de grande escala da vegeta\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante estar conectado com diferentes \u00e1reas, pois a floresta \u00e9 um sistema din\u00e2mico complexo\u201d, disse Stefan Wolff, pesquisador do Instituto Max Planck de Qu\u00edmica.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\"><\/div>\n<p>Um exemplo de colabora\u00e7\u00e3o entre pesquisadores est\u00e1 no experimento supervisionado por Fernanda da Luz, que acabou de defender mestrado no Inpa. Ela integra a equipe de um estudo sobre a influ\u00eancia da diversidade vegetal e do solo na composi\u00e7\u00e3o molecular da mat\u00e9ria org\u00e2nica dissolvida no solo. O experimento faz parte do projeto de doutorado de um pesquisador do Instituto Max Planck de Biogeoqu\u00edmica.<\/p>\n<p>De 15 em 15 dias, Luz coleta amostras de \u00e1gua para an\u00e1lise do carbono org\u00e2nico. As an\u00e1lises das amostras s\u00e3o realizadas no laborat\u00f3rio de hidrologia do Inpa.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZbMyUDnDSe8\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p><b>Amaz\u00f4nia como um todo<\/b><\/p>\n<p>Trumbore explica que para entender a complexidade da intera\u00e7\u00e3o da floresta com a atmosfera \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m fazer pesquisas de solo e da vegeta\u00e7\u00e3o. \u201cParticularmente, a minha pesquisa n\u00e3o usa a torre. Ela envolve fazer buracos no solo em vez de subir na plataforma\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para ela, o mais positivo do projeto como um todo \u00e9 tentar entender processos complexos. \u201cAo mesmo tempo que medimos os fluxos atmosf\u00e9ricos, precisamos entender o porqu\u00ea. Por isso estudamos solo, \u00e1rvores, folhas, a rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica de liquens e muitos outros aspectos. Eu fico com a parte dos porqu\u00eas. A reserva cient\u00edfica tamb\u00e9m serve de apoio para pesquisas de vegeta\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>O metano, g\u00e1s importante para o efeito estufa, \u00e9 emitido pelo solo e em \u00e1reas inundadas. \u201cNo n\u00edvel global a bacia amaz\u00f4nica \u00e9 uma fonte global de metano. Queremos saber como isso vai se alterar com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o aquecimento global\u201d, disse Trumbore.<\/p>\n<p>Artaxo destaca que a torre ATTO tem que funcionar a m\u00e9dio e longo prazo para fazer diagn\u00f3sticos precisos do que est\u00e1 ocorrendo com o ecossistema amaz\u00f4nico.<\/p>\n<p>\u201cEle est\u00e1 perdendo carbono para a atmosfera? Est\u00e1 absorvendo? A chuva est\u00e1 diminuindo ou aumentando? S\u00e3o quest\u00f5es fundamentais tanto para responder quest\u00f5es relacionadas ao Acordo de Paris, do qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio, quanto quest\u00f5es para que possamos fazer um diagn\u00f3stico preciso e o mais cedo poss\u00edvel do estado atual do funcionamento do ecossistema amaz\u00f4nico\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para fazer ci\u00eancia na Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de enfrentar longos desafios log\u00edsticos, tamb\u00e9m \u00e9 preciso subir<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":98872,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/torre.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Para fazer ci\u00eancia na Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de enfrentar longos desafios log\u00edsticos, tamb\u00e9m \u00e9 preciso subir","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98871"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=98871"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98871\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/98872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=98871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=98871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=98871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}