{"id":9807,"date":"2014-11-04T11:18:31","date_gmt":"2014-11-04T11:18:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=9807"},"modified":"2014-11-04T11:18:31","modified_gmt":"2014-11-04T11:18:31","slug":"conheca-o-cientista-que-quer-revolucionar-a-forma-como-tratamos-o-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-o-cientista-que-quer-revolucionar-a-forma-como-tratamos-o-cancer\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o cientista que quer revolucionar a forma como tratamos o c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-9808\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>N<\/span>os anos 1970, pesquisadores sovi\u00e9ticos descobriram uma bact\u00e9ria na tundra siberiana que lhes chamou a aten\u00e7\u00e3o: ela produz um composto que, na \u00e9poca, eles acreditavam ser eficaz no tratamento contra o c\u00e2ncer. No entanto, testes de laborat\u00f3rio revelaram que a subst\u00e2ncia causava insufici\u00eancia card\u00edaca, o que levou ao abandono dos estudos. Recentemente, Barbara Geratana, pesquisadora da Universidade de Maryland, descobriu que ao remover uma mol\u00e9cula de oxig\u00eanio do composto, n\u00e3o apenas os efeitos colaterais s\u00e3o neutralizados, como tamb\u00e9m a droga, chamada de 9DS, se torna ainda mais poderosa contra as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas, impedidas de se multiplicarem. Bem neste momento cr\u00edtico ela se desligou da institui\u00e7\u00e3o e teve que largar a pesquisa \u2013 mas o bioqu\u00edmico Isaac Yonemoto est\u00e1 disposto a fazer o que for preciso para levar o projeto adiante.<\/p>\n<div class=\"olho componente_materia expandido\" style=\"text-align: center;\"><em><strong>\u201cN\u00f3s acreditamos que os produtos farmac\u00eauticos podem ser desenvolvidos sem patentes, o que resultaria em uma assist\u00eancia m\u00e9dica melhor e mais barata para todos\u201d<\/strong><\/em><\/div>\n<p>Ele decidiu que abra\u00e7aria a causa de uma maneira diferente, aproveitando para promover uma l\u00f3gica inteiramente nova de se encarar a forma como os rem\u00e9dios s\u00e3o desenvolvidos atualmente. Para arrecadar a verba necess\u00e1ria aos primeiros testes do 9DS em ratos, foi criado o <a href=\"http:\/\/pledge.indysci.org\/liberate-pharmaceuticals\">Projeto Marilyn<\/a>, uma campanha de financiamento coletivo que quer descobrir se os medicamentos, assim como os softwares, tamb\u00e9m podem seguir a filosofia <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/C%C3%B3digo_aberto\">open source<\/a>. A iniciativa \u00e9 a primeira a ser promovida pela plataforma <a href=\"http:\/\/www.indysci.org\/\">indysci.org<\/a>, uma esp\u00e9cie de Kickstarter idealizado por Yonemoto para concretizar projetos cient\u00edficos socialmente ben\u00e9ficos de forma mais independente do modelo industrial-comercial. \u201cN\u00f3s acreditamos que os produtos farmac\u00eauticos podem ser desenvolvidos sem patentes, o que resultaria em uma assist\u00eancia m\u00e9dica melhor e mais barata para todos\u201d, diz o site da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0queles que duvidam do potencial de um sistema livre de patentes para tratamentos m\u00e9dicos, os pesquisadores citam o caso da eficaz vacina contra a poliomielite, que foi descoberta por Albert Sabin e Jonas Salk. Em 1952, ao ser questionado sobre quem detinha os direitos da vacina, Salk respondeu categoricamente: \u201ceu diria que o povo, n\u00e3o existe patente. Voc\u00ea poderia patentear o sol?\u201d. Seguindo por esta mesma linha de pensamento, Yonemoto utilizar\u00e1 boa parte dos US$ 58 mil arrecadados para testar nos pr\u00f3ximos seis meses se o 9DS \u00e9 realmente t\u00e3o eficaz quanto sua equipe acredita para tratar melanoma, c\u00e2ncer de rim e um tipo de c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p>Se o plano correr conforme o programado, o pesquisador estima que dentro de cinco a dez anos deva chegar ao mercado uma droga antic\u00e2ncer similar \u00e0s que existem hoje, que custam milhares de reais. A diferen\u00e7a \u00e9 que, al\u00e9m de ser sensivelmente mais barato, o medicamento open source poder\u00e1 contar com o apoio da comunidade cient\u00edfica durante todo o seu desenvolvimento, o que n\u00e3o acontece dentro das companhias farmac\u00eauticas. \u201cSe forem bem sucedidas, voc\u00ea ouve falar do que fizeram, mas o que voc\u00ea n\u00e3o escuta \u00e9 sobre as falhas\u201d, diz Yonemoto. \u201cMesmo quando h\u00e1 sucesso, frequentemente n\u00e3o se escuta sobre os detalhes \u2013 existe muito conhecimento perdido. Ao abra\u00e7ar estrat\u00e9gias e filosofias mais open source, \u00e9 poss\u00edvel evitar que as pessoas cometam o mesmo erro mais de uma vez\u201d, explica.<\/p>\n<p>O pesquisador destacou tamb\u00e9m a relativa perda do monop\u00f3lio das farmac\u00eauticas, sobretudo de dez anos para c\u00e1. Antes, a ind\u00fastria controlava todo o processo de desenvolvimento das pesquisas, mas cada vez mais a biotecnologia est\u00e1 aderindo ao modelo das startups, financiadas por capital de risco. \u201cUma companhia farmac\u00eautica compra a startup de biotecnologia e transforma suas pesquisas em novas drogas. Basicamente, est\u00e1 virando uma esp\u00e9cie de jogo de loteria para os investidores de risco, que afasta das grandes empresas toda a parte arriscada e a concentra em players menores, que acabam sendo adquiridos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Confira Yonemoto falando sobre seu projeto (legendas em ingl\u00eas):<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/NLPMmp4Ka6g?feature=player_embedded\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos anos 1970, pesquisadores sovi\u00e9ticos descobriram uma bact\u00e9ria na tundra siberiana que lhes chamou a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9808,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/combate_cancer.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nos anos 1970, pesquisadores sovi\u00e9ticos descobriram uma bact\u00e9ria na tundra siberiana que lhes chamou a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9807"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9807"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9807\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9808"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}