{"id":97802,"date":"2018-12-22T21:15:37","date_gmt":"2018-12-23T00:15:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=97802"},"modified":"2018-12-22T21:14:11","modified_gmt":"2018-12-23T00:14:11","slug":"comecou-a-guerra-para-salvar-os-oceanos-do-plastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/comecou-a-guerra-para-salvar-os-oceanos-do-plastico\/","title":{"rendered":"Come\u00e7ou a &#8216;guerra&#8217; para salvar os oceanos do pl\u00e1stico"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BBRfZgC.img?h=756&amp;w=1119&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"Gaivotas buscam comida em meio ao lixo em Uzai, sul de Beirute, em 19 de julho de 2018\" width=\"640\" height=\"433\" \/><\/p>\n<p>As imagens de tartarugas asfixiadas com sacolas, cachalotes com copos descart\u00e1veis no est\u00f4mago e praias inundadas de res\u00edduos levaram o mundo a reagir e atacar a raiz do problema da presen\u00e7a maci\u00e7a de pl\u00e1stico no meio marinho.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. O problema do pl\u00e1stico est\u00e1 na moda. (&#8230;) Come\u00e7amos a encar\u00e1-lo&#8221;, afirma George Leonard, diretor cient\u00edfico da ONG Ocean Conservancy.<\/p>\n<p>E &#8220;estamos otimistas de que poderemos resolv\u00ea-lo&#8221;, afirma Leonard, especialista em ecologia marinha.<\/p>\n<p>Nas redes sociais, proliferam imagens de grandes extens\u00f5es de pl\u00e1stico flutuante e de baleias que ficam presas em redes de pesca abandonadas.<\/p>\n<p>E a hist\u00f3ria de um cachalote encontrado morto com seis quilos de pl\u00e1stico no est\u00f4mago, incluindo 115 copos, em novembro, em uma praia indon\u00e9sia, corre o risco de se repetir.<\/p>\n<p>Todos os anos, s\u00e3o lan\u00e7adas nos oceanos oito milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico, segundo um estudo da revista Science.<\/p>\n<p>Um dado que leva em conta &#8220;apenas o que vem da terra&#8221;, comenta Fran\u00e7ois Galgani, pesquisador do Ifremer (Instituto Franc\u00eas de Pesquisa para a Explora\u00e7\u00e3o do Mar), estimando que se deve somar dois milh\u00f5es de toneladas procedentes de navios, sobretudo, redes de pesca.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, &#8220;mais de 700 esp\u00e9cies est\u00e3o afetadas&#8221;, sendo algumas delas &#8220;especialmente sens\u00edveis, como as tartarugas que confundem as sacolas de pl\u00e1stico com as medusas&#8221; que comem, prossegue.<\/p>\n<p>&#8211; Benef\u00edcios para a ind\u00fastria &#8211;<\/p>\n<p>Para responder a esta amea\u00e7a, aos poucos, os pa\u00edses est\u00e3o come\u00e7ando a proibir as sacolas de pl\u00e1stico &#8211; das quais s\u00e3o consumidas cinco bilh\u00f5es de unidades por ano -, assim como canudos e cotonetes.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia, por exemplo, quer proibir alguns pl\u00e1sticos de uso \u00fanico a partir de 2021. Uma boa not\u00edcia, segundo Galgani, dado que estes representam &#8220;entre 30% e 40% dos res\u00edduos jogados no oceano&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Todo mundo est\u00e1 agindo pela boa causa, inclusive a ind\u00fastria, favor\u00e1vel \u00e0 reciclagem, porque \u00e9 uma fonte consequente de rendimentos&#8221;, disse o ocean\u00f3grafo.<\/p>\n<p>Mas, segundo um estudo da revista Science Advances, das 8,3 bilh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico produzidas entre 1950 e 2015, 6,3 bilh\u00f5es de toneladas se tornaram res\u00edduos muito pouco biodegrad\u00e1veis. E, destes, apenas 9% foram reciclados.<\/p>\n<p>Para Mirjam Kopp, do Greenpeace, a reciclagem, que &#8220;responsabiliza os consumidores&#8221;, n\u00e3o \u00e9 suficiente: &#8220;\u00c9 preciso atacar a origem do problema. (&#8230;) Devemos mudar esta cultura de usar e jogar fora&#8221; e &#8220;come\u00e7ar a reduzir a produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico de uso \u00fanico&#8221;.<\/p>\n<p><span class=\"storyimage fullwidth inlineimage\" data-aop=\"image\"><span class=\"image\" data-attrib=\"Fornecido por AFP\" data-caption=\"Centro de reciclagem de garrafas de pl\u00e1stico La Sylvia, em Barva, na prov\u00edncia de Heredia, na Costa Rica, em 20 de junho de 2018\" data-id=\"84\" data-m=\"{&quot;i&quot;:84,&quot;p&quot;:82,&quot;n&quot;:&quot;openModal&quot;,&quot;t&quot;:&quot;articleImages&quot;,&quot;o&quot;:2}\"><img loading=\"lazy\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BBRg5aU.img?h=701&amp;w=1119&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"Centro de reciclagem de garrafas de pl\u00e1stico La Sylvia, em Barva, na prov\u00edncia de Heredia, na Costa Rica, em 20 de junho de 2018\" width=\"640\" height=\"401\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;80&quot;,&quot;h&quot;:&quot;50&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BBRg5aU.img?h=701&amp;w=1119&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;dpi&quot;:1.4,&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;39&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BBRg5aU.img?h=549&amp;w=874&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;39&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BBRg5aU.img?h=549&amp;w=874&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;}}\" \/><\/span><span class=\"caption truncate\"><span class=\"attribution\">\u00a9 Fornecido por AFP<\/span>\u00a0Centro de reciclagem de garrafas de pl\u00e1stico La Sylvia, em Barva, na prov\u00edncia de Heredia, na Costa Rica, em 20 de junho de 2018<\/span><\/span><\/p>\n<p>&#8220;Precisamos parar de tratar o pl\u00e1stico como algo que se pode simplesmente jogar fora depois de usar e v\u00ea-lo como um material com um valor verdadeiro&#8221;, disse Petter Malvik, respons\u00e1vel da campanha da ONU &#8220;Clean Seas&#8221;.<\/p>\n<p>Cerca de 60 pa\u00edses se uniram a esta campanha lan\u00e7ada em 2017 para lutar contra os pl\u00e1sticos n\u00e3o reutiliz\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8211; Limpar? &#8211;<\/p>\n<p>Leonard cita outros problemas como as redes &#8220;fantasmas&#8221;, &#8220;perdidas de forma intencional, ou n\u00e3o&#8221;, que continuam &#8220;pescando&#8221; durante meses.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 limpeza dos oceanos, embora seja uma aventura digna de admira\u00e7\u00e3o, \u00e9 um esfor\u00e7o in\u00fatil, segundo alguns especialistas.<\/p>\n<p>Galgani tamb\u00e9m descarta como solu\u00e7\u00e3o o desenvolvimento de enzimas que comem o pl\u00e1stico, dado que sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 cara demais.<\/p>\n<p>Alguns cientistas duvidam, al\u00e9m disso, da efic\u00e1cia do gigantesco dispositivo flutuante testado pela funda\u00e7\u00e3o Ocean Cleanup, que pretende eliminar metade dos res\u00edduos do Pac\u00edfico em cinco anos.<\/p>\n<p>Esta zona, conhecida como &#8220;continente de pl\u00e1stico&#8221;, corresponde a uma concentra\u00e7\u00e3o anormal de res\u00edduos: 80.000 toneladas em uma superf\u00edcie equivalente a tr\u00eas vezes o tamanho da Fran\u00e7a, de acordo com um estudo publicado este ano na Scientific Reports.<\/p>\n<p>Se o objetivo \u00e9 &#8220;limpar os oceanos, a superf\u00edcie n\u00e3o \u00e9 provavelmente o lugar por onde come\u00e7ar&#8221;, indica Leonard.<\/p>\n<p>Segundo os cientistas, as bilh\u00f5es de part\u00edculas de micropl\u00e1sticos, ou de objetos maiores que flutuam, s\u00e3o apenas a ponta do iceberg, dado que quase a totalidade dos res\u00edduos termina no fundo do mar.<\/p>\n<p>Qual \u00e9, portanto, a solu\u00e7\u00e3o para acabar com esta polui\u00e7\u00e3o nefasta para os ecossistemas?<\/p>\n<p>&#8220;A degrada\u00e7\u00e3o&#8221;, responde Galgani. Os pol\u00edmeros acabar\u00e3o &#8220;voltando ao estado de mon\u00f4meros, n\u00e3o t\u00f3xicos&#8221;, mesmo que, para alguns deles, esse processo possa demorar &#8220;s\u00e9culos&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As imagens de tartarugas asfixiadas com sacolas, cachalotes com copos descart\u00e1veis no est\u00f4mago e praias<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As imagens de tartarugas asfixiadas com sacolas, cachalotes com copos descart\u00e1veis no est\u00f4mago e praias","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97802"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97802"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97802\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}