{"id":97729,"date":"2018-12-22T00:00:35","date_gmt":"2018-12-22T03:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=97729"},"modified":"2018-12-21T22:13:32","modified_gmt":"2018-12-22T01:13:32","slug":"ninguem-se-entende-na-reciclagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ninguem-se-entende-na-reciclagem\/","title":{"rendered":"\u201cNingu\u00e9m se entende na reciclagem\u201d"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/sergio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97732\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/sergio.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/sergio.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/sergio-300x167.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Por S\u00e9rgio Adeodato<\/p>\n<p>O Brasil bate recordes sucessivos na reciclagem de latinhas de bebida: 97,3% delas foram recolhidas ap\u00f3s o consumo e voltaram como mat\u00e9ria-prima \u00e0 ind\u00fastria, em 2017, conforme divulgado nesta quarta-feira, dia 5, pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Alum\u00ednio (Abal). \u00c0 frente do Jap\u00e3o, da m\u00e9dia da Europa e dos Estados Unidos, respectivamente, o \u00edndice nacional se deve a fatores como os investimentos na estrutura de reprocessamento pela ind\u00fastria, o trabalho dos catadores (na maioria, informal) e o atrativo pre\u00e7o do material (em torno de R$ 4 o kg).<\/p>\n<p>Somente com a coleta da sucata, R$ 1,1 milh\u00e3o foi injetado diariamente no mercado, em 2017. Os ganhos econ\u00f4micos, ambientais e sociais s\u00e3o relevantes, mas o raio de benef\u00edcios poderia ser mais amplo caso o sucesso da reciclagem da lata se replicasse nos demais materiais, como pl\u00e1stico e vidro. \u201cNo entanto, ningu\u00e9m se entende na implanta\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos, que obriga a log\u00edstica reversa\u201d, lamenta\u00a0<strong>Milton Rego<\/strong>, presidente da Abal.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o integra a Coaliz\u00e3o Embalagens, alian\u00e7a empresarial formada para propor um modelo de recuperar esses res\u00edduos, presentes em um ter\u00e7o do lixo urbano, e cumprir as metas aprovadas junto ao governo. Na primeira fase do acordo setorial, o objetivo de aumentar a reciclagem em 20%, em dois anos, foi alcan\u00e7ado. Mas o futuro \u00e9 incerto. Em entrevista \u00e0\u00a0<strong>P\u00e1gina22<\/strong>, o executivo alerta que mudan\u00e7as de estrat\u00e9gias s\u00e3o necess\u00e1rias para a lei, sancionada h\u00e1 oito anos, ser aplicada na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>As latinhas de bebida demoram no m\u00e1ximo 60 dias entre o consumo e a reutiliza\u00e7\u00e3o como sucata para novas embalagens, que \u00e9 o principal uso, ou tamb\u00e9m autope\u00e7as entre outros materiais. Ap\u00f3s o descarte, o material chega a cooperativas de catadores e centros de coleta mantidos por ind\u00fastrias. Em Pindamonhangaba (SP), Vale do Para\u00edba, polo da reciclagem do alum\u00ednio, a Recicla BR transforma os fardos de sucata em lingotes, encaminhados \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de chapas na Novelis, que neste ano anunciou novos investimentos de R$ 650 milh\u00f5es em sua f\u00e1brica na regi\u00e3o. De l\u00e1, o insumo segue com destino a fabricantes de latas para refrigerante, cerveja e suco, como a americana Ball, localizada em Jacare\u00ed (SP), com capacidade de produzir 7,3 milh\u00f5es de unidades por dia.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o faz muito tempo a economia circular era coisa de quem abra\u00e7ava \u00e1rvores e hoje se integra ao mundo dos neg\u00f3cios\u201d, afirma Rego. Integrada a essa vis\u00e3o, diz ele, a reciclagem precisa vencer barreiras econ\u00f4micas e ser valorizada como diferencial de mercado.<\/p>\n<blockquote><p>Engenheiro mec\u00e2nico, economista e especialista em gest\u00e3o,\u00a0Milton Rego \u00e9 presidente-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Alum\u00ednio (Abal). Foi diretor de Comunica\u00e7\u00e3o Corporativa e de Rela\u00e7\u00f5es Externas da CNH, empresa de bens de capital do Grupo Fiat.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Qual \u00e9 a sua avalia\u00e7\u00e3o sobre a\u00a0Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos?<\/strong><\/p>\n<p>A ideia \u00e9 boa, mas a implementa\u00e7\u00e3o da lei \u00e9 muito ruim. Quanto \u00e0 log\u00edstica reversa de embalagens, quem est\u00e1 dentro do acordo de metas com o governo se encontra em condi\u00e7\u00e3o muito pior em rela\u00e7\u00e3o a quem est\u00e1 fora. H\u00e1 cerca de tr\u00eas anos, quando foi criada uma coaliz\u00e3o empresarial para propor um modelo de reciclagem desses materiais, pensava-se que a uni\u00e3o de esfor\u00e7os seria ben\u00e9fica aos objetivos do acordo formalizado com o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente: aumentar a reciclagem da fra\u00e7\u00e3o seca do res\u00edduo urbano, conscientizar a popula\u00e7\u00e3o e fomentar cooperativas de catadores. Logo que as metas aprovadas em consultas p\u00fablicas entraram em vigor, o Minist\u00e9rio P\u00fablico ingressou em v\u00e1rios estados com a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas contra as empresas da coaliz\u00e3o sob a alega\u00e7\u00e3o de n\u00e3o cumprimento do acordo que estava sendo acompanhado pelo governo federal. Passamos a ser alvo f\u00e1cil de a\u00e7\u00f5es, movidas com base nas mais esdr\u00faxulas teses, pois n\u00e3o fazia sentido questionar na justi\u00e7a milhares de empresas \u201cinvis\u00edveis\u201d que nem sequer assinaram o compromisso.<\/p>\n<blockquote><p>Quem estava na coaliz\u00e3o virou r\u00e9u. Foi assim em S\u00e3o Paulo, Mato Grosso do Sul, Maranh\u00e3o, Rio Grande do Sul, entre outros. Na pr\u00e1tica, quem n\u00e3o tem visibilidade, como o setor de vidro, que n\u00e3o entrou no acordo, est\u00e1 livre das a\u00e7\u00f5es.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A articula\u00e7\u00e3o das empresas acabou como um tiro pela culatra? Como a Abal, representante da embalagem mais reciclada no Brasil, tem se posicionado sobre isso?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos completamente insatisfeitos. Estados e munic\u00edpios est\u00e3o quebrados e olham para a Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos como uma forma de cobrar das empresas coisas que o pr\u00f3prio poder p\u00fablico deveria fazer e n\u00e3o faz, como ter coleta seletiva e acabar com os lix\u00f5es. Eles fazem a seguinte conta: como as empresas vendem \u201cx\u201d toneladas de embalagens e cada tonelada custa \u201cy\u201d reais para reciclar, ent\u00e3o somos respons\u00e1veis por pagar essa quantia.<\/p>\n<p><strong>Qual a solu\u00e7\u00e3o para se ter maior seguran\u00e7a jur\u00eddica?<\/strong><\/p>\n<p>Empoderar o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente para ser o \u00fanico ente de negocia\u00e7\u00e3o. N\u00e3o existe a menor possibilidade de conversar com todas as cidades individualmente. O nosso compromisso \u00e9 com o governo federal, mas a parte jur\u00eddica tem ficado com a esfera estadual e municipal, o que \u00e9 uma loucura, porque n\u00e3o h\u00e1 um interlocutor federativo para se interagir.<\/p>\n<p><strong>Quais os reflexos disso na opera\u00e7\u00e3o da log\u00edstica reversa?<\/strong><\/p>\n<p>Do jeito que est\u00e1, n\u00e3o sei se ser\u00e1 poss\u00edvel a manuten\u00e7\u00e3o do acordo. Houve uma completa invers\u00e3o de valores. As empresas est\u00e3o gastando mais dinheiro para se defender na Justi\u00e7a do que para fazer a reciclagem, o que \u00e9 uma total insensatez. O atual ambiente regulat\u00f3rio d\u00e1 espa\u00e7o para esses questionamentos. Por exemplo, o acordo setorial com o governo federal para embalagens previu na primeira fase concentrar as a\u00e7\u00f5es nas capitais que sediaram a Copa do Mundo. Munic\u00edpios que n\u00e3o receberam jogos entraram com a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas alegando que o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente n\u00e3o poderia exclu\u00ed-los.<\/p>\n<p><strong>Diante desse cen\u00e1rio, o modelo de reciclagem de embalagens precisa se reinventar de que forma?<\/strong><\/p>\n<p>O \u00fanico modelo que existe no Pa\u00eds \u00e9 o estabelecido pela Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos. Mas a implanta\u00e7\u00e3o via Coaliz\u00e3o Embalagens n\u00e3o deu certo. N\u00e3o saberia dizer exatamente qual o melhor sistema, mas a situa\u00e7\u00e3o atual precisa ser modificada.<\/p>\n<blockquote><p>Enquanto n\u00e3o tivermos aterro sanit\u00e1rio e coleta seletiva, obriga\u00e7\u00f5es do Estado, n\u00e3o haver\u00e1 modelo satisfat\u00f3rio de reciclagem. As ind\u00fastrias n\u00e3o v\u00e3o atr\u00e1s das fam\u00edlias e bater na porta de cada casa para pegar os materiais separados.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Em que medida o alto \u00edndice de recupera\u00e7\u00e3o da lata de bebida pode ajudar a expandir a cultura da reciclagem de uma forma geral no Pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>Temos hist\u00f3rico bastante positivo e efetivo na log\u00edstica reversa, indo at\u00e9 a ponta para comprar a sucata no mercado. A ind\u00fastria desenvolveu tecnologias de utilizar a sucata em novos produtos com qualidade, n\u00e3o s\u00f3 para novas latas, como tamb\u00e9m para eletroeletr\u00f4nicos e constru\u00e7\u00e3o civil. Hoje, ind\u00fastrias de autom\u00f3veis, como a Jaguar, t\u00eam metas para uso de alum\u00ednio reciclado. Ao mesmo tempo, formou-se no Brasil uma cultura de reaproveitamento das latinhas, que se tornaram refer\u00eancia em atividades de educa\u00e7\u00e3o nas escolas. Isso tudo formou um caldo onde a reciclagem de lata prosperou. Essa hist\u00f3ria pode ser replicada para outros tipos de embalagem, mas demora. N\u00e3o se faz do dia para noite. A nossa sorte \u00e9 que o alum\u00ednio \u00e9 um material bastante adaptado ao ciclo de reciclagem por ser leve, at\u00f3xico e resistente \u00e0 corros\u00e3o, al\u00e9m de ganhos ambientais e econ\u00f4micos. A redu\u00e7\u00e3o do uso energ\u00e9tico na ind\u00fastria \u00e9 de 95% quando se utiliza sucata em lugar do min\u00e9rio virgem.<\/p>\n<p><strong>Como o setor tem transformado as vantagens ambientais em ganhos de competitividade?<\/strong><\/p>\n<p>De um modo geral, o consumidor brasileiro, que produz em m\u00e9dia 1 kg de lixo por dia, n\u00e3o reconhece os benef\u00edcios ambientais da lata de alum\u00ednio. Ela est\u00e1 amplamente presente no mercado mais por conta de uma vis\u00e3o utilitarista sobre as vantagens no consumo dos produtos, que duram mais tempo quando protegidos por esse material, por exemplo. Temos programas de conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental nas escolas desde o ensino fundamental at\u00e9 as universidades, mas fazemos menos do precisar\u00edamos.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 perspectivas de mudan\u00e7as nesse entendimento?<\/strong><\/p>\n<p>A reciclagem da lata de alum\u00ednio se encaixa bem na vis\u00e3o da economia circular, que preconiza a diminui\u00e7\u00e3o da necessidade de mat\u00e9rias-primas e produtos, mas tamb\u00e9m considera fundamental o reaproveitamento ap\u00f3s a vida \u00fatil. O peso de uma lata de alum\u00ednio hoje, por exemplo, \u00e9 a metade de 20 anos atr\u00e1s. E isso n\u00e3o acontece porque o min\u00e9rio de bauxita est\u00e1 acabando, mas porque a economia est\u00e1 mudando. Estamos trabalhando junto com o governo federal para a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos financeiros de incentivo que reconhe\u00e7am a pegada ambiental dos produtos, o que vai impactar muito as outras embalagens. A precifica\u00e7\u00e3o do res\u00edduo \u00e9 fundamental \u00e0 sociedade, em seu necess\u00e1rio processo de incorporar as externalidades. A reciclagem tem potencial como diferencial de mercado, mas hoje a demanda por alum\u00ednio prim\u00e1rio destinado aos v\u00e1rios produtos \u00e9 maior do que a nossa capacidade de reciclar, no Brasil e no mundo.<\/p>\n<p><strong>Se n\u00e3o h\u00e1 barreiras tecnol\u00f3gicas, qual o principal desafio da lata de alum\u00ednio para expandir benef\u00edcios ambientais e sociais?<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>O desafio \u00e9 tribut\u00e1rio. A sucata deve ser priorizada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mat\u00e9ria-prima virgem e para isso precisamos de uma regula\u00e7\u00e3o federativa, porque a guerra fiscal entre os estados \u00e9 mortal para uma economia mais din\u00e2mica.<\/p><\/blockquote>\n<p>Hoje os materiais recicl\u00e1veis s\u00e3o tributados duplamente, antes e depois de voltar ao processo industrial. Com tributos em cascata, como ocorre hoje, \u00e9 dif\u00edcil se livrar da sucata.<\/p>\n<p><strong>A conjuntura pol\u00edtico-econ\u00f4mica atual \u00e9 favor\u00e1vel a essas mudan\u00e7as?<\/strong><\/p>\n<p>A tend\u00eancia de valorizar a reciclagem existe independentemente de governos. N\u00e3o tem como o mundo continuar mantendo a atual rela\u00e7\u00e3o entre sucata e mat\u00e9ria-prima. O Brasil vive um cen\u00e1rio de d\u00e9ficit nas finan\u00e7as e pensar em desonera\u00e7\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil neste momento. Mas, ao mesmo tempo, as lideran\u00e7as do futuro governo t\u00eam falado em facilitar os neg\u00f3cios e melhorar a efici\u00eancia tribut\u00e1ria, o que poderia ser um caminho. A quest\u00e3o tribut\u00e1ria de hoje \u00e9 muito complexa. De toda forma, a rela\u00e7\u00e3o entre sucata e mat\u00e9ria-prima tem que ser revista, porque trar\u00e1 vantagens ao Brasil no com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por S\u00e9rgio Adeodato O Brasil bate recordes sucessivos na reciclagem de latinhas de bebida: 97,3%<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por S\u00e9rgio Adeodato O Brasil bate recordes sucessivos na reciclagem de latinhas de bebida: 97,3%","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97729"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97729\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}