{"id":97644,"date":"2018-12-20T14:20:44","date_gmt":"2018-12-20T17:20:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=97644"},"modified":"2018-12-20T14:19:28","modified_gmt":"2018-12-20T17:19:28","slug":"colonias-de-formigas-tem-memorias-coletivas-que-duram-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/colonias-de-formigas-tem-memorias-coletivas-que-duram-decadas\/","title":{"rendered":"Col\u00f4nias de formigas t\u00eam mem\u00f3rias coletivas que duram d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-97645\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>U<\/span>ma col\u00f4niade formigas pode prosperar por d\u00e9cadas, mudando seu comportamento a partir de aprendizados que ocorreram em eventos passados, mesmo com a morte das formigas integrantes.\u00a0Em novo artigo, a professora de biologia da Universidade Stanford, Deborah M. Gordon, cita os casos das formigas carpinteiro, que se recordam coletivamente dos locais onde achar comida. J\u00e1 a esp\u00e9cie da formiga prateada, comum no Deserto do Saara, anda pela areia em busca de alimentos, e parece lembrar a dist\u00e2ncia percorrida para chegar at\u00e9 o local.<\/p>\n<div class=\"mh-content-ad\"><\/div>\n<p>Outro caso que chamou a aten\u00e7\u00e3o da pesquisa \u00e9 a col\u00f4nia da esp\u00e9cie\u00a0<em>Formica rufa,\u00a0<\/em>que\u00a0se lembra das trilhas at\u00e9 \u00e0s mesmas \u00e1rvores, ano ap\u00f3s ano, embora nenhuma formiga fa\u00e7a o caminho sozinha. Nas florestas da Europa, elas sobem em \u00e1rvores altas para se alimentarem das excre\u00e7\u00f5es de pulg\u00f5es.\u00a0Cada formiga faz a mesma trilha at\u00e9 a mesma \u00e1rvore. Durante o inverno, elas se amontoam sob a neve. Quando as formigas emergem na primavera, uma mais velha sai ao lado de uma jovem pelo o caminho habitual. A formiga mais velha morre e a mais nova adota a trilha como sua, levando a col\u00f4nia a lembrar do trajeto.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 650px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/2HlbnrjwW6bYaantlnScQNLvDBA=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/12\/18\/wood-ants-3780_960_720.jpg\" alt=\"Col\u00c3\u00b4nia de formica rufa (Foto: Pixabay\/Hans\/Creative Commons)\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">COL\u00d4NIA DE FORMICA RUFA (FOTO: PIXABAY\/HANS\/CREATIVE COMMONS)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O comportamento da col\u00f4nia muda constantemente, e o que acontece em uma dia afeta o seguinte. \u201cConduzi\u00a0uma s\u00e9rie de experimentos de perturba\u00e7\u00e3o. Coloquei palitos de dente ou bloqueei as trilhas para que os formigas tivessem que trabalhar mais ou para criar um dist\u00farbio que elas tentassem repelir\u201d, afirmou Gordon em artigo\u00a0publicado no peri\u00f3dico\u00a0<em>Aeon<\/em>.\u00a0\u201cCada experimento afetou apenas um grupo diretamente, mas a atividade de outros grupos de trabalhadoras mudou, porque elas decidem se s\u00e3o ativas dependendo dos encontros com os oper\u00e1rias de outras tarefas.\u201d<\/p>\n<p>\u201cDepois de apenas alguns dias repetindo o experimento, as col\u00f4nias continuaram a se comportar da mesma forma que quando foram perturbadas, mesmo depois que as perturba\u00e7\u00f5es pararam\u201d, acrescentou Gordon. \u201cAs formigas tinham trocado de tarefas e posi\u00e7\u00f5es na col\u00f4nia e assim os padr\u00f5es levaram um tempo para voltar ao estado anterior. Nenhuma formiga individual lembrava de nada, mas, em certo sentido, a col\u00f4nia lembrava.\u201d\u00a0Em resposta a perturba\u00e7\u00f5es, o comportamento de col\u00f4nias maiores e mais antigas \u00e9 mais est\u00e1vel que o de col\u00f4nias mais jovens.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, as col\u00f4nias vivem de 20 a 30 anos, por causa do tempo de vida da rainha. J\u00e1 as demais formigas vivem no m\u00e1ximo um ano.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 650px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Gqwe2K_-hpBORMoo_e8hgSR6wUE=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/12\/18\/maxresdefault.jpg\" alt=\"Deborah M. Gordon, bi\u00c3\u00b3loga e especialista em formigas (Foto: Reprodu\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\/YouTube\/Stanford SIS User)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">DEBORAH M. GORDON, BI\u00d3LOGA E ESPECIALISTA EM FORMIGAS (FOTO: REPRODU\u00c7\u00c3O\/YOUTUBE\/STANFORD SIS USER)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEm suma, as col\u00f4nias maiores e mais velhas crescem para agir com mais sabedoria do que as menores, embora a antiga n\u00e3o tenha formigas mais velhas e s\u00e1bias\u201d, afirmou Gordon.<\/p>\n<p>De acordo com a bi\u00f3loga, \u00e9 possivel que as col\u00f4nias se lembrem de um dist\u00farbio do passado porque mudou a localiza\u00e7\u00e3o das formigas, levando a novos padr\u00f5es de intera\u00e7\u00e3o, o que pode at\u00e9 refor\u00e7ar o novo comportamento durante a noite, enquanto a col\u00f4nia est\u00e1 inativa.<\/p>\n<p>\u201cMudan\u00e7as no comportamento das col\u00f4nias devido a eventos passados n\u00e3o s\u00e3o a simples soma de mem\u00f3rias de formigas, assim como mudan\u00e7as no que nos lembramos\u201d, comentou Gordon. \u201cEm vez disso, suas mem\u00f3rias s\u00e3o como as de uma col\u00f4nia de formigas: nenhum neur\u00f4nio em particular lembra de nada, embora seu c\u00e9rebro fa\u00e7a isso.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma col\u00f4niade formigas pode prosperar por d\u00e9cadas, mudando seu comportamento a partir de aprendizados que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":97645,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/formigas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma col\u00f4niade formigas pode prosperar por d\u00e9cadas, mudando seu comportamento a partir de aprendizados que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97644"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97644"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97644\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97645"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}