{"id":97126,"date":"2018-12-12T11:00:24","date_gmt":"2018-12-12T14:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=97126"},"modified":"2019-05-30T12:19:40","modified_gmt":"2019-05-30T15:19:40","slug":"fao-aumento-da-contaminacao-do-solo-ameaca-seguranca-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fao-aumento-da-contaminacao-do-solo-ameaca-seguranca-alimentar\/","title":{"rendered":"FAO: aumento da contamina\u00e7\u00e3o do solo amea\u00e7a seguran\u00e7a alimentar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-97127\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00c9 necess\u00e1rio adotar medidas urgentes para abordar a contamina\u00e7\u00e3o do solo e conter as m\u00faltiplas amea\u00e7as que isto representa para a inocuidade e para a seguran\u00e7a alimentar global, destacou na semana passada a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) em celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial do Solo,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fao.org\/news\/story\/es\/item\/1173632\/icode\/\">lembrado em 5 de dezembro<\/a>.<\/p>\n<p>Milhares de produtos qu\u00edmicos \u2013 produzidos comercialmente em grande escala \u2013, res\u00edduos pl\u00e1sticos e eletr\u00f4nicos ou \u00e1guas residuais n\u00e3o tratadas podem se converter em fontes de contamina\u00e7\u00e3o do solo, abrindo espa\u00e7o para que os produtos contaminantes entrem na cadeia alimentar, com graves consequ\u00eancias \u00e0 sa\u00fade e ao bem-estar da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEm torno de 33% de todos os solos est\u00e3o degradados e se deteriorando em ritmo alarmante\u201d, alertou a diretora-geral adjunta da FAO, Maria Helena Semedo, na cerim\u00f4nia do Dia Mundial do Solo, celebrada na sede do organismo da ONU, em Roma.<\/p>\n<p>\u201cO solo atua como um filtro para os contaminantes. Mas quando sua capacidade amortecedora \u00e9 superada, os contaminantes podem chegar ao meio ambiente e \u00e0 cadeia alimentar. Isto prejudica a seguran\u00e7a alimentar ao fazer com que o consumo destes cultivos represente um risco\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cAs atividades humanas s\u00e3o a principal fonte de contamina\u00e7\u00e3o do solo. Est\u00e1 em nossas m\u00e3os adaptar pr\u00e1ticas para uma gest\u00e3o sustent\u00e1vel do solo\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, Semedo fez um pedido para que pa\u00edses \u201caumentem de forma significativa a investimento em solos saud\u00e1veis\u201d, destacando que \u201cmanter solos saud\u00e1veis ajuda a garantir alimentos in\u00f3cuos e nutritivos e \u00e9 essencial para alcan\u00e7ar os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e a Fome Zero\u201d.<\/p>\n<p><strong>Reutilizar, reciclar e reduzir<\/strong><\/p>\n<p>Este ano, o tema do Dia Mundial do Solo \u00e9 \u201cSeja a solu\u00e7\u00e3o para a contamina\u00e7\u00e3o do solo\u201d, e a FAO forneceu uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es sobre como reduzir a contamina\u00e7\u00e3o do solo em n\u00edvel estadual, industrial e particular.<\/p>\n<p>Por exemplo, as cidades em crescimento est\u00e3o produzindo montanhas de lixo, que terminam em aterros sanit\u00e1rios que se introduzem no solo. Deste lixo, 80% poderiam ser reciclados.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que o progresso tecnol\u00f3gico \u00e9 acelerado, os dejetos eletr\u00f4nicos s\u00e3o considerados uma nova amea\u00e7a emergente para os solos. A cada ano, s\u00e3o geradas 50 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos eletr\u00f4nicos. A FAO recomenda doa\u00e7\u00e3o ou reciclagem dos aparelhos velhos.<\/p>\n<p>Embora os produtos agroqu\u00edmicos possam ajudar a satisfazer a crescente demanda mundial de alimentos, eles degradam agroecossistemas e deixam um legado de contamina\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n<p>Quase 60% dos melhores solos agr\u00edcolas em 11 pa\u00edses europeus cont\u00eam res\u00edduos de diversos pesticidas persistentes. Atualmente, metade destes pesticidas s\u00e3o ilegais. A FAO insta governos a promover a gest\u00e3o respons\u00e1vel e sustent\u00e1vel dos produtos qu\u00edmicos usados na agricultura.<\/p>\n<p>Um ter\u00e7o do pl\u00e1stico produzido globalmente termina em nossos solos, com part\u00edculas pl\u00e1sticas que entram na cadeia alimentar e no meio ambiente. S\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas e regulamenta\u00e7\u00f5es ambientais mais r\u00edgidas para evitar o uso excessivo de produtos qu\u00edmicos por parte da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, todos podem ajudar a resolver o problema, simplesmente levado uma garrafa e uma bolsa de supermercado reutiliz\u00e1veis e comprando produtos com embalagens reduzidas ou recicladas.<\/p>\n<p><strong>Impacto econ\u00f4mico da perda do solo no Malau\u00ed: um novo estudo<\/strong><\/p>\n<p>A FAO apresentou na semana passada os principais resultados de sua primeira avalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do impacto da eros\u00e3o e da perda de nutrientes do solo.<\/p>\n<p>O estudo foi feito em um projeto-piloto no Malau\u00ed \u2013 financiado pela iniciativa de Pobreza e Meio Ambiente, realizada pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela ONU Meio Ambiente. O estudo permite uma maior compreens\u00e3o dos danos econ\u00f4micos causados pela perda do solo.<\/p>\n<p>Segundo a avalia\u00e7\u00e3o, um aumento de 25% na perda do solo no Malau\u00ed resultaria na redu\u00e7\u00e3o do PIB em 0,64%, o que equivale a cerca de 40 milh\u00f5es de d\u00f3lares ao ano.<\/p>\n<p>\u201cA degrada\u00e7\u00e3o do solo tem altos custos econ\u00f4micos devido \u00e0 perda da sa\u00fade do solo e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos rendimentos agr\u00edcolas\u201d, afirmou Semedo. \u201cOs contaminantes podem permanecer no solo durante d\u00e9cadas, o que faz com que a remo\u00e7\u00e3o seja extremamente custosa. A preven\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o do solo deve ser uma prioridade em todo o mundo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ganhador do Pr\u00eamio Mundial do Solo<\/strong><\/p>\n<p>Durante cerim\u00f4nia na semana passada, foi entregue o Pr\u00eamio Mundial do Solo \u201cGlinka\u201d 2018 ao professor Rattan Lal, presidente da Uni\u00e3o Internacional de Ci\u00eancias do Solo (IUSS) por sua destacada contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 gest\u00e3o sustent\u00e1vel do solo.<\/p>\n<p>Lal foi inclu\u00eddo na lista dos cientistas mais influentes do mundo em 2012. Seu trabalho cient\u00edfico contribuiu de forma not\u00e1vel \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o do carbono org\u00e2nico do solo e ao aprimoramento de sua estrutura e tamb\u00e9m desempenhou um papel importante para levar ci\u00eancia \u00e0 pol\u00edtica e \u00e0 tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n<p>O Pr\u00eamio Mundial do Solo \u201cGlinka\u201d \u2013 que leva o nome do cientista pioneiro russo Konstantin D. Glinka \u2013 foi criado pela Alian\u00e7a Mundial para o Solo com apoio da R\u00fassia em 2016 e honra pessoas e organiza\u00e7\u00f5es cujas lideran\u00e7as e atividades contribu\u00edram na promo\u00e7\u00e3o de gest\u00e3o sustent\u00e1vel do solo e na prote\u00e7\u00e3o de seus recursos.<\/p>\n<p>Este ano, a R\u00fassia aprovou uma contribui\u00e7\u00e3o financeira de 2 milh\u00f5es de d\u00f3lares para apoiar atividades da Alian\u00e7a Mundial para o Solo em sua segunda fase (2018-2020).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi entregue o primeiro Pr\u00eamio do Dia Mundial do Solo \u00e0 Practical Action Bangladesh pela organiza\u00e7\u00e3o da maior celebra\u00e7\u00e3o do Dia Mundial do solo em 2017.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 necess\u00e1rio adotar medidas urgentes para abordar a contamina\u00e7\u00e3o do solo e conter as m\u00faltiplas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":97127,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/solo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"sabrina","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/sabrina\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c9 necess\u00e1rio adotar medidas urgentes para abordar a contamina\u00e7\u00e3o do solo e conter as m\u00faltiplas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97126"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97126"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97126\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97127"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}