{"id":96854,"date":"2018-12-07T14:00:27","date_gmt":"2018-12-07T17:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=96854"},"modified":"2018-12-05T21:02:43","modified_gmt":"2018-12-06T00:02:43","slug":"manejo-integrado-de-pragas-poderia-economizar-r4-bilhoes-na-producao-nacional-de-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/manejo-integrado-de-pragas-poderia-economizar-r4-bilhoes-na-producao-nacional-de-soja\/","title":{"rendered":"Manejo Integrado de Pragas poderia economizar R$4 bilh\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o nacional de soja"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-96855\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Estudo realizado no sul de Mato Grosso do Sul demonstrou que controlar percevejos e lagartas da soja seguindo as orienta\u00e7\u00f5es do Manejo Integrado de Pragas (MIP) aumenta a margem de lucro do produtor ao promover uma economia de pouco mais de R$ 125,00 por hectare. A pesquisa estimou ainda que se a pr\u00e1tica fosse adotada em todas as lavouras de soja do Brasil &#8211; uma \u00e1rea de aproximadamente 33.228.400 hectares &#8211; poderia gerar um benef\u00edcio econ\u00f4mico da ordem de R$ 4 bilh\u00f5es, devido \u00e0 economia com inseticidas e gastos com a aplica\u00e7\u00e3o dos produtos.<\/p>\n<p>O entomologista Cr\u00e9bio Jos\u00e9 \u00c1vila, pesquisador da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/agropecuaria-oeste\" target=\"_blank\">Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste<\/a>\u00a0(MS), explica que apesar da efici\u00eancia do MIP-Soja na redu\u00e7\u00e3o do uso de inseticidas nas lavouras, especialmente na \u00faltima d\u00e9cada, tem-se observado um retrocesso nos programas de manejo de pragas da soja. \u201cEm alguns casos, houve um abandono dessa estrat\u00e9gia, que exige muita presen\u00e7a e aten\u00e7\u00e3o do produtor nos diversos est\u00e1dios das lavouras, o que fez com que houvesse um aumento excessivo de aplica\u00e7\u00f5es de inseticidas nas planta\u00e7\u00f5es, com consequ\u00eancias indesej\u00e1veis do ponto de vista econ\u00f4mico, ecol\u00f3gico e ambiental\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo o cientista, o uso do MIP pode contribuir indiretamente com melhorias na qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o, pois o emprego de estrat\u00e9gias limpas de manejo como o controle biol\u00f3gico natural no agroecossistema reduz a exposi\u00e7\u00e3o ambiental aos qu\u00edmicos, uma vez que menos produtos s\u00e3o pulverizados anualmente. O pesquisador afirma que a pr\u00e1tica contribui para a sustentabilidade social, econ\u00f4mica e ambiental.<\/p>\n<h3><strong>Economia de mais de R$ 300 mi s\u00f3 no MS<\/strong><\/h3>\n<p>A pesquisa realizou o monitoramento e o manejo integrado dos insetos-praga e de seus inimigos naturais nas lavouras do estudo, ao longo de duas safras consecutivas: em 2014\/2015, no munic\u00edpio de Caarap\u00f3; e na safra 2015\/2016, em Dourados, ambos em Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>Em Caarap\u00f3, o trabalho foi conduzido em uma \u00e1rea de aproximadamente 70 hectares, enquanto em Dourados a \u00e1rea foi de 25 hectares. Duas \u00e1reas comparativas tamb\u00e9m serviram como refer\u00eancia para a pesquisa, ambas manejadas segundo as orienta\u00e7\u00f5es do produtor, sem nenhuma interfer\u00eancia da equipe do MIP.<\/p>\n<p>A pesquisa contou com apoio financeiro da Funda\u00e7\u00e3o de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ci\u00eancia e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (<a href=\"http:\/\/www.fundect.ms.gov.br\/\" target=\"_blank\">Fundect<\/a>), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (<a href=\"http:\/\/www.cnpq.br\/\" target=\"_blank\">CNPq<\/a>), sendo o MIP conduzido pela bolsista do Programa de Desenvolvimento Cient\u00edfico Nacional (DCR), Viviane Santos, atualmente professora do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (<a href=\"http:\/\/www.ifms.edu.br\/campi\/campus-dourados\" target=\"_blank\">IFMS\/Campus Dourados<\/a>).<\/p>\n<p>Santos explica que a an\u00e1lise do custo das aplica\u00e7\u00f5es de inseticidas para o controle de lagartas e de percevejos, nos dois ambientes de controle de pragas, comprovou que na \u00e1rea do MIP conduzida em Dourados na safra 2015\/2016, houve uma economia de R$ 125,58 por hectare. \u201cNa \u00e1rea estudada, se o produtor tivesse seguido as orienta\u00e7\u00f5es do MIP em todos os 360 hectares de soja de sua propriedade, ele teria uma economia total de cerca de R$ 45 mil. Extrapolando-se esse valor de redu\u00e7\u00e3o de custo para todo o estado de Mato Grosso do Sul, que na safra 2015\/2016 teve uma \u00e1rea cultivada com soja de 2.430.000 hectares, o benef\u00edcio econ\u00f4mico seria de mais de R$ 300 milh\u00f5es\u201d, estima Viviane Santos.<\/p>\n<h3><strong>Menos risco ambiental<\/strong><\/h3>\n<p>O uso do MIP extrapola os resultados econ\u00f4micos e contribui para o controle biol\u00f3gico natural no agroecossistema, bem como reduz o risco de contamina\u00e7\u00e3o ambiental, uma vez que menos produtos s\u00e3o pulverizados no ambiente. Por\u00e9m, o sucesso desse tipo de manejo exige dedica\u00e7\u00e3o, acompanhamento e presen\u00e7a do agricultor na lavoura. Sua ado\u00e7\u00e3o deve ter in\u00edcio antes mesmo da instala\u00e7\u00e3o da cultura, por meio da realiza\u00e7\u00e3o de monitoramento do grupo de pragas presentes na \u00e1rea a ser manejada para o plantio.<\/p>\n<p>\u201cA ado\u00e7\u00e3o e o manejo devem ser realizados conforme as recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas da Comiss\u00e3o de Pesquisa de Soja da Regi\u00e3o Central do Brasil visando garantir um controle efetivo de pragas em todos os est\u00e1dios da cultura\u201d, recomenda \u00c1vila. \u201cO ponto central do MIP consiste em monitorar a base da popula\u00e7\u00e3o de pragas amostradas e que se encontram presentes nos est\u00e1dios da lavoura, observando-se os n\u00edveis de a\u00e7\u00e3o preconizados pela pesquisa. Por isso, a realiza\u00e7\u00e3o de pulveriza\u00e7\u00f5es programadas de inseticidas com base em calend\u00e1rios deve ser evitada\u201d, salienta o pesquisador.<\/p>\n<p>\u00c1vila explica ainda que entre as tecnologias sugeridas pelo MIP, destacam-se a observa\u00e7\u00e3o de pontos simples, tais como: os n\u00edveis de a\u00e7\u00e3o estabelecidos pela pesquisa, especialmente em rela\u00e7\u00e3o a lagartas e os percevejos; os m\u00e9todos efetivos de amostragens e de monitoramento das pragas e de inimigos naturais; o controle biol\u00f3gico natural e aplicado na cultura; e a disponibilidade de produtos qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos seletivos para serem aplicados quando for realmente necess\u00e1rio. Ele acrescenta ainda que o MIP-Soja tamb\u00e9m preconiza o cultivo das plantas transg\u00eanicas Bt que expressam prote\u00ednas que afetam insetos desfolhadores, como lagartas da soja e a falsa-medideira.<\/p>\n<h3><strong>Controle biol\u00f3gico<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cNesse estudo observamos a presen\u00e7a de diversos inimigos naturais, como as aranhas, especialmente na \u00e1rea em que se conduziu o MIP. Elas s\u00e3o muito importantes para as lavouras de soja, pois s\u00e3o predadoras naturais que se alimentam de insetos-praga\u201d, explica Santos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, na \u00e1rea do MIP, em compara\u00e7\u00e3o com a \u00e1rea do produtor, observou-se tamb\u00e9m maior incid\u00eancia do fungo\u00a0<em>Nomureae rileyi\u00a0<\/em>durante o in\u00edcio do m\u00eas de fevereiro. \u201cEsse, tamb\u00e9m inimigo natural, \u00e9 um fungo que ataca as lagartas da soja e a falsa-medideira, causando uma doen\u00e7a nesses insetos desfolhadores. Sua presen\u00e7a nas lavouras \u00e9 muito importante, pois ajuda a combater pragas\u201d, acrescenta \u00c1vila.<\/p>\n<h3><strong>Experi\u00eancia e dedica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>O produtor rural de Dourados Maicon Andr\u00e9 Zorzo \u00e9 o propriet\u00e1rio da \u00e1rea em que a pesquisa com o MIP foi conduzida na safra 2015\/2016. Filho de agricultor e criado na lida do campo, ele conta que desde crian\u00e7a j\u00e1 ouvia falar sobre MIP e, por isso, acredita que esse tipo de manejo \u00e9 uma estrat\u00e9gia que possibilita a redu\u00e7\u00e3o do custo de produ\u00e7\u00e3o, contribui com a sustentabilidade e permite o uso de insumos de forma racional.<\/p>\n<p>\u201cO produto qu\u00edmico tem um custo elevado e todas as vezes que for poss\u00edvel evitar seu uso ser\u00e1 \u00f3timo. Dessa forma, preservamos o meio ambiente e temos um n\u00edvel menor de interfer\u00eancia. Esses produtos, se forem tecnicamente bem posicionados e utilizados somente quando houver de fato uma necessidade, n\u00e3o geram transtornos \u00e0 natureza\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s, produtores, percebemos que temos alguns paradigmas que ainda precisam ser quebrados. No meu caso, eu continuei fazendo o manejo do meu jeito, e observei que, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s lagartas, eu poderia ter economizado muito com insumos. A frequ\u00eancia e a maneira como se faz o monitoramento semanal das lavouras permite que as aplica\u00e7\u00f5es sejam feitas somente quando for necess\u00e1rio, n\u00e3o de forma preventiva ou por uma quest\u00e3o de conveni\u00eancia operacional\u201d, destaca Zorzo.<\/p>\n<p>Ele destaca que participar do trabalho de pesquisa foi uma experi\u00eancia muito \u00fatil, que enriqueceu seus conhecimentos e possibilitou a ado\u00e7\u00e3o correta do MIP em suas propriedades. \u201cNo final da hist\u00f3ria, foram menos aplica\u00e7\u00f5es, menos custo e a produtividade foi id\u00eantica. Creio que o com o MIP \u00e9 poss\u00edvel fazer o controle de pragas de forma segura e sem preju\u00edzos. Por\u00e9m, o m\u00e9todo exige dedica\u00e7\u00e3o e monitoramento\u201d, relata<\/p>\n<h3><strong>O que \u00e9 MIP<\/strong><\/h3>\n<p>O Manejo Integrado de Pragas (MIP) \u00e9 uma pr\u00e1tica agr\u00edcola que envolve o ambiente e a popula\u00e7\u00e3o da praga. O pesquisador da Embrapa Cr\u00e9bio Jos\u00e9 \u00c1vila explica que o MIP utiliza diversas t\u00e9cnicas apropriadas ao manejo das lavouras com a finalidade de manter a popula\u00e7\u00e3o da praga em n\u00edveis abaixo daqueles que poderiam provocar danos econ\u00f4micos. \u201cO ponto central do MIP n\u00e3o \u00e9 eliminar completamente os insetos-praga das lavouras, e sim realizar monitoramentos utilizando metodologia e frequ\u00eancia adequadas, com o objetivo de controlar os insetos-praga corretamente e no momento certo, evitando o desperd\u00edcio ou excesso no uso de inseticidas nas lavouras\u201d, esclarece \u00c1vila.<\/p>\n<p>As pesquisas com MIP-Soja tiveram in\u00edcio no Brasil nos anos 1970, por meio de parceria envolvendo diferentes institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, como a Embrapa, e de extens\u00e3o rural. Na \u00e9poca, estudos estabeleceram os n\u00edveis de dano para as principais pragas desfolhadoras e sugadoras na cultura da soja e recomendaram o uso de inseticidas apenas quando fosse necess\u00e1rio, ou seja, quando as popula\u00e7\u00f5es das pragas estivessem iguais ou acima do n\u00edvel de controle. Esses estudos foram aprimorados ao longo dos anos 1980, quando foi desenvolvido o controle biol\u00f3gico da lagarta da soja com o uso do\u00a0<em>Baculovirus anticarsia<\/em>. Nos anos 1990, uma nova t\u00e1tica de manejo foi tamb\u00e9m inclu\u00edda no MIP: o controle biol\u00f3gico dos percevejos fit\u00f3fagos por meio do uso de parasitoides de ovos. Todas essas estrat\u00e9gias reduziram em mais de 50% o uso de inseticidas nas lavouras, sem quebra no rendimento de gr\u00e3os da cultura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo realizado no sul de Mato Grosso do Sul demonstrou que controlar percevejos e lagartas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":96855,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/praga.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo realizado no sul de Mato Grosso do Sul demonstrou que controlar percevejos e lagartas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96854"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96854\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}