{"id":9676,"date":"2014-11-01T18:46:11","date_gmt":"2014-11-01T18:46:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=9676"},"modified":"2014-11-01T18:47:12","modified_gmt":"2014-11-01T18:47:12","slug":"centenas-de-especies-estrangeiras-de-plantas-animais-e-microrganismos-chegaram-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/centenas-de-especies-estrangeiras-de-plantas-animais-e-microrganismos-chegaram-ao-brasil\/","title":{"rendered":"Centenas de esp\u00e9cies estrangeiras de plantas, animais e microrganismos chegaram ao Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-9677\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Uma das vedetes agr\u00edcolas\u00a0do Brasil, a soja dever\u00e1\u00a0bater mais um recorde\u00a0de produ\u00e7\u00e3o em 2014,\u00a0com 90,261 milh\u00f5es de\u00a0toneladas, 10,5% a mais\u00a0do que em 2013. Esse n\u00famero\u00a0ser\u00e1 obtido, basicamente, porque\u00a0os agricultores ampliaram a\u00a0\u00e1rea ocupada pelo gr\u00e3o e aumentaram\u00a0o rendimento m\u00e9dio da\u00a0cultura. Mas os resultados poderiam\u00a0ser ainda melhores se o fungo\u00a0Phakopsora pachyrhizi estivesse\u00a0longe das planta\u00e7\u00f5es. A esp\u00e9cie\u00a0causa a ferrugem da soja, doen\u00e7a\u00a0origin\u00e1ria da \u00c1sia que, desde\u00a02001, j\u00e1 causou mais de US$ 20\u00a0bilh\u00f5es em perdas para o setor, segundo\u00a0a Associa\u00e7\u00e3o de Produtores\u00a0de Soja e Milho de Mato Grosso\u00a0(Aprosoja). O Departamento de Sanidade Vegetal do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) suspeita que esse parasita, capaz de contaminar at\u00e9 70% de uma planta\u00e7\u00e3o, tenha chegado ao Brasil por correntes de ar, em 2001.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"active alignnone\" style=\"display: inline;\" src=\"http:\/\/revistaplaneta.terra.com.br\/media\/images\/large\/2014\/10\/21\/img-357923-invasores-alienigenas.jpg\" alt=\"O agressivo javali europeu invadiu o Brasil pela fronteira com o Uruguai. Al\u00e9m de ocupar o espa\u00e7o de esp\u00e9cies nativas, ele gera danos \u00e0s lavouras e florestas.\" width=\"640\" height=\"779\" \/><\/p>\n<p><span class=\"caption\" style=\"cursor: pointer; height: 30px;\">O agressivo javali europeu invadiu o Brasil pela fronteira com o Uruguai. Al\u00e9m de ocupar o espa\u00e7o de esp\u00e9cies nativas, ele gera danos \u00e0s lavouras e florestas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O fungo que atormenta os\u00a0produtores de soja e o Mapa \u00e9\u00a0apenas uma das mais de 540 esp\u00e9cies\u00a0ex\u00f3ticas invasoras registradas\u00a0atualmente no pa\u00eds. A lista engloba\u00a0animais, plantas e microrganismos\u00a0que t\u00eam proliferado por\u00a0aqui e representam preju\u00edzos para\u00a0a fauna, a fl ora e a economia do\u00a0pa\u00eds. \u201cQuando introduzidas em\u00a0um novo ambiente, essas esp\u00e9cies\u00a0se reproduzem e se disseminam\u00a0a ponto de domin\u00e1-lo\u201d, afi rma a\u00a0engenheira florestal S\u00edlvia Ziller,\u00a0presidente do Instituto H\u00f3rus de Desenvolvimento e Conserva\u00e7\u00e3o Ambiental. Com isso, os invasores expulsam esp\u00e9cies nativas, cuja sobreviv\u00eancia fica amea\u00e7ada, e alteram o \u00a0funcionamento dos ecossistemas.<\/p>\n<p>A biodiversidade e a agricultura\u00a0s\u00e3o as \u00e1reas mais prejudicadas,\u00a0mas a sa\u00fade humana tamb\u00e9m\u00a0\u00e9 afetada pelos invasores.\u00a0Uma das formas da meningite, a\u00a0eosinof\u00edlica, \u00e9 causada pelo verme\u00a0Angiostrongylus cantonesis, cujo\u00a0hospedeiro natural \u00e9 o caramujo\u00a0gigante africano (Achatina fulica).\u00a0Esse molusco terrestre, que atinge\u00a015 cent\u00edmetros de comprimento\u00a0por 8 de largura e pode pesar mais\u00a0de 200 gramas, foi trazido para o\u00a0Paran\u00e1 nos anos 1980, afi rma a\u00a0bi\u00f3loga Silvana \u001e iengo, do Instituto\u00a0Oswaldo Cruz. A ideia seria\u00a0cri\u00e1-lo como op\u00e7\u00e3o gastron\u00f4mica\u00a0ao escargot. Como o plano\u00a0fracassou, os exemplares remanescentes\u00a0foram soltos na natureza,\u00a0dando in\u00edcio ao desastre. Sem nenhum\u00a0predador natural, o bicho se multiplicou de tal forma que hoje existe em quase todo o Brasil. Al\u00e9m de transmitir vermes, ele ataca planta\u00e7\u00f5es e ocupa o espa\u00e7o de moluscos nativos Outro invasor que preocupa muito os servi\u00e7os de sa\u00fade \u00e9 o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doen\u00e7as como a dengue e a febre amarela. Origin\u00e1rio da \u00c1frica, ele est\u00e1 presente hoje em praticamente todo o mundo, sobretudo nas regi\u00f5es tropicais e subtropicais. O Brasil desses organismos por pessoas ou ve\u00edculos. \u00c9 comum, por exemplo, a migra\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies pela \u00e1gua de lastro, que garante estabilidade aos navios. Eles a captam no porto de origem e despejam-na ao chegar ao seu destino. A globaliza\u00e7\u00e3o e o consequente aumento no com\u00e9rcio internacional t\u00eam aumentado as propor\u00e7\u00f5es do problema.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"active alignleft\" style=\"display: inline;\" src=\"http:\/\/revistaplaneta.terra.com.br\/media\/images\/large\/2014\/10\/21\/img-357924-invasores-alienigenas.jpg\" alt=\"Clandestino inc\u00f4modo Pequeno molusco de \u00e1gua doce asi\u00e1tico, o mexilh\u00e3o-dourado chegou ao Brasil em 1998, por meio do despejo da \u00e1gua de lastro de um navio argentino no Lago Gua\u00edba, no Rio Grande do Sul. \u00c9 muito adapt\u00e1vel e reproduz-se com muita facilidade, tomando o lugar dos moluscos nativos e amea\u00e7ando a fauna e a flora aqu\u00e1ticas locais. Ele se prende \u00e0s paredes internas de tubula\u00e7\u00f5es de usinas hidrel\u00e9tricas e de sistemas de abastecimento, prejudicando seu funcionamento por dificultar a passagem da \u00e1gua. A erradica\u00e7\u00e3o desse animal \u00e9 considerada invi\u00e1vel, mas sua expans\u00e3o pode ser controlada.  \" width=\"406\" height=\"400\" \/>No Brasil, o caso mais not\u00e1vel\u00a0nesse sentido \u00e9 o do mexilh\u00e3odourado\u00a0(Limnoperna fortunei),\u00a0oriundo do Sul da \u00c1sia, que chegou\u00a0ao Lago Gua\u00edba (RS) no fi m\u00a0da d\u00e9cada de 1990, por meio do\u00a0despejo da \u00e1gua de lastro de um\u00a0navio mercante argentino. Com\u00a0quatro cent\u00edmetros de tamanho,\u00a0facilidade para aderir a qualquer\u00a0superf\u00edcie submersa e adaptar-se\u00a0a novos ambientes, esse molusco\u00a0j\u00e1 se espalhou por rios, lagos e reservat\u00f3rios\u00a0da regi\u00e3o Sul, de S\u00e3o Paulo e do Centro-Oeste. O estrago que causa \u00e9 consider\u00e1vel: ele desloca esp\u00e9cies nativas das \u00e1reas onde se instala, entope tubula\u00e7\u00f5es de hidrel\u00e9tricas e de \u00e1gua pot\u00e1vel, afeta a cadeia alimentar e pode causar contamina\u00e7\u00e3o. Essa capacidade destrutiva fez do mexilh\u00e3o-dourado o alvo de uma for\u00e7a-tarefa criada pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA) em 2003 unicamente para combat\u00ea-lo. Sem muito a apresentar, o grupo se desfez em 2005 \u2013 e o molusco continuou a avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>\u201cEm termos de esp\u00e9cies marinhas, a navega\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal causa\u00a0de sua introdu\u00e7\u00e3o em todo o mundo, atrav\u00e9s das \u00e1guas de lastro\u201d, explica\u00a0\u00e0 PLANETA o ocean\u00f3grafo Hugo Gallo, do Aqu\u00e1rio de Ubatuba (SP). \u201cEm seguida v\u00eam a maricultura (o cultivo de organismos marinhos para alimenta\u00e7\u00e3o e outros produtos em \u00e1gua salgada) e as correntes marinhas, que podem estar se alterando por quest\u00f5es relacionadas ao aquecimento global e \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A forma mais comum de invas\u00f5es\u00a0de esp\u00e9cies est\u00e1 ligada a atividades\u00a0econ\u00f4micas do homem,\u00a0como pesca ornamental, florestamento\u00a0(\u00e9 o caso dos p\u00ednus P. elliottii\u00a0e P. taeda, trazidos dos Estados\u00a0Unidos) e com\u00e9rcio de animais de estima\u00e7\u00e3o. Em geral, as esp\u00e9cies ex\u00f3ticas se adaptam bem ao novo ambiente e fogem do controle humano. Um exemplo cl\u00e1ssico disso no Brasil \u00e9 o das abelhas africanas A bi\u00f3loga Michele Dechoum, especialista em esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras do Instituto H\u00f3rus de Desenvolvimento e Conserva\u00e7\u00e3o Ambiental, ressalta que a conjun\u00e7\u00e3o entre as altera\u00e7\u00f5es do clima e a globaliza\u00e7\u00e3o amplia o potencial das invas\u00f5es. \u201cCom as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, os invasores se proliferam muito mais rapidamente. Grandes eventos catastr\u00f3fi cos t\u00eam trazido maior degrada\u00e7\u00e3o para ecossistemas naturais. Os dois fatores trazem uma sinergia\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"active\" style=\"display: inline;\" src=\"http:\/\/revistaplaneta.terra.com.br\/media\/images\/large\/2014\/10\/21\/img-357929-invasores-alienigenas.jpg\" alt=\"Caixa de Pandora A abelha africana (Apis mellifera scutellata) foi introduzida no Brasil em 1956 por resistir melhor ao calor e \u00e0s doen\u00e7as e produzir mais mel e pr\u00f3polis do que as esp\u00e9cies europeias instaladas aqui no  s\u00e9culo XIX. Ela \u00e9 tamb\u00e9m mais agressiva e tende a enxamear mais do que as europeias, mas esses  detalhes n\u00e3o mereceram aten\u00e7\u00e3o na \u00e9poca. Em 1958, por\u00e9m, 26 enxames desses insetos fugiram da  col\u00f4nia onde estavam, em Rio Claro (SP), e misturaram-se \u00e0 natureza. Foi o ponto de partida para uma invas\u00e3o que se estende do norte da Argentina aos Estados Unidos, aonde o inseto chegou no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990. Ali, sua agressividade fez v\u00edtimas e rendeu-lhe o apelido de killer bee  (abelha assassina). Atualmente, 90% das abelhas brasileiras resultam do cruzamento das esp\u00e9cies africana e europeias.  \" width=\"640\" height=\"440\" \/><\/p>\n<p><span class=\"title\">Invasores alien\u00edgenas<\/span> <span class=\"caption\" style=\"cursor: pointer; height: 120px;\">Caixa de Pandora A abelha africana (Apis mellifera scutellata) foi introduzida no Brasil em 1956 por resistir melhor ao calor e \u00e0s doen\u00e7as e produzir mais mel e pr\u00f3polis do que as esp\u00e9cies europeias instaladas aqui no s\u00e9culo XIX. Ela \u00e9 tamb\u00e9m mais agressiva e tende a enxamear mais do que as europeias, mas esses detalhes n\u00e3o mereceram aten\u00e7\u00e3o na \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Luta desigual<\/strong><\/p>\n<p>Combater as esp\u00e9cies invasoras \u00e9 uma tarefa indigesta. No Brasil, os principais esfor\u00e7os v\u00eam de ONGs como o Instituto H\u00f3rus e \u001e e Nature Conservancy (TNC) e do MMA, que desde 2001 tem desenvolvido v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es nesse setor, dedicadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o das introdu\u00e7\u00f5es, \u00e0 detec\u00e7\u00e3o precoce e ao monitoramento, controle e erradica\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>As iniciativas abrangem a revis\u00e3o e o desenvolvimento\u00a0de normas associadas \u00e0 mat\u00e9ria, a\u00a0elabora\u00e7\u00e3o de invent\u00e1rios das esp\u00e9cies ex\u00f3ticas\u00a0registradas nos ecossistemas do pa\u00eds, a discuss\u00e3o\u00a0relativa \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de uma lista ofi cial de esp\u00e9cies\u00a0ex\u00f3ticas invasoras em \u00e2mbito nacional e o\u00a0est\u00edmulo \u00e0 abertura de linhas de financiamento\u00a0no Fundo Nacional de Meio Ambiente.<\/p>\n<p>Um dos destaques na \u00e1rea foi a elabora\u00e7\u00e3o da\u00a0Estrat\u00e9gia Nacional sobre Esp\u00e9cies Ex\u00f3ticas Invasoras,\u00a0aprovada em 2009, que inclui elementos\u00a0de preven\u00e7\u00e3o, controle, pol\u00edticas e instrumentos\u00a0legais, conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica, capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, pesquisa e fi nanciamento, a serem desenvolvidos e\/ou apoiados pelo MMA ou por entidades vinculadas a ele, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"active\" style=\"display: inline;\" src=\"http:\/\/revistaplaneta.terra.com.br\/media\/images\/large\/2014\/10\/21\/img-357928-invasores-alienigenas.jpg\" alt=\"Praga agr\u00edcola O fungo Phakopsora pachyrhizi \u00e9 o respons\u00e1vel pela ferrugem da soja (tamb\u00e9m chamada de ferrugem asi\u00e1tica, por ter sido relatada pela primeira vez no Jap\u00e3o, em 1902), doen\u00e7a presente na maioria dos pa\u00edses que cultivam a planta. No Brasil, onde chegou em 2001, ele infesta plantios no Rio Grande do Sul e em outros estados, causando o desfolhamento precoce. Temperaturas m\u00e9dias abaixo de 280 C e folhas \u00famidas por mais de dez horas favorecem a infec\u00e7\u00e3o, assim como altitudes acima de 700 metros. O \u00fanico controle conhecido contra o fungo \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas.\" width=\"640\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p><span class=\"caption\" style=\"cursor: pointer; height: 90px;\">Praga agr\u00edcola O fungo Phakopsora pachyrhizi \u00e9 o respons\u00e1vel pela ferrugem da soja (tamb\u00e9m chamada de ferrugem asi\u00e1tica, por ter sido relatada pela primeira vez no Jap\u00e3o, em 1902), doen\u00e7a presente na maioria dos pa\u00edses que cultivam a planta. No Brasil, onde chegou em 2001, ele infesta plantios no Rio Grande do Sul e em outros estados, causando o desfolhamento precoce. Temperaturas m\u00e9dias abaixo de 280 C e folhas \u00famidas por mais de dez horas favorecem a infec\u00e7\u00e3o, assim como altitudes acima de 700 metros. O \u00fanico controle conhecido contra o fungo \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de fungicidas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por uma resolu\u00e7\u00e3o aprovada em 2013 pela Comiss\u00e3o\u00a0Nacional de Biodiversidade (Conabio), a Estrat\u00e9gia\u00a0dever\u00e1 estar totalmente implantada at\u00e9 2020,\u00a0\u201ccom participa\u00e7\u00e3o e comprometimento dos estados e\u00a0com a formula\u00e7\u00e3o de uma Pol\u00edtica Nacional, garantindo\u00a0o diagn\u00f3stico continuado e atualizado das esp\u00e9cies\u00a0e a efetividade dos Planos de A\u00e7\u00e3o de Preven\u00e7\u00e3o,\u00a0Conten\u00e7\u00e3o e Controle\u201d, informa o texto.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o do Mapa para frear a prolifera\u00e7\u00e3o de invasores\u00a0acontece sobretudo em termos de comunica\u00e7\u00e3o,\u00a0afirma Lu\u00eds Eduardo Rangel, diretor de Departamento\u00a0de Sanidade Vegetal do minist\u00e9rio. \u201cTentamos\u00a0convencer os produtores dos riscos sobre os processos\u00a0formais de importa\u00e7\u00e3o de materiais vegetais com uso\u00a0da quarentena em casos de pesquisa ou da execu\u00e7\u00e3o\u00a0de processos de an\u00e1lise de risco\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, h\u00e1 um esfor\u00e7o no envolvimento dos\u00a0respons\u00e1veis t\u00e9cnicos das propriedades rurais nas quest\u00f5es\u00a0de certifi ca\u00e7\u00e3o e alertas fi tossanit\u00e1rios para integra\u00e7\u00e3o\u00a0das esferas p\u00fablica e privada, e ainda estadual\u00a0e federal, no monitoramento da ocorr\u00eancia e vigil\u00e2ncia\u00a0agropecu\u00e1ria.\u201d As grandes dimens\u00f5es do Brasil e o\u00a0modo de atua\u00e7\u00e3o das pragas est\u00e3o entre os principais\u00a0desafi os enfrentados nessa \u00e1rea, ressalta Rangel.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Michele Dechoum,\u00a0alguns \u00f3rg\u00e3os estaduais\u00a0t\u00eam feito um monitoramento\u00a0e uma preven\u00e7\u00e3o mais efi cazes de\u00a0esp\u00e9cies invasoras em suas unidades\u00a0de conserva\u00e7\u00e3o. Ela lista como\u00a0exemplos Santa Catarina, Paran\u00e1,\u00a0Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro,\u00a0S\u00e3o Paulo e Pernambuco.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga recomenda priorizar\u00a0mais a preven\u00e7\u00e3o do que o controle.\u00a0\u201cO ideal \u00e9 trabalhar com an\u00e1lise\u00a0de risco\u201d, observa. \u201cVoc\u00ea avalia a\u00a0chance de a esp\u00e9cie se tornar invasora.\u00a0No caso de invas\u00e3o biol\u00f3gica,\u00a0a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma mais barata e efetiva. Os custos de preven\u00e7\u00e3o s\u00e3o m\u00ednimos comparados aos custos de controle, que chegam a 5% da economia global\u201d, afi rma. Enquanto o problema n\u00e3o atrair esses investimentos, por\u00e9m, os riscos estar\u00e3o longe de dar sinais de tr\u00e9gua.<\/p>\n<p>Veja o infogr\u00e1fico <strong><a href=\"http:\/\/revistaplaneta.terra.com.br\/media\/images\/original\/2014\/10\/22\/img-357938-invasores-alienigenas.jpg\">AQUI\u00a0<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das vedetes agr\u00edcolas\u00a0do Brasil, a soja dever\u00e1\u00a0bater mais um recorde\u00a0de produ\u00e7\u00e3o em 2014,\u00a0com 90,261<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9677,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/caramujo_gigante.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma das vedetes agr\u00edcolas\u00a0do Brasil, a soja dever\u00e1\u00a0bater mais um recorde\u00a0de produ\u00e7\u00e3o em 2014,\u00a0com 90,261","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9676"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9676"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9676\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9677"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}