{"id":96740,"date":"2018-12-05T11:00:52","date_gmt":"2018-12-05T14:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=96740"},"modified":"2018-12-04T17:57:06","modified_gmt":"2018-12-04T20:57:06","slug":"observatorios-de-raios-gama-ajudam-a-entender-a-formacao-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/observatorios-de-raios-gama-ajudam-a-entender-a-formacao-do-universo\/","title":{"rendered":"Observat\u00f3rios de raios gama ajudam a entender a forma\u00e7\u00e3o do Universo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-96741\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Apenas uma pequena parcela do Universo \u00e9 formada por mat\u00e9ria conhecida, composta por \u00e1tomos e mol\u00e9culas. Mais de 95% \u00e9 energia escura e mat\u00e9ria escura, sobre as quais pouco se sabe. Mas, a depender de um grupo de cientistas brasileiros e da nova gera\u00e7\u00e3o de instrumentos astron\u00f4micos, esse conhecimento dever\u00e1 aumentar.<\/p>\n<p>\u201cDessa pequena por\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria vis\u00edvel no Universo, a maior parte se encontra em um estado de plasma ou, mais especificamente, \u00e9 composta de g\u00e1s parcialmente ionizado permeado por campos magn\u00e9ticos\u201d, disse\u00a0<b><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/583\/elisabete-maria-de-gouveia-dal-pino\" target=\"_blank\">Elisabete de Gouveia Dal Pino<\/a><\/b>, professora no Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (IAG) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>Dal Pino falou sobre \u201cFen\u00f4menos em plasmas astrof\u00edsicos de alta energia e a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de observat\u00f3rios de raios gama\u201d na\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/week2018\/newyork\" target=\"_blank\">FAPESP Week New York<\/a><\/b>, realizada em conjunto com a City University of New York (CUNY) e o Wilson Center de 26 a 28 de outubro no Graduate Center da CUNY.<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos anos, avan\u00e7os importantes nesse campo t\u00eam sido obtidos tanto a partir de estudos multidimensionais magneto-hidrodin\u00e2micos, como por observa\u00e7\u00f5es com detectores de raios gama de energia ultraelevada localizados no espa\u00e7o e na superf\u00edcie terrestre\u201d, disse.<\/p>\n<p>M\u00e9todos magneto-hidrodin\u00e2micos constituem uma ferramenta poderosa para o estudo de fluidos condutores, como no caso dos plasmas.<\/p>\n<p>A pesquisadora abordou progressos recentes na investiga\u00e7\u00e3o de plasmas e de fen\u00f4menos de alta energia em sistemas astrof\u00edsicos por meio de computa\u00e7\u00e3o de alta performance. Os estudos focam, por exemplo, processos f\u00edsicos, como acelera\u00e7\u00e3o de part\u00edculas e radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00e9rmica no entorno de fontes de buracos negros.<\/p>\n<p>Dal Pino coordena um projeto\u00a0<b><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/1443\" target=\"_blank\">apoiado pela FAPESP<\/a><\/b>\u00a0que tem permitido avan\u00e7ar o conhecimento sobre plasmas astrof\u00edsicos. Um dos destaques da pesquisa vem sendo o estudo da acelera\u00e7\u00e3o de raios c\u00f3smicos em regi\u00f5es de reconex\u00e3o magn\u00e9tica (<i>leia mais em:\u00a0<\/i><b><a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/16720\/\"><i>http:\/\/agencia.fapesp.br\/16720\/<\/i><\/a><\/b>).<\/p>\n<p>No Departamento de Astronomia do IAG-USP, o grupo de Dal Pino estuda din\u00e2mica de g\u00e1s e fen\u00f4menos de alta energia em uma ampla variedade de sistemas astrof\u00edsicos, do Sol a aglomerados de gal\u00e1xias, empregando principalmente m\u00e9todos magneto-hidrodin\u00e2micos.<\/p>\n<p>\u201cEm nossos estudos, utilizamos algoritmos num\u00e9ricos sofisticados para realizar simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas multidimensionais de fontes astrof\u00edsicas e meios difusos envolvendo computa\u00e7\u00e3o de alto desempenho, como, por exemplo, de discos de acre\u00e7\u00e3o e jatos supers\u00f4nicos de buracos negros, incluindo microquasares, n\u00facleos de gal\u00e1xias ativas e surtos de raios gama, e tamb\u00e9m\u00a0 de objetos estelares jovens\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cInvestigamos tamb\u00e9m a acelera\u00e7\u00e3o e propaga\u00e7\u00e3o de raios c\u00f3smicos, ventos estelares e gal\u00e1cticos, o papel da turbul\u00eancia e de campos magn\u00e9ticos na forma\u00e7\u00e3o de estrelas, a origem de campos magn\u00e9ticos c\u00f3smicos e a astrof\u00edsica de raios gama\u201d, disse Dal Pino, que integra o comit\u00ea de Astrof\u00edsica de Altas Energias da Uni\u00e3o Internacional de F\u00edsica Pura e Aplicada.<\/p>\n<p>Os raios gama s\u00e3o radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica de alt\u00edssima frequ\u00eancia produzidos por part\u00edculas relativ\u00edsticas (raios c\u00f3smicos) interagindo com campos magn\u00e9ticos, f\u00f3tons de mais baixa frequ\u00eancia, ou part\u00edculas de menor energia do g\u00e1s. Esse tipo de radia\u00e7\u00e3o muito energ\u00e9tica \u00e9, em geral, produzido em processos astrof\u00edsicos de grande viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Para ampliar o conhecimento sobre a radia\u00e7\u00e3o gama, est\u00e1 em andamento a constru\u00e7\u00e3o do Cherenkov Telescope Array (CTA), que ser\u00e1 o maior observat\u00f3rio de raios gama do mundo, com um conjunto de 120 telesc\u00f3pios do tipo Cherenkov \u2013 capazes de detectar a radia\u00e7\u00e3o Cherenkov produzida quando um raio gama vindo do espa\u00e7o incide na atmosfera da Terra cascateando em pares de el\u00e9trons e p\u00f3sitrons. O CTA ser\u00e1 10 vezes mais sens\u00edvel do que os melhores detectores de raios gama atuais nas faixas de energias de TeV (10<sup>15<\/sup>\u00a0eV) ou centenas de TeV.<\/p>\n<p>\u201cO CTA permitir\u00e1 conhecer de forma in\u00e9dita o Universo n\u00e3o t\u00e9rmico e de alta energia, com contribui\u00e7\u00f5es importantes para a Cosmologia, em particular sobre a origem da mat\u00e9ria escura, a Astrof\u00edsica, a Astropart\u00edcula e fen\u00f4menos de plasma\u201d, disse Dal Pino.<\/p>\n<p>A FAPESP apoia a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores brasileiros no projeto por meio do Projeto Tem\u00e1tico\u00a0<b>\u201c<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/87270\" target=\"_blank\">Investiga\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos de altas energias e plasmas astrof\u00edsicos: Teoria, Simula\u00e7\u00f5es Num\u00e9ricas, Observa\u00e7\u00f5es e Desenvolvimento de Instrumenta\u00e7\u00e3o para o Cherenkov Telescope Array (CTA)<\/a>\u201d<\/b>, coordenado por Dal Pino.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, estamos envolvidos diretamente, em parceria com institui\u00e7\u00f5es da It\u00e1lia e da \u00c1frica do Sul, na constru\u00e7\u00e3o do ASTRI. Trata-se de um conjunto de nove telesc\u00f3pios Cherenkov com espelhos de 4,3 metros de di\u00e2metro que ser\u00e1 o precursor do CTA\u201d, disse Dal Pino.<\/p>\n<p>O grupo de Dal Pino no IAG-USP \u00e9 respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas dos nove telesc\u00f3pios do ASTRI.<\/p>\n<p>Leia mais sobre o CTA em:\u00a0<b><a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/25497\/\">agencia.fapesp.br\/25497<\/a><\/b>.<\/p>\n<p>Assista o programa Ci\u00eancia Aberta sobre a origem do Universo, com Elisabete de Gouveia Dal Pino, Jo\u00e3o Steiner e Carola Dobrigkeit Chinellato, em:\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/ciencia-aberta\/origem-do-universo-em-debate-no-programa-ciencia-aberta\/14\" target=\"_blank\">www.fapesp.br\/ciencia-aberta\/origem-do-universo-em-debate-no-programa-ciencia-aberta\/14<\/a><\/b>.<\/p>\n<p>Saiba mais sobre a FAPESP Week New York em:\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/week2018\/newyork\" target=\"_blank\">www.fapesp.br\/week2018\/newyork<\/a><\/b>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas uma pequena parcela do Universo \u00e9 formada por mat\u00e9ria conhecida, composta por \u00e1tomos e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":96741,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/raios_gama.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Apenas uma pequena parcela do Universo \u00e9 formada por mat\u00e9ria conhecida, composta por \u00e1tomos e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96740"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96740"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96740\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96741"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}