{"id":96601,"date":"2018-12-02T11:22:07","date_gmt":"2018-12-02T14:22:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=96601"},"modified":"2018-12-02T11:20:55","modified_gmt":"2018-12-02T14:20:55","slug":"energia-limpa-custos-sociais-e-ambientais-de-hidreletricas-sao-subestimados-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/energia-limpa-custos-sociais-e-ambientais-de-hidreletricas-sao-subestimados-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Energia limpa? Custos sociais e ambientais de hidrel\u00e9tricas s\u00e3o subestimados, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/6359722215_b699d8f344_o-800x445.jpg\" alt=\"Andr\u00c3\u00a9 Solnik\/ Flickr Creative Commons\" width=\"640\" height=\"356\" \/>Pesquisadores da\u00a0Universidade de Michigan afirmam que os impactos socioambientais e os preju\u00edzos econ\u00f4micos causados \u00e0s popula\u00e7\u00f5es afetadas n\u00e3o\u00a0s\u00e3o inclu\u00eddos no custo total dos projetos. Al\u00e9m disso, os empreendimentos\u00a0ignoram os cen\u00e1rios de mudan\u00e7a clim\u00e1tica que preveem a diminui\u00e7\u00e3o da oferta de \u00e1gua<\/em><\/p>\n<p>Por Elton Alisson, da\u00a0<em>Ag\u00eancia Fapesp<\/em><\/p>\n<p>Enquanto os pa\u00edses mais desenvolvidos t\u00eam diminu\u00eddo nas \u00faltimas d\u00e9cadas a constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas, na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento come\u00e7aram a construir no mesmo per\u00edodo barragens ainda maiores. \u00c9 o caso do Brasil.<\/p>\n<p>Impactos ambientais \u2013 como o desmatamento e a perda da biodiversidade \u2013 e sociais \u2013 como o deslocamento de milhares de pessoas e os preju\u00edzos econ\u00f4micos causados a elas \u2013 n\u00e3o t\u00eam sido levados em conta e inclu\u00eddos no custo total desses projetos. Al\u00e9m disso, esses empreendimentos t\u00eam ignorado os cen\u00e1rios de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que preveem a diminui\u00e7\u00e3o da oferta de \u00e1gua e, consequentemente, da gera\u00e7\u00e3o de energia hidroel\u00e9trica.<\/p>\n<p>O alerta foi feito por pesquisadores da Michigan State University, nos Estados Unidos, em artigo publicado em 5 de novembro na revista\u00a0<i>Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America<\/i>\u00a0(PNAS).<\/p>\n<p>O primeiro autor do estudo \u00e9\u00a0<b><a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/professor-visitante-da-unicamp-e-nomeado-para-conselho-da-national-science-foundation\/24152\/\" target=\"_blank\">Emilio Moran<\/a><\/b>, professor visitante da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O pesquisador coordena um projeto,\u00a0<b><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/82785\/processos-sociais-e-ambientais-que-acompanham-a-construcao-da-hidroeletrica-de-belo-monte-altamira\/\" target=\"_blank\">apoiado pela Fapesp<\/a><\/b>\u00a0na modalidade S\u00e3o Paulo Excellence Chair (<b><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/286\/sao-paulo-excellence-chair-spec\" target=\"_blank\">SPEC<\/a><\/b>), em que estuda os impactos sociais e ambientais da constru\u00e7\u00e3o da usina hidrel\u00e9trica de Belo Monte, pr\u00f3xima \u00e0 cidade de Altamira, no Par\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cArgumentamos que se continuar a constru\u00e7\u00e3o de grandes hidrel\u00e9tricas nos pa\u00edses em desenvolvimento, precisaremos fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do custo real dessas obras que inclua os impactos ambientais e sociais gerados por elas\u201d, disse Moran \u00e0\u00a0<em>Ag\u00eancia Fapesp<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cQuando uma grande barragem \u00e9 constru\u00edda, o rio a jusante [dire\u00e7\u00e3o em que correm as \u00e1guas de uma corrente fluvial] perde grande parte de esp\u00e9cies de peixes que s\u00e3o importantes para a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha. Aquelas comunidades ter\u00e3o que conviver com a diminui\u00e7\u00e3o de sua atividade de pesca ao longo de 15 ou 20 anos, por exemplo, e esses preju\u00edzos econ\u00f4micos e sociais n\u00e3o t\u00eam sido incorporados no custo desses projetos\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com os autores do estudo, a energia hidrel\u00e9trica tem sido a principal fonte de energia renov\u00e1vel em todo o mundo, respondendo por at\u00e9 71% da oferta da energia proveniente de recursos naturais a partir de 2016.<\/p>\n<p>Essa capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica foi iniciada na Am\u00e9rica do Norte e na Europa entre 1920 e 1970, quando milhares de barragens foram constru\u00eddas. A partir do fim da d\u00e9cada de 1960, contudo, grandes barragens deixaram de ser constru\u00eddas em na\u00e7\u00f5es desenvolvidas. Algumas das raz\u00f5es foram que os melhores locais para constru\u00e7\u00e3o de represas nessas regi\u00f5es tinham sido ocupados e as crescentes preocupa\u00e7\u00f5es ambientais e sociais tornaram esses projetos invi\u00e1veis.<\/p>\n<p>O resultado disso foi que, hoje, passado seu tempo de vida \u00fatil, mais barragens est\u00e3o sendo removidas do que constru\u00eddas na Am\u00e9rica do Norte e na Europa. S\u00f3 nos Estados Unidos, 546 represas foram removidas entre 2006 e 2014, exemplificam os pesquisadores.<\/p>\n<p>\u201cO custo para remover uma barragem, passada sua vida \u00fatil, \u00e9 alt\u00edssimo, e tamb\u00e9m deve ser levado em conta na avalia\u00e7\u00e3o do custo total de um novo projeto de hidrel\u00e9trica\u201d, apontou Moran.<\/p>\n<p>\u201cSe esse custo de remo\u00e7\u00e3o fosse inclu\u00eddo, muitas barragens n\u00e3o seriam feitas, porque seria muito mais cara a gera\u00e7\u00e3o de energia por quilowatt-hora por uma usina el\u00e9trica com vida \u00fatil estimada entre 30 e 50 anos, como a das que est\u00e3o sendo constru\u00eddas no Brasil\u201d, disse.<\/p>\n<p><b>Impactos locais<\/b><\/p>\n<p>Segundo Moran, as primeiras barragens constru\u00eddas na Am\u00e9rica do Norte e na Europa tinham o objetivo de prover energia para \u00e1reas rurais e possibilitar o funcionamento de sistemas de irriga\u00e7\u00e3o. \u201cEsses projetos tinham um objetivo social\u201d, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 as usinas que est\u00e3o sendo constru\u00eddas ao longo dos rios da Bacia Amaz\u00f4nica, na Am\u00e9rica do Sul, do Congo, na \u00c1frica, e Mekong, no Sudeste Asi\u00e1tico, s\u00e3o voltadas, em grande parte, para fornecer energia para empresas sider\u00fargicas, por exemplo, sem beneficiar as comunidades locais.<\/p>\n<p>O caso mais emblem\u00e1tico \u00e9 o da megausina de Inga, planejada para ser constru\u00edda na hom\u00f4nima maior cachoeira do mundo em volume, no Rio Congo. A barragem, que poderia aumentar em mais de um ter\u00e7o o total da eletricidade atualmente produzida na \u00c1frica, exportar\u00e1 a energia gerada para a \u00c1frica do Sul para atender \u00e0s empresas de minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas afetadas por esses projetos acabam n\u00e3o se beneficiando do acesso ou da diminui\u00e7\u00e3o do custo da energia, por exemplo. No caso da usina de Belo Monte, o linh\u00e3o de transmiss\u00e3o de energia passa por cima das pessoas afetadas e aquela energia vai para as regi\u00f5es Sul e Sudeste\u201d, disse Moran.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, tanto em Belo Monte como em Santo Ant\u00f4nio e Jirau, na Amaz\u00f4nia brasileira, onde tamb\u00e9m foram instaladas barragens recentemente, em vez de diminuir, a conta de energia el\u00e9trica da popula\u00e7\u00e3o no entorno das obras aumentou. E os empregos prometidos aos moradores no in\u00edcio das obras foram ocupados principalmente por pessoas de fora e desapareceram no prazo de cinco anos.<\/p>\n<p>\u201cEm Altamira, antes do in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte, os moradores apoiavam a obra pois pensavam que ela beneficiaria enormemente a cidade. Hoje em dia ningu\u00e9m apoia mais, porque a usina acabou com a tranquilidade da cidade e, em vez de benef\u00edcio, s\u00f3 trouxe problemas para a maioria das pessoas\u201d, disse Moran.<\/p>\n<p>\u201cBelo Monte foi t\u00e3o ca\u00f3tico e afetou t\u00e3o profundamente a vida dos moradores da regi\u00e3o que contribuiu para repensar os projetos de constru\u00e7\u00e3o de grandes barragens na bacia Amaz\u00f4nica\u201d, disse.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos problemas gerados para as comunidades a jusante, as novas usinas em constru\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica e no Sudeste Asi\u00e1tico t\u00eam causado graves impactos ambientais.<\/p>\n<p>Na bacia Amaz\u00f4nica, por exemplo, onde est\u00e1 sendo planejada a constru\u00e7\u00e3o ao longo de seus 6 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados (km2) de 147 barragens \u2013 das quais 65 no Brasil \u2013, a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas tem afetado as popula\u00e7\u00f5es e a din\u00e2mica das cerca de 2,3 mil esp\u00e9cies de peixes encontradas na regi\u00e3o. Ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o de barragens no rio Tocantins houve uma redu\u00e7\u00e3o de 25% no n\u00famero de peixes nesse curso d\u2019\u00e1gua, que des\u00e1gua na foz do rio Amazonas.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o da barragem de Tucuru\u00ed, o pescado diminuiu quase 60% imediatamente ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o da barragem e mais de 100 mil pessoas que vivem no entorno do rio foram afetadas pela perda da pesca, da agricultura de irriga\u00e7\u00e3o por inunda\u00e7\u00f5es e outros recursos naturais, destacam os autores do estudo.<\/p>\n<p>\u201cA maioria das esp\u00e9cies de peixe na bacia Amaz\u00f4nica s\u00e3o end\u00eamicas\u00a0<i>[s\u00f3 ocorrem naquela regi\u00e3o]<\/i>. A perda dessas esp\u00e9cies representa um enorme dano para a biodiversidade mundial\u201d, disse Moran.<\/p>\n<p><b>Impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/b><\/p>\n<p>As barragens que t\u00eam sido constru\u00eddas na bacia Amaz\u00f4nica nos \u00faltimos anos tamb\u00e9m dever\u00e3o ser fortemente impactadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, projetam os pesquisadores.<\/p>\n<p>Estima-se que as barragens de Jirau e de Santo Ant\u00f4nio, no Rio Madeira, conclu\u00eddas nos \u00faltimos cinco anos, produzir\u00e3o apenas uma fra\u00e7\u00e3o dos 3 gigawatts (GW) cada que eram projetadas para gerar em raz\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e da pequena capacidade de armazenamento de seus reservat\u00f3rios a fio d\u2019\u00e1gua \u2013 com menor ac\u00famulo de \u00e1gua.<\/p>\n<p>J\u00e1 a usina de Belo Monte, no Rio Xingu, conclu\u00edda em 2016, tamb\u00e9m produzir\u00e1 4,46 GW dos 11,23 GW que foi constru\u00edda para gerar, mesmo em cen\u00e1rios otimistas, devido \u00e0 variabilidade clim\u00e1tica, a um reservat\u00f3rio relativamente pequeno e a n\u00edveis insuficientes de \u00e1gua, afirmam os pesquisadores.<\/p>\n<p>Para agravar esse cen\u00e1rio, a maioria dos modelos clim\u00e1ticos prev\u00ea maior temperatura e menor precipita\u00e7\u00e3o nas bacias do Xingu, Tapaj\u00f3s e do Madeira.<\/p>\n<p>\u201cDepender s\u00f3 da \u00e1gua como fonte de energia em um futuro em que teremos menos esse recurso natural parece ser uma estrat\u00e9gia pouco confi\u00e1vel\u201d, avaliou Moran.<\/p>\n<p>\u201cPara diminuir sua vulnerabilidade energ\u00e9tica, em um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, o Brasil precisa diversificar sua matriz, que ainda \u00e9 muito dependente do setor hidrel\u00e9trico. \u00c9 preciso que o pa\u00eds aumente os investimentos em outras fontes de energia renov\u00e1vel, como solar, biomassa e e\u00f3lica\u201d, disse.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m ressalvam que, de maneira similar \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, os projetos de constru\u00e7\u00e3o de barragens frequentemente n\u00e3o consideram os efeitos da mudan\u00e7a do uso da terra no potencial de gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica por uma represa.<\/p>\n<p>Outro estudo estimou que na bacia do Xingu, onde est\u00e1 localizada a usina de Belo Monte, a energia gerada estimada poderia cair para abaixo da metade da capacidade instalada da barragem com o desmatamento em torno da bacia. Isso porque o desmatamento pode inibir a chuva e a umidade do solo nas regi\u00f5es tropicais \u00famidas da floresta.<\/p>\n<p>Estima-se que metade da precipita\u00e7\u00e3o na Bacia Amaz\u00f4nica seja devido \u00e0 reciclagem interna de umidade. Dessa forma, o desmatamento pode reduzir as chuvas na regi\u00e3o, independentemente do decl\u00ednio esperado com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, afirmam os pesquisadores.<\/p>\n<p>\u201cA hidroenergia \u00e9 uma entre v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es para evitar apag\u00f5es de energia no Brasil. A solu\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar diversificar as fontes de energia e adotar solu\u00e7\u00f5es inovadoras que possam reduzir os impactos ambientais e sociais das barragens\u201d, disse Moran.<\/p>\n<p>Uma das alternativas tecnol\u00f3gicas \u00e0s usinas hidrel\u00e9tricas em estudo pelos pesquisadores \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o de turbinas em linha, no leito ou submersas nos rios, que dispensam a necessidade de represamento da \u00e1gua.<\/p>\n<p>A tecnologia poderia ser \u00fatil para a gera\u00e7\u00e3o ininterrupta de energia para as comunidades ribeirinhas, a um custo baixo, e manteria a ecologia fluvial e n\u00e3o envolveria o reassentamento de comunidades e outros custos sociais das barragens.<\/p>\n<p>\u201cEssa solu\u00e7\u00e3o poderia ser aplicada no pa\u00eds inteiro onde h\u00e1 rios pequenos, com \u00e1gua com velocidade de mais de um metro por segundo. Al\u00e9m disso, as turbinas tamb\u00e9m poderiam ser instaladas pr\u00f3ximas de barragens para complementar a produ\u00e7\u00e3o de energia e eliminar a necessidade de construir outras usinas\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Sustainable hydropower in the 21st century<\/i>\u00a0(doi: 10.1073\/pnas.1809426115), de Emilio F. Moran, Maria Claudia Lopez, Nathan Moore, Norbert M\u00fcller e David W. Hyndman, pode ser lido na revista\u00a0<i>PNAS<\/i>\u00a0em\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2018\/11\/02\/1809426115\" target=\"_blank\">www.pnas.org\/content\/early\/2018\/11\/02\/1809426115<\/a><\/b>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da\u00a0Universidade de Michigan afirmam que os impactos socioambientais e os preju\u00edzos econ\u00f4micos causados \u00e0s<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da\u00a0Universidade de Michigan afirmam que os impactos socioambientais e os preju\u00edzos econ\u00f4micos causados \u00e0s","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96601"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96601"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96601\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}