{"id":96476,"date":"2018-12-01T12:30:50","date_gmt":"2018-12-01T15:30:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=96476"},"modified":"2018-12-01T00:03:58","modified_gmt":"2018-12-01T03:03:58","slug":"animal-pre-historico-que-chegou-a-conviver-com-humanos-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/animal-pre-historico-que-chegou-a-conviver-com-humanos-na-terra\/","title":{"rendered":"Animal pr\u00e9-hist\u00f3rico que chegou a conviver com humanos na Terra"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-96477\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma esp\u00e9cie de rinoceronte gigante que pode ter sido a origem do mito do unic\u00f3rnio viveu na terra a at\u00e9 pelo menos 39 mil anos atr\u00e1s \u2013 muito mais tempo do que se pensava.<\/p>\n<div class=\"mh-content-ad\"><\/div>\n<p>Conhecido como \u201cunic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria\u201d, o animal tinha um longo chifre no nariz e vivia nas pradarias da Eur\u00e1sia, a massa de terra que engloba os continentes europeu e asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Novas evid\u00eancias mostram que a esp\u00e9cie acabou extinta pois tinha h\u00e1bitos de alimenta\u00e7\u00e3o muito restritos.<\/p>\n<p>Cientistas dizem que saber mais sobre a extin\u00e7\u00e3o pode ajudar a salvar os rinocerontes que ainda existem no planeta.<\/p>\n<p>Rinocerontes est\u00e3o especialmente em perigo pois s\u00e3o muito seletivos em rela\u00e7\u00e3o ao seu habitat, explica Adrian Lister, professor do Museu de Hist\u00f3ria Natural de Londres e um dos autores do estudo.<\/p>\n<p>\u201cQualquer mudan\u00e7a em seu ambiente natural \u00e9 um perigo para eles\u201d, diz Lister \u00e0 BBC News. \u201cE, \u00e9 claro, o que tamb\u00e9m aprendemos com esse registro f\u00f3ssil \u00e9 que uma vez que a esp\u00e9cie vai embora, n\u00e3o h\u00e1 como recuper\u00e1-la.\u201d<\/p>\n<p>Pesando at\u00e9 quatro toneladas, com um enorme chife na cabe\u00e7a, o \u201cunic\u00f3rnio da Sib\u00e9ria\u201d chegou a coexistir com os seres humanos modernos at\u00e9 39 mil anos atr\u00e1s.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/9FB0\/production\/_104508804_elasmothstavropol.jpg\" alt=\"Esqueleto do mam\u00c3\u00adfero no Museu de Stavropol\" width=\"624\" height=\"351\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Esqueleto do mam\u00edfero no Museu de Stavropol<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O que sabemos sobre o rinoceronte ancestral?<\/h2>\n<p>Antes das novas descobertas, acreditava-se que a esp\u00e9cie, cujo nome oficial \u00e9\u00a0<i>Elasmotherium sibericum<\/i>, tinha sido extinta h\u00e1 cerca de 200 mil ou 100 mil anos.<\/p>\n<p>No entanto, uma nova pesquisa com data\u00e7\u00e3o de carbono de 23 esp\u00e9cimes fossilizados, pesquisadores descobriram que o gigante da Era do Gelo na verdade sobreviveu no leste da Europa e na \u00c1sia Central at\u00e9 mais recentemente.<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m isolaram o DNA do animal pela primeira vez, mostrando que a esp\u00e9cie se diferenciou das que incluem os atuais rinocerontes h\u00e1 cerca de 40 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>A extin\u00e7\u00e3o do bicho marca o fim de um grupo inteiro de rinocerontes.<\/p>\n<p><strong>Por<\/strong><strong>que ele foi extinto?<\/strong><\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m analisou os dentes do animal, confirmando que ele pastava em gramas duras e secas.<\/p>\n<p>\u201cEle era como um cortador de grama pr\u00e9-hist\u00f3rico\u201d, afirma Lister.<\/p>\n<p>O rinoceronte se especializou em um tipo de dieta que pode ter causado sua derrocada. Conforme a Terra esquentou e come\u00e7ou a sair da Era do Gelo, h\u00e1 cerca de 40 mil anos, os campos come\u00e7aram a diminuir, restringindo a pastagem para a esp\u00e9cie, provavelmente levando o animal \u00e0 extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Centenas de esp\u00e9cies de grandes mam\u00edferos desapareceram depois do fim da \u00faltima Era do Gelo, devido \u00e0 mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, perda de vegeta\u00e7\u00e3o e ca\u00e7a humana.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O que ele nos diz sobre o destino dos rinocerontes modernos?<\/h2>\n<p>Hoje h\u00e1 apenas cinco esp\u00e9cies de rinocerontes restantes. Poucos animais sobrevivem fora de reservas e parques nacionais devido \u00e0 ca\u00e7a ilegal e \u00e0 perda da habitat durante muitas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Os ca\u00e7adores matam rinocerontes ilegalmente, retiram apenas os chifres e em seguida abandonam o corpo do animal abatido. O chifre do rinoceronte \u00e9 cobi\u00e7ado por ca\u00e7adores pois \u00e9 utilizado em v\u00e1rias receitas da medicina tradicional chinesa no tratamento de doen\u00e7as reum\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Ao estudar rinocerontes fossilizados, cientistas podem aprender mais sobre o destino de muitas esp\u00e9cies pr\u00e9-hist\u00f3ricas que um dia vagavam pelo planeta \u2013 e sobre como elas se adaptaram \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica e \u00e0 a\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Da onde vem o mito dos unic\u00f3rnios?<\/h2>\n<p>Lendas sobre o unic\u00f3rnio, um quadr\u00fapede com um \u00fanico longo chifre na testa, fazem parte de diversas culturas h\u00e1 mil\u00eanios.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem defenda que o chifre do unic\u00f3rnio pode ser a base do mito sobre os unic\u00f3rnios, mas ele tamb\u00e9m pode ser derivado de outros animais \u2013 como o narval, que tem um \u2018chifre\u2019 alongado (e na verdade \u00e9 um dente canino comprido) retorcido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma esp\u00e9cie de rinoceronte gigante que pode ter sido a origem do mito do unic\u00f3rnio<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":96477,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/unicornio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma esp\u00e9cie de rinoceronte gigante que pode ter sido a origem do mito do unic\u00f3rnio","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96476"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96476"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96476\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96477"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96476"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96476"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96476"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}