{"id":96377,"date":"2018-11-29T13:30:43","date_gmt":"2018-11-29T16:30:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=96377"},"modified":"2018-11-28T21:21:09","modified_gmt":"2018-11-29T00:21:09","slug":"ambicioso-programa-para-salvar-a-grande-barreira-de-coral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ambicioso-programa-para-salvar-a-grande-barreira-de-coral\/","title":{"rendered":"Ambicioso programa para salvar a Grande Barreira de Coral"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/corais.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-96378\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/corais-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/corais-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/corais.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um grupo de cientistas anunciou, nesta quarta-feira (28), o lan\u00e7amento da tentativa de reabilita\u00e7\u00e3o mais ambiciosa da Grande Barreira de Coral, que consiste em coletar \u00f3vulos e esperma desses animais e cri\u00e1-los em laborat\u00f3rio antes de reintroduzi-los na joia da natureza australiana.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\"><\/div>\n<p>A Grande Barreira de Coral, reconhecida como Patrim\u00f4nio Mundial da Unesco desde 1981, tem uma extens\u00e3o de 345.000 km2 e \u00e9 considerada a maior barreira de recife do planeta.<\/p>\n<p>Por conta da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, sofre epis\u00f3dios sem precedentes de branqueamento. Tamb\u00e9m \u00e9 amea\u00e7a pela Acanthaster p\u00farpura, uma estrela-do-mar que devora os recifes, e pelas atividades industriais e agr\u00edcolas.<\/p>\n<div id=\"admateria2\" data-google-query-id=\"CMiUzcOp-N4CFYSBhwod994Jlg\"><\/div>\n<p>Nesta quarta, pesquisadores australianos anunciaram um ambicioso projeto para criar larvas de coral que, a seguir, ser\u00e3o integradas nas zonas mais danificadas da Barreira.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a primeira vez que o conjunto do processo de cria\u00e7\u00e3o de larvas e de integra\u00e7\u00e3o nos recifes acontecer\u00e1 na Grande Barreira de Coral\u201d, declarou em um comunicado Peter Harrison, da Southern Cross University.<\/p>\n<p>\u201cNossas equipes restaurar\u00e3o centenas de metros quadrados com o objetivo de chegar (a restaurar) no futuro quil\u00f4metros quadrados, o que representa a maior extens\u00e3o alcan\u00e7ada at\u00e9 agora\u201d, acrescentou o pesquisador australiano.<\/p>\n<p>\u2013 A\u00e7\u00e3o em defesa do clima \u2013<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento do \u201cProjeto de restaura\u00e7\u00e3o de larvas\u201d acontecer\u00e1 no mesmo per\u00edodo do ano em que acontece a reprodu\u00e7\u00e3o dos corais, que come\u00e7ar\u00e1 durante os pr\u00f3ximos dias e dura apenas entre 48 e 72 horas.<\/p>\n<p>Seu objetivo \u00e9 compilar \u00f3vulos e esperma de coral durante o breve per\u00edodo de segrega\u00e7\u00e3o, depois criar larvas e reintegr\u00e1-las nas zonas danificadas da Grande Barreira.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, esta opera\u00e7\u00e3o conta com a dificuldade da grande dispers\u00e3o de \u00f3vulos e esperma que se produz em fun\u00e7\u00e3o das ondas e das correntes marinhas.<\/p>\n<p>O branqueamento de coral, que significa a perda de cor destes animais marinhos, se deve sobretudo ao aumento da temperatura da \u00e1gua do mar, que provoca a expuls\u00e3o das algas simbi\u00f3ticas que d\u00e3o ao coral a sua cor e os seus nutrientes.<\/p>\n<p>Os recifes se recuperar\u00e3o se a temperatura diminuir, mas tamb\u00e9m podem morrer se este fen\u00f4meno persistir.<\/p>\n<div id=\"admateria6\"><\/div>\n<p>Durante os \u00faltimos 20 anos, a Grande Barreira experimentou quatro per\u00edodos de descolora\u00e7\u00e3o extrema: 1998, 2002, 2016 e 2017.<\/p>\n<p>Uma das novidades do programa impulsionado nesta quarta \u00e9 que a cria\u00e7\u00e3o de larvas ser\u00e1 realizada em paralelo \u00e0 de algas microsc\u00f3picas.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos acelerar o processo se conseguirmos que as possibilidades de sobreviv\u00eancia e crescimento do coral se vejam refor\u00e7adas com a absor\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de algas\u201d, explicou David Suggett, da University of Technology de Sidney, que colabora no projeto.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Harrison confia que a cria\u00e7\u00e3o de larvas servir\u00e1 para restaurar a Grande Barreira, mas reconhece que isso ser\u00e1 insuficiente.<\/p>\n<p>\u201cA a\u00e7\u00e3o em defesa do clima \u00e9 a \u00fanica forma de garantir a sobreviv\u00eancia dos recifes de coral\u201d, afirma Harrison.<\/p>\n<p>\u201cO nosso projeto de reabilita\u00e7\u00e3o de recifes servir\u00e1 para ganhar tempo para que as popula\u00e7\u00f5es de coral sobrevivam e evoluam at\u00e9 que reduzam as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono e as temperaturas se estabilizem\u201d, acrescenta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de cientistas anunciou, nesta quarta-feira (28), o lan\u00e7amento da tentativa de reabilita\u00e7\u00e3o 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