{"id":96300,"date":"2018-11-28T08:00:14","date_gmt":"2018-11-28T11:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=96300"},"modified":"2018-11-27T21:08:31","modified_gmt":"2018-11-28T00:08:31","slug":"como-estes-esforcos-diminuiram-o-risco-de-extincao-de-4-especies","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-estes-esforcos-diminuiram-o-risco-de-extincao-de-4-especies\/","title":{"rendered":"Como estes esfor\u00e7os diminu\u00edram o risco de extin\u00e7\u00e3o de 4 esp\u00e9cies"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-96301\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Lista Vermelha de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas da IUCN (sigla em ingl\u00eas para Uni\u00e3o Internacional para a onserva\u00e7\u00e3o da Natureza e dos Recursos Naturais) aponta que mais de 26,5 mil esp\u00e9cies, ou 27% das que constam em sua an\u00e1lise, est\u00e3o amea\u00e7adas. O crescimento populacional da humanidade, a explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais, a transforma\u00e7\u00e3o de habitats selvagens em cidades, lavouras ou pastos e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas decorrentes do efeito estufa est\u00e3o entre os fatores que fazem com que a extin\u00e7\u00e3o acelerada de esp\u00e9cies continue a ocorrer.<\/p>\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o de novembro de 2018 da lista da entidade enfatiza, no entanto, determinadas a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o que foram capazes de frear o processo de desaparecimento de algumas esp\u00e9cies, e fizeram com que o risco fosse rebaixado na escala de nove pontos utilizada pela entidade.<\/p>\n<p>Criada em 1964, a lista \u00e9 a principal refer\u00eancia internacional para acompanhamento da queda populacional de esp\u00e9cies de seres vivos, assim como seu risco de desaparecimento definitivo no mundo.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o serem representativos da tend\u00eancia geral, alguns conservacionistas t\u00eam defendido que os casos de sucesso sejam ressaltados. A preserva\u00e7\u00e3o do habitat de determinadas esp\u00e9cies beneficia tamb\u00e9m outras que vivem em seu entorno. Por isso, esfor\u00e7os para salvar uma esp\u00e9cie beneficiam outras.<\/p>\n<p>Em entrevista concedida em abril de 2018 ao jornal brit\u00e2nico The Guardian, Mike Hoffman, membro da Sociedade Zool\u00f3gica de Londres e um dos organizadores do Congresso pelo Otimismo Conservacionista afirmou: \u201ccertamente \u00e9 verdade que a biodiversidade no mundo est\u00e1 despencando, mas temos que nos perguntar qual seria a situa\u00e7\u00e3o se n\u00e3o houvesse \u00e1reas protegidas, se n\u00e3o houvesse Conven\u00e7\u00e3o sobre o Com\u00e9rcio Internacional das Esp\u00e9cies da Fauna e da Flora Selvagens Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o [assinada em 1973 em Washington, hoje abrange mais de 170 membros], e se n\u00e3o houvesse patrulhas antica\u00e7a na \u00c1frica\u201d.<\/p>\n<p>Como funciona a classifica\u00e7\u00e3o por grau de amea\u00e7a<\/p>\n<p>POUCO PREOCUPANTE<\/p>\n<p>Ou LC (do ingl\u00eas \u201cleast concern\u201d) \u00e9 a categoria de risco mais baixo, empregada para quando se considera que h\u00e1 abund\u00e2ncia da esp\u00e9cie de seres vivos, bem distribu\u00eddos em seus habitats, segundo descri\u00e7\u00e3o em um artigo do site especializado em meio ambiente O Eco.<\/p>\n<p>QUASE AMEA\u00c7ADA<\/p>\n<p>Ou NT (do ingl\u00eas \u201cnear threatened\u201d), a nomenclatura \u00e9 empregada quando se detecta um processo de diminui\u00e7\u00e3o populacional que provavelmente far\u00e1 com que a esp\u00e9cie passe para uma categoria considerada \u201camea\u00e7ada\u201d em algum n\u00edvel.\u00a0A nomenclatura \u201camea\u00e7ada\u201d \u00e9, por sua vez, composta por tr\u00eas n\u00edveis de risco.<\/p>\n<p>VULNER\u00c1VEL<\/p>\n<p>Ou VU (do ingl\u00eas \u201cvulnerable\u201d), \u00e9 o termo mais brando da classifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies amea\u00e7adas, usado quando pesquisas indicam que h\u00e1 risco elevado de extin\u00e7\u00e3o se n\u00e3o houver melhoras das condi\u00e7\u00f5es que permitam a sobreviv\u00eancia e reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>EM PERIGO<\/p>\n<p>Ou EN (do ingl\u00eas \u201cendangered\u201d), \u00e9 o segundo n\u00edvel mais grave de amea\u00e7a, usado quando pesquisas indicam que a esp\u00e9cie provavelmente ser\u00e1 extinta em um futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>CRITICAMENTE EM PERIGO<\/p>\n<p>Ou CR (do ingl\u00eas \u201ccritically endangered\u201d), \u00e9 a categoria de maior risco dentro os animais amea\u00e7ados, levando em considera\u00e7\u00e3o apenas a sua exist\u00eancia em ambientes naturais, e n\u00e3o em cativeiro. Ela inclui os animais que enfrentam risco \u201cextremamente elevado\u201d de extin\u00e7\u00e3o na natureza.<\/p>\n<p>EXTINTA NA NATUREZA<\/p>\n<p>Ou EW (do ingl\u00eas \u201cextinct in the wild\u201d), \u00e9 usado para quando n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel encontrar nem ao menos um \u00fanico esp\u00e9cime em ambiente natural. O ser vivo continua a existir, por\u00e9m apenas em cativeiro.<\/p>\n<p>EXTINTO<\/p>\n<p>Ou EX (do ingl\u00eas \u201cextinct\u201d) \u00e9 aplicado quando pesquisas indicam que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 esp\u00e9cimes do ser vivo no planeta.<\/p>\n<p>DADOS INSUFICIENTES<\/p>\n<p>Ou DD (do ingl\u00eas \u201cdata deficient\u201d) \u00e9 usado para quando n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es o suficiente para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o sobre o risco de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00c3O AVALIADA<\/p>\n<p>Ou NE (do ingl\u00eas \u201cnot evaluated\u201d) \u00e9 usado quando uma esp\u00e9cie n\u00e3o foi submetida aos crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>4 esp\u00e9cies que t\u00eam se recuperado<\/p>\n<p>BALEIA-COMUM Aca\u00e7a de baleias-comuns (Balaenoptera physalus) no s\u00e9culo 20 fez com que sua popula\u00e7\u00e3o ca\u00edsse at\u00e9 pr\u00f3ximo \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. Nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, no entanto, tratados internacionais determinaram a suspens\u00e3o da ca\u00e7a desses animais, encontrados em todos os oceanos. Entre 2006 e 2008, a popula\u00e7\u00e3o de baleias-comuns j\u00e1 havia subido para 62 mil animais, fazendo com que seu status fosse modificado para vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>BALEIA CINZA As baleias cinzas, ou Eschrichtius robustis, passaram por um processo similar, mas ainda possuem uma popula\u00e7\u00e3o extremamente reduzida. Em 2007 havia cerca de 120 esp\u00e9cimes. Em 2018, o n\u00famero aumentou para entre 170 e 180. O aumento ocorreu especialmente no oeste do Oceano Pac\u00edfico. Em nota, Randall Reeves, especialista da entidade no que diz respeito \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o de cet\u00e1ceos, afirmou que \u201cesfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o devem continuar at\u00e9 que as popula\u00e7\u00f5es [de baleias] n\u00e3o estejam mais amea\u00e7adas\u201d<\/p>\n<p>GORILAS-DAS-MONTANHAS Presente em Uganda, Ruanda e na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, o gorila-das-montanhas, ou Gorilla beringei beringei, \u00e9 uma das subsp\u00e9cies de gorilas-do-oriente. Em 2008 havia apenas 680 animais restantes, o que fez com que a popula\u00e7\u00e3o fosse classificada como \u201ccriticamente amea\u00e7ada\u201d de extin\u00e7\u00e3o. Medidas dr\u00e1sticas de conserva\u00e7\u00e3o foram, no entanto, adotadas para lidar com o problema.\u00a0Entre elas, prote\u00e7\u00e3o por guardas armados e a remo\u00e7\u00e3o de armadilhas. Hoje, o n\u00famero subiu para 1.004 gorilas, o n\u00famero mais alto j\u00e1 registrado para a subesp\u00e9cie, o que fez com que seu status fosse rebaixado para apenas \u201camea\u00e7ado\u201d.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da IUCN destaca, no entanto, que as florestas em que os gorilas vivem s\u00e3o cercadas por \u00e1reas agr\u00edcolas, popula\u00e7\u00f5es em expans\u00e3o e riscos de conflitos civis. Esses fatores, assim como a introdu\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as por humanos, como o v\u00edrus ebola, continuam a arriscar os gorilas-das-montanhas.<\/p>\n<p>GIRAFA DE ROTSCHILD A girafa de Rotschild, de nome cient\u00edfico Giraffa camelopardalis rotschildii, \u00e9 encontrada principalmente em Qu\u00eania e Uganda.\u00a0Em 1960, foram contabilizados 2.500 exemplares da esp\u00e9cie. Entre 2006 e 2009, essa popula\u00e7\u00e3o caiu para cerca de 500, e em 2010 a esp\u00e9cie foi categorizada como amea\u00e7ada. Medidas de preserva\u00e7\u00e3o foram tomadas, dentre as quais a reintrodu\u00e7\u00e3o de grupos de animais em determinadas regi\u00f5es do Qu\u00eania. Hoje, h\u00e1 cerca de 1.470 indiv\u00edduos maduros e o status da esp\u00e9cie foi rebaixado para \u201cquase amea\u00e7ado\u201d.<\/p>\n<p>A queda de popula\u00e7\u00f5es pelo mundo O acompanhamento da IUCN passou a ocorrer com base no diagn\u00f3stico de que a atividade humana tem acelerado a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies no planeta. Estimativas publicadas em 2016 por entidades de defesa do meio ambiente apontaram que a popula\u00e7\u00e3o total de animais despencou 58% entre 1970 e 2012, e que esse ritmo de desaparecimento est\u00e1 se acelerando.<\/p>\n<p>Uma pesquisa publicada em maio de 2018 estima que a a\u00e7\u00e3o humana tenha contribu\u00eddo para a queda, pela metade, da massa das plantas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Lista Vermelha de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas da IUCN (sigla em ingl\u00eas para Uni\u00e3o Internacional para<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":96301,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/girafa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Lista Vermelha de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas da IUCN (sigla em ingl\u00eas para Uni\u00e3o Internacional para","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96300"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96300"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96300\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96301"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}