{"id":96272,"date":"2018-11-27T06:30:23","date_gmt":"2018-11-27T09:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=96272"},"modified":"2018-11-26T21:28:04","modified_gmt":"2018-11-27T00:28:04","slug":"a-nave-insight-que-vera-as-entranhas-de-marte-chega-ao-seu-destino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-nave-insight-que-vera-as-entranhas-de-marte-chega-ao-seu-destino\/","title":{"rendered":"A nave Insight, que ver\u00e1 as entranhas de Marte, chega ao seu destino"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-96273\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A InSight aterrissou com sucesso em\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/marte\">Marte<\/a>\u00a0para a primeira miss\u00e3o espacial que estudar\u00e1 o interior do planeta e averiguar\u00e1 se est\u00e1 completamente morto ou ainda abriga alguma atividade em suas entranhas.<\/p>\n<p>A espa\u00e7onave da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nasa_administracion_nacional_aeronautica_espacio\">NASA<\/a>\u00a0entrou na fina atmosfera marciana a 20.000 quil\u00f4metros por hora para sofrer os chamados \u201csete minutos de terror\u201d, o tempo durante o qual precisou frear o suficiente para pousar na superf\u00edcie de Marte \u00e0 velocidade de uma pessoa andando r\u00e1pido. O aparelho pesa 360 quilos, de modo que n\u00e3o p\u00f4de usar o sistema de airbags empregado pelos rob\u00f4s Spirit e Opportunity, mais leves. A espa\u00e7onave aproveitou o atrito com os gases que envolvem Marte para baixar de velocidade aos 1.500 quil\u00f4metros por hora. Quando estava a 12 quil\u00f4metros da superf\u00edcie, abriu o paraquedas. A 1.000 metros de altura, ele se soltou e entraram em funcionamento o radar e um sistema de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/inteligencia_artificial\">intelig\u00eancia artificial<\/a>\u00a0que usou seus dados para controlar a intensidade de 12 retropropulsores para realizar a \u00faltima fase de frenagem aos oito quil\u00f4metros por hora. A aterrissagem, tal como estava previsto, foi registrada \u00e0s 17h54 de segunda-feira, hor\u00e1rio de Bras\u00edlia, e o primeiro sinal de r\u00e1dio da superf\u00edcie do planeta vermelho demorou mais oito minutos at\u00e9 chegar \u00e0 Terra.<\/p>\n<div class=\"teads-inread teads-display-format sm-screen\">\n<div>\n<div class=\"teads-ui-components-adchoices\">A espa\u00e7onave entrou na fina atmosfera marciana a 20.000 quil\u00f4metros por hora<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Toda a equipe da NASA comemorou o sucesso da primeira fase da miss\u00e3o, j\u00e1 que se tratava de um complexo processo de aterrissagem governado por \u201cmeio milh\u00e3o de linhas de c\u00f3digo de programa\u00e7\u00e3o. Qualquer sistema que n\u00e3o funcionasse ou atrasasse poderia ter colocado a miss\u00e3o a perder\u201d, disse Jorge Pla-Garc\u00eda, astrof\u00edsico do Centro de Astrobiologia (CAB) e operador da esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica a bordo da miss\u00e3o, que foi fabricada na Espanha.<\/p>\n<p>A InSight pousou sobre a plan\u00edcie de Elysium, possivelmente o local mais tedioso da superf\u00edcie marciana: plano, poeirento, quase sem acidentes geogr\u00e1ficos, mas muito seguro para a aterrissagem e ideal ao objetivo principal da miss\u00e3o. Quarenta dias ap\u00f3s pousar um bra\u00e7o rob\u00f3tico depositar\u00e1 sobre o solo um dos dois principais instrumentos da miss\u00e3o: um sism\u00f4metro \u201ccujo p\u00eandulo \u00e9 capaz de detectar movimentos de cem mil milion\u00e9sima parte de um metro\u201d, diz Pla-Garc\u00eda. Esse instrumento ser\u00e1 o primeiro da hist\u00f3ria capaz de detectar movimentos s\u00edsmicos &#8211; martemotos &#8211; e tamb\u00e9m impactos de meteoritos a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/11\/26\/ciencia\/1543244808_177222_1543264168_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/11\/26\/ciencia\/1543244808_177222_1543264168_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/11\/26\/ciencia\/1543244808_177222_1543264168_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2018\/11\/26\/ciencia\/1543244808_177222_1543264168_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Primeira imagem de Marte enviada pela InSight.\" width=\"640\" height=\"641\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Primeira imagem de Marte enviada pela InSight.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">HO<\/span>\u00a0<span class=\"foto-agencia\">AFP<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>O segundo instrumento foi apelidado de toupeira: um percutor que penetrar\u00e1 at\u00e9 cinco metros no solo marciano deixando sensores de temperatura em seu caminho. Com esses instrumentos ser\u00e1 poss\u00edvel averiguar se Marte est\u00e1 completamente morto do ponto de vista geol\u00f3gico ou ainda conserva alguma vida geol\u00f3gica e t\u00e9rmica. A miss\u00e3o pode esclarecer as dimens\u00f5es da crosta, o manto e o n\u00facleo do planeta, que \u00e9 rochoso como a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/la_tierra\">Terra<\/a>. \u00c9 poss\u00edvel que as camadas externas do n\u00facleo feitas de ferro fundido tenham se solidificado, o que por sua vez teria enfraquecido o campo magn\u00e9tico e permitido que o vento solar levasse boa parte da atmosfera do planeta, reduzindo drasticamente as possibilidades de que possa existir vida na superf\u00edcie.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que no passado existiu grande atividade vulc\u00e2nica durante longos per\u00edodos de tempo, de fato Marte tem os maiores vulc\u00f5es do Sistema Solar, alguns mais altos do que o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/monte_everest\">Everest<\/a>\u201d, diz Alberto Gonz\u00e1lez-Fair\u00e9n, pesquisador do CAB e da Universidade Cornell (EUA). \u201cPor ser menor do que a Terra, o que significa uma rela\u00e7\u00e3o entre a superf\u00edcie e o volume muito maior, Marte esfriou muito mais r\u00e1pido, e qualquer tipo de atividade geol\u00f3gica que poderia existir cessou pouco a pouco. A InSight nos dir\u00e1 se ainda resta algo de energia residual e quando Marte deixou de estar ativo\u201d, afirma.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">A \u00e1rea de aterrissagem \u201c\u00e9 perfeita para a forma\u00e7\u00e3o de redemoinhos e tempestades de areia\u201d<b><\/b><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\">O ponto de aterrissagem da InSight \u00e9 perfeito por mais uma raz\u00e3o. Um dos objetivos da esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica a bordo da nave \u00e9 saber em que momentos h\u00e1 menos vento e \u00e9 poss\u00edvel realizar medi\u00e7\u00f5es s\u00edsmicas mais confi\u00e1veis. \u201cEssa regi\u00e3o \u00e9 perfeita para a forma\u00e7\u00e3o de redemoinhos, que chegam a 40 quil\u00f4metros por hora, e tempestades, que podem chegar aos 120 quil\u00f4metros por hora, pois ao contr\u00e1rio da \u00e1rea em que est\u00e1 o Curiosity, dentro de uma cratera, essa \u00e9 uma \u00e1rea totalmente desprotegida\u201d, diz Pla-Garc\u00eda. Ap\u00f3s a aterrissagem de segunda-feira ser\u00e1 a primeira vez que existir\u00e3o duas esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas em Marte (InSight e Curiosity) desde as sondas Viking dos anos 70. As duas esta\u00e7\u00f5es foram desenvolvidas na Espanha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A InSight aterrissou com sucesso em\u00a0Marte\u00a0para a primeira miss\u00e3o espacial que estudar\u00e1 o interior do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":96273,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marte.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A InSight aterrissou com sucesso em\u00a0Marte\u00a0para a primeira miss\u00e3o espacial que estudar\u00e1 o interior do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96272"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96272"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96272\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96273"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}