{"id":96219,"date":"2018-11-26T14:30:09","date_gmt":"2018-11-26T17:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=96219"},"modified":"2018-11-26T13:42:56","modified_gmt":"2018-11-26T16:42:56","slug":"areas-protegidas-da-amazonia-enfrentam-quase-80-mil-km-de-estradas-irregulares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/areas-protegidas-da-amazonia-enfrentam-quase-80-mil-km-de-estradas-irregulares\/","title":{"rendered":"\u00c1reas protegidas da Amaz\u00f4nia enfrentam quase 80 mil km de estradas irregulares"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-96220\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Mais de 25 mil quil\u00f4metros de estradas n\u00e3o oficiais, constru\u00eddas sem nenhum processo regular de licenciamento, foram abertas no interior ou entorno de \u00e1reas protegidas vulner\u00e1veis da Amaz\u00f4nia, entre 2012 e 2016. O mapeamento foi realizado pelo Instituto Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon), que monitora amea\u00e7as a unidades de conserva\u00e7\u00e3o e Terras Ind\u00edgenas na regi\u00e3o e est\u00e3o resumidos em um infogr\u00e1fico divulgado pelo Instituto.<\/p>\n<p>O estudo lembra que estradas s\u00e3o necess\u00e1rias pois reduzem o isolamento de popula\u00e7\u00f5es locais e facilitam o acesso e escoamento de recursos naturais. Por\u00e9m, destaca tamb\u00e9m que leva a grandes impactos ambientais e socioambientais ao serem vetores para o avan\u00e7o de madeireiros, pecuaristas e grileiros. Estradas n\u00e3o planejadas, conforme o estudo, s\u00e3o o primeiro passo para a destrui\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n<p>\u201cEssas estradas j\u00e1 tiveram v\u00e1rios nomes, vicinais, estradas end\u00f3genas, s\u00e3o feitas sem qualquer planejamento com a malha vi\u00e1ria oficial e sem as autoriza\u00e7\u00f5es previstas por lei\u201d, explica a engenheira agr\u00f4noma J\u00falia Gabriela Ferreira Ribeiro, analista ambiental do Imazon. \u201cEsse mapeamento serve para entender o processo de ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o planejado na Amaz\u00f4nia e essas amea\u00e7as e press\u00f5es que ocorrem nas \u00e1reas protegidas\u201d, completa.<\/p>\n<p>O estudo classifica estradas identificadas dentro das \u00e1reas protegidas como um fator de \u201cpress\u00e3o\u201d, enquanto as que ocorrem no entorno de at\u00e9 10 quil\u00f4metros s\u00e3o consideradas \u201camea\u00e7a\u201d. As unidades de conserva\u00e7\u00e3o e Terras Ind\u00edgenas analisadas sofrem a press\u00e3o de quase 15 mil quil\u00f4metros de vias n\u00e3o oficiais, ou seja, que foram abertas dentro de seus limites. Outros 10,7 mil quil\u00f4metros est\u00e3o no entorno dos territ\u00f3rios analisados.<\/p>\n<p>Os dados indicam tamb\u00e9m que \u00e1reas protegidas de uso sustent\u00e1vel s\u00e3o as mais amea\u00e7adas e pressionadas por estradas irregulares, na compara\u00e7\u00e3o com terras ind\u00edgenas e unidades de prote\u00e7\u00e3o integral. J\u00falia destaca que o mapeamento identificou abertura de grandes estradas em florestas no sul do Amazonas, principalmente em locais de explora\u00e7\u00e3o madeireira.<\/p>\n<div id=\"attachment_64289\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-64289\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/desmate.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/desmate.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/desmate-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/desmate-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">\u00a0Estradas ilegais s\u00e3o usadas para desmatar \u00e1reas longe dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Acima, desmatamento ilegal na Terra Ind\u00edgena Pirititi, em Roraima. Foto: Felipe Werneck\/Ibama.<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cEu vi dados de 2012 e n\u00e3o aparecia nada, mas em 2016 come\u00e7aram a surgir estradas com p\u00e1tios de explora\u00e7\u00e3o madeireira\u201d, conta J\u00falia. \u201cA gente tem que avaliar os dados de 2018, para saber se est\u00e1 instalado o desmatamento\u201d, completa a analista ambiental, lamentando a dificuldade dos t\u00e9cnicos em acessar informa\u00e7\u00f5es sobre planos de manejo, que possibilitaria saber se a explora\u00e7\u00e3o \u00e9 legal ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados atualizam um estudo anterior, publicado em julho deste ano, que trazia informa\u00e7\u00f5es obtidas at\u00e9 2012, nas \u00e1reas protegidas mais amea\u00e7adas e pressionadas pelo desmatamento. No estudo foram utilizadas informa\u00e7\u00f5es do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do pr\u00f3prio Imazon, e informa\u00e7\u00f5es sobre \u00e1reas protegidas do Instituto Socioambiental (ISA).<\/p>\n<p>O estudo indicava que mais de 54 mil quil\u00f4metros de estradas n\u00e3o oficiais no interior ou no entorno \u00e1reas protegidas na Amaz\u00f4nia. Agora, j\u00e1 s\u00e3o quase 80 mil quil\u00f4metros de vias irregulares no interior ou em a uma dist\u00e2ncia de at\u00e9 10 quil\u00f4metros de terras ind\u00edgenas ou unidades de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 2012, havia 29.486 quil\u00f4metros de estradas n\u00e3o oficiais amea\u00e7ando (no entorno) as protegidas na Amaz\u00f4nia. Em quatro anos, mais 10.709 quil\u00f4metros de vias foram abertas no entorno destas \u00e1reas. Agora, s\u00e3o 40.195 quil\u00f4metros de estradas amea\u00e7ando as \u00e1reas protegidas analisadas no estudo.<\/p>\n<p>J\u00e1 a extens\u00e3o de estradas n\u00e3o oficiais que pressionam (no interior) das \u00e1reas, que era de 24.558 quil\u00f4metros, sofreram um acr\u00e9scimo de 14.988 quil\u00f4metros em quatro anos. Em 2016, chegaram a 39.546 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Maior unidade de conserva\u00e7\u00e3o do Tocantins, a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Leandro,\u00a0\u2013 antiga Ilha do Bananal\/Cant\u00e3o, com 1.678.000 hectares (16.780 Km2) \u2013, aparece em primeiro lugar entre as reservas mais pressionadas por estradas n\u00e3o oficiais at\u00e9 2016. A APA n\u00e3o havia sido avaliada em 2012, mas agora aparece com destaque entre as mais amea\u00e7adas na soma dos dados at\u00e9 2016, na quarta coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-64287\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Estradas-n%C3%A3o-oficiais-APs.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Estradas-n\u00e3o-oficiais-APs.jpg 1152w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Estradas-n\u00e3o-oficiais-APs-300x161.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Estradas-n\u00e3o-oficiais-APs-1024x548.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Estradas-n\u00e3o-oficiais-APs-600x321.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Estradas-n\u00e3o-oficiais-APs-640x343.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"343\" \/><\/p>\n<p>O Floresta Nacional do Jamanxim, com 1.301.120 ha, \u00a0no Par\u00e1, mant\u00e9m destaque negativo. At\u00e9 2012, era a \u00e1rea protegida mais amea\u00e7ada por estradas n\u00e3o oficiais. Embora ao longo de quatro anos tenha ficado em quarto lugar entre as amea\u00e7adas, na soma do total de estradas mapeadas at\u00e9 2012 e no per\u00edodo seguinte, at\u00e9 2016, se mant\u00e9m com a \u00e1rea protegida mais amea\u00e7ada por estradas irregulares na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Com base no estudo, o Imazon fez uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es \u00e0s autoridades: monitoramento em tempo quase real das estradas; usar as estradas como crit\u00e9rio para priorizar fiscaliza\u00e7\u00e3o em campo; acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o dos planos de manejo; e exig\u00eancia de autoriza\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de estradas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 25 mil quil\u00f4metros de estradas n\u00e3o oficiais, constru\u00eddas sem nenhum processo regular de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":96220,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/estradas_ilegais.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Mais de 25 mil quil\u00f4metros de estradas n\u00e3o oficiais, constru\u00eddas sem nenhum processo regular de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96219"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96219"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96219\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}