{"id":96150,"date":"2018-11-25T13:00:37","date_gmt":"2018-11-25T16:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=96150"},"modified":"2018-11-25T12:58:43","modified_gmt":"2018-11-25T15:58:43","slug":"tartarugas-gigantes-ameacadas-de-extincao-morrem-no-litoral-do-pr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tartarugas-gigantes-ameacadas-de-extincao-morrem-no-litoral-do-pr\/","title":{"rendered":"Tartarugas gigantes amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o morrem no Litoral do PR"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/tartaruga-PR.jpeg\" width=\"640\" height=\"480\" \/>A morte de sete tartarugas de couro nas \u00faltimas duas semanas no Litoral do Paran\u00e1 preocupa os bi\u00f3logos. Tamb\u00e9m conhecido por tartaruga gigante, por ser a maior esp\u00e9cie em todo mundo, o animal est\u00e1 extremamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. A cada mil filhotes que nascem, apenas um, em m\u00e9dia, chega \u00e0 vida adulta, quando pode chegar a medir 2 metros de comprimento e a pesar 500 kg.<\/p>\n<p>\u201cCada tartaruga dessa que chega \u00e0 vida adulta \u00e9 uma vit\u00f3ria, porque ela leva 20 anos para crescer, em m\u00e9dia. S\u00e3o verdadeiras sobreviventes. Por isso a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 grande\u201d, enfatiza a bi\u00f3loga Camila Domit, do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paran\u00e1 (CEM-UFPR), que vai comandar a necropsia de cada um dos sete r\u00e9pteis recolhidos para tentar descobrir a causa das mortes. Em um dos animais, a equipe do CEM-UFPR j\u00e1 encontrou pl\u00e1stico no in\u00edcio do sistema digestivo, o que indica que o animal se alimentou de lixo no mar.<\/p>\n<p>A mais recente tartaruga de couro morta nas praias do Paran\u00e1 foi encontrada quarta-feira (21) na Praia de Coroados, em Guaratuba. O animal tamb\u00e9m \u00e9 o maior das sete encontradas, com a carca\u00e7a medindo 1,50 m, o que leva a equipe do CEM-UFPR a deduzir que ela tinha entre 20 e 25 anos. De t\u00e3o grande, ter\u00e1 que ser removida da orla com a ajuda de uma retroescavadeira.<\/p>\n<p>Os outros seis animais foram achados ao longo da orla entre Matinhos e Pontal do Paran\u00e1. Duas estavam em estado avan\u00e7ado de decomposi\u00e7\u00e3o, o que dificulta o exame da causa da morte.<\/p>\n<p>Camila explica que com a proximidade do ver\u00e3o, as tartarugas em geral se aproximam das praias pelo avan\u00e7o das \u00e1guas vivas, que servem de alimento para elas. Entretanto, como nos \u00faltimos dias houve uma incid\u00eancia maior de ventos no sentido oceano-continente, o volume de \u00e1guas vivas pode ter sido maior, o que trouxe mais tartarugas para perto da orla. Consequentemente, mais animais t\u00eam sido encontrados mortos, de todas as esp\u00e9cies de tartarugas, n\u00e3o s\u00f3 a de couro. \u201cAlguns destes animais podem ter morrido no mar e a carapa\u00e7a vindo com esse vento\u201d, aponta a bi\u00f3loga.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o humana<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo assim, Camila n\u00e3o descarta que as tartarugas tenham sido v\u00edtimas da a\u00e7\u00e3o humana. Al\u00e9m da probabilidade de ter pl\u00e1stico no sistema digestivo, elas podem ter morrido presas em redes de pesca. Das sete tartarugas de couro encontradas mortas, duas tinham rasp\u00f5es na cabe\u00e7a que indicam que podem ter ficado presas a redes. O CEM-UFPR entrou em contato com centros de preserva\u00e7\u00e3o de tartarugas em Santa Catarina para que tamb\u00e9m fiquem atentos \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da tartarugas de couro que frequentam o litoral de l\u00e1.<\/p>\n<p>Camila lembra que uma tartaruga de couro que costumava depositar ovos em Pontal do Paran\u00e1 foi encontrada morta em 2015 ap\u00f3s ficar presa em uma rede de pesca. O animal depositou ovos em Pontal por tr\u00eas anos seguidos.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte de sete tartarugas de couro nas \u00faltimas duas semanas no Litoral do Paran\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A morte de sete tartarugas de couro nas \u00faltimas duas semanas no Litoral do Paran\u00e1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96150"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96150"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96150\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}