{"id":9615,"date":"2014-11-01T16:00:09","date_gmt":"2014-11-01T16:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=9615"},"modified":"2014-11-01T10:34:11","modified_gmt":"2014-11-01T10:34:11","slug":"mais-escolarizadas-mulheres-recebem-68-da-renda-dos-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mais-escolarizadas-mulheres-recebem-68-da-renda-dos-homens\/","title":{"rendered":"Mais escolarizadas, mulheres recebem 68% da renda dos homens"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-9616\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Com \u00edndices de escolaridade superiores aos dos homens, as mulheres brasileiras continuam atr\u00e1s quando analisados o rendimento e a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, divulgou hoje (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), na pesquisa Estat\u00edsticas de G\u00eanero, uma an\u00e1lise dos resultados do Censo Demogr\u00e1fico 2010.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de terem menor taxa de analfabetismo, de 9,1% contra 9,8% dos homens, as mulheres chegam mais ao n\u00edvel superior, com uma taxa de 15,1% de frequ\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o de 18 a 24 anos, enquanto os homens somam 11,3%. Tamb\u00e9m no ensino m\u00e9dio, as mulheres est\u00e3o mais presentes na idade escolar certa, de 15 a 17 anos, com 52,2% de frequ\u00eancia, contra 42,4% dos homens.<\/p>\n<p>Outro indicador que aponta maior escolariza\u00e7\u00e3o feminina \u00e9 a taxa de abandono escolar precoce, que contabiliza os jovens de 18 a 24 anos que n\u00e3o conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio nem estavam estudando. Esse percentual chega a 31,9% entre as mulheres e 41,1% para os homens.<\/p>\n<p>Apesar desse cen\u00e1rio, o rendimento mensal m\u00e9dio das mulheres equivalia a 68% do masculino, em 2010. Para a coordenadora de Popula\u00e7\u00e3o e Indicadores Sociais do IBGE, B\u00e1rbara Cobo, a delega\u00e7\u00e3o de tarefas \u00e0s mulheres prejudica a igualdade no emprego e na renda: \u201cpor motivos que v\u00e3o al\u00e9m das pol\u00edticas educacionais e de mercado de trabalho, voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea essa maior escolariza\u00e7\u00e3o das mulheres sendo refletida em inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Um dos principais motivos \u00e9 a quest\u00e3o da maternidade. A mulher ainda enfrenta a quest\u00e3o da dupla jornada e, muitas vezes, os cuidados com pessoas da fam\u00edlia e servi\u00e7os dom\u00e9sticos ainda est\u00e3o substancialmente a cargo delas\u201d, analisa.<\/p>\n<p>B\u00e1rbara destaca que mulheres e homens t\u00eam sal\u00e1rios parecidos no in\u00edcio da carreira, mas as diferen\u00e7as se agravam ao longo da vida: \u201co desempenho dela depende da escolariza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m depende de pol\u00edticas p\u00fablicas que permitam que tenha onde deixar as crian\u00e7as para trabalhar e da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. Essa parte tamb\u00e9m pesa a partir do momento que as licen\u00e7as maternidade e paternidade s\u00e3o muito diferenciadas. Em cargos de dire\u00e7\u00e3o, voc\u00ea v\u00ea nitidamente a diferen\u00e7a de acesso entre homens e mulheres\u201d, disse a pesquisadora.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, a pesquisa mostrou rendimento m\u00e9dio para os homens de R$ 1.587, contra R$ 1.074 das mulheres. Em 2000, a desigualdade era ainda maior, com mulheres recebendo 65% do rendimento m\u00e9dio dos homens. Essa melhora, no entanto, n\u00e3o se deu em todas as partes do pa\u00eds, j\u00e1 que, no Norte e Nordeste, a taxa caiu de 71% e 72% para 69% e 68%k, respectivamente. Os homens do Sudeste eram o grupo com maior renda, em 2010, com R$ 1.847, enquanto as mulheres do Nordeste tinham a menor, de R$ 716.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, Cuiab\u00e1 \u00e9 a capital em que a renda feminina chega mais perto da masculina, com 80%, enquanto em Curitiba a propor\u00e7\u00e3o fica em 63%. Entre 2000 e 2010, apenas Porto Velho e Jo\u00e3o Pessoa tiveram aumento da desigualdade de renda, com queda de 72% para 67%, na cidade nortista, e 71% para 69% na nordestina.<\/p>\n<p>A taxa de atividade das mulheres com mais de 16 anos, que indica o percentual das que est\u00e3o trabalhando ou procurando trabalho, cresceu entre 2000 e 2010 de 50,1% para 54,6%, enquanto a dos homens caiu de 79,7% para 75,7%. Quando analisada a formaliza\u00e7\u00e3o desse trabalho, a pesquisa mostra que os homens tiveram um crescimento maior no emprego com carteira assinada em rela\u00e7\u00e3o as mulheres. Em 2000, 50% dos homens e 51,3% das mulheres tinham emprego formal, valores que aumentaram para 59,2% e 57,9% em 2010, respectivamente.<\/p>\n<p>Entre as mulheres ocupadas, 19,2% t\u00eam n\u00edvel superior, enquanto os homens somam 11,5%. Na outra ponta, 45,5% dos homens que trabalham n\u00e3o t\u00eam instru\u00e7\u00e3o ou declaram ter o ensino fundamental incompleto, taxa que \u00e9 34,8% entre as mulheres.<\/p>\n<p>Outra conclus\u00e3o da pesquisa \u00e9 que as mulheres s\u00e3o maioria em \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o com menor remunera\u00e7\u00e3o. A presen\u00e7a delas \u00e9 maior nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o (83%) e humanidades e artes (74,2%), as duas com menor renda m\u00e9dia: de R$ 1.810,50 e R$ 2.223,90, respectivamente. J\u00e1 na \u00e1rea de engenharia, produ\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o, que tem rendimento m\u00e9dio de R$ 5.565,10 segundo o Censo 2010, elas s\u00e3o apenas 21,9% das pessoas formadas. A segunda \u00e1rea mais bem remunerada, agricultura e veterin\u00e1ria, com R$ 4.310,60 de renda salarial, tem a segunda menor presen\u00e7a feminina (27,4%).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com \u00edndices de escolaridade superiores aos dos homens, as mulheres brasileiras continuam atr\u00e1s quando analisados<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9616,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheres.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com \u00edndices de escolaridade superiores aos dos homens, as mulheres brasileiras continuam atr\u00e1s quando analisados","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9615"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9615"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9615\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}